Secretaria da Educação abre primeira etapa do II Fera

 

No primeiro dia do Festival de Arte da Rede Estudantil (Fera) em Maringá os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as oficinas e as atividades culturais oferecidas. Os cinco mil presentes, entre alunos e professores, participaram e assistiram aos shows, mas também se destacaram através de suas habilidades. A primeira etapa do Fera começou na segunda-feira (20) e vai até sábado (26).

 

A aluna Denise Smytka Kraft, do Colégio Estadual Santa Mônica, do município de mesmo nome, apresentou-se recitando poesias da escritora Helena Kolody. “Gosto muito dos livros de história infantis e através das aulas de literatura estou podendo aprender mais”, contou.

 

Segundo a professora Elidoneti Aparecida Carraro Cirílo, que está acompanhando a poeta mirim, já faz oito anos que os alunos do Colégio Santa Mônica têm aula de literatura. “Dessa maneira, eles criam o hábito de ler e quem sabe se tornem grandes escritores um dia”, disse.

 

No total, são 92 oficinas que estão sendo realizadas no espaço Fera, entre elas a de alimentos que, de acordo com a coordenadora Beatriz Manuso, era para ser primeiramente para as crianças. Mas, devido o interesse dos professores, eles também estão participando. “O interesse é muito grande, tanto dos educandos quanto dos educadores”, comemorou.

 

Luana Letícia Matsus Hitta, 10 anos, moradora do município de Terra Rica, pretende, depois de participar da oficina de alimentos, ajudar a mãe em casa e quem sabe um dia se tornar uma chefe de cozinha. Para a menina, “o espaço está bem organizado e desperta a criatividade. Seria muito bom se todas as crianças do Brasil tivessem acesso ao projeto”.

 

Inclusão – Durante o Fera, aproximadamente 173 crianças com necessidades especiais participam das oficinas e também assistem aos espetáculos. De acordo com a intérprete e professora de alunos com deficiência auditiva, Adriana Haupt, no período da tarde os alunos com deficiência auditiva assistiram ao teatro com o apoio de intérpretes para traduzir as falas dos atores. “É necessário fornecer a eles as mesmas oportunidades dadas aos outros”, argumentou.

 

O aluno Paulo Henrrique da Silva, com audição parcial, disse estar gostando muito do Fera. Ele, inclusive, participou da oficina de História da Música. “Apesar de não escutar bem, sinto a emoção que a música passa”, contou.

 

Para Danielle Paetzold, deficiente auditiva, as oficinas estão sendo muito boas e ela gostaria de participar mais vezes de eventos como esse. “Estamos podendo assistir aos shows e também participar de várias atividades, como a dança, que foi a que mais gostei”, afirmou. Bruna, apesar de não escutar, também disse ter sensibilidade para sentir a música.

 

 

 

 

Para o secretário, o Fera representa uma das ações do Governo do Estado em prol da Educação. “Este é um dos projetos educacionais mais importantes. Representa, para nós, o reencontro da educação com a cultura e a arte, que já estão apartadas, de certa forma, desde o regime militar”, disse.

 

De acordo com Mauricio, mais de 5 mil alunos estarão participando em cada uma das oito etapas. “Esse é um grande evento e o resultado do esforço de muitas pessoas e instituições. Desejo que tudo o que aprenderam aqui – alunos e professores – seja reproduzido dentro de cada sala de aula”, disse.

 

O festival, que já está na segunda edição, está ampliando o número de participantes. Desta vez, participarão aproximadamente 5 mil alunos, sendo cerca de 3 mil da rede estadual de ensino – mil a mais do que no ano passado –, e neste ano estamos oferecendo duas mil vagas para alunos da rede municipal do município sede, em cada etapa.

 

Durante sete dias serão realizadas 70 oficinas de educação e arte, voltadas prioritariamente aos estudantes, mas também com a participação de professores. Participam também alunos da educação especial, comunidade indígena, campo, profissionais de diversas áreas.

 

Exemplo – Para Sérgio Mamberti, ator e secretário de Diversidade e Identidade do Ministério da Cultura, o Fera deve ser multiplicado por todo o país. “Fiquei muito seduzido pelo projeto. É muito estimulante e criativo. Relatarei o projeto tanto ao Ministério da Cultura, quanto ao da Educação”, adiantou.

 

De acordo com Mamberti, projetos como esse são de extrema importância. “Temos que garantir que crianças e adolescentes possam participar de um processo tão rico combinando a educação com a cultura, pois a educação sem a cultura é apenas um adestramento”, falou.

 

Na solenidade houve ainda apresentações artísticas e o show com a banda Tribo de Jah. Além do Secretário da Educação, Mauricio Requião, estavam presentes na solenidade os secretários de Comunicação, Airton Pissetii, e Obras, Luis Caron, entre outras autoridades.

 

 

 

 

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