Obra escrita pelos jornalistas Dias Lopes e Sérgio Brandão relembra a trajetória do ídolo do Coritiba e destaca o talento que marcou o futebol das décadas de 1960 e 1970
Lançada nesta sexta-feira (24), a partir das 16h, na Biblioteca Pública do Paraná (BPP), a biografia de Leocádio Cônsul celebra a história de um dos grandes nomes do futebol brasileiro. Escrita em parceria pelos jornalistas Dias Lopes e Sérgio Brandão, a obra revisita a carreira do ex-jogador que brilhou no Coritiba e em importantes clubes do Sul e Sudeste do país.
Mais do que contar a trajetória de um atleta, o livro resgata uma época marcada pelo chamado “futebol arte”, quando a criatividade, a técnica refinada e o talento individual eram protagonistas dentro de campo. Nesse contexto, Leocádio surge como símbolo de uma geração de meio-campistas clássicos, reconhecidos pela inteligência e elegância no jogo.
A narrativa acompanha a jornada do craque desde a infância em Mafra, no interior de Santa Catarina, até a consolidação no cenário profissional. Antes de alcançar o estrelato, Leocádio passou por equipes como Operário de Ponta Grossa, Londrina, Ferroviária (SP), Apucarana e o lendário Metropol, atualmente Criciúma, clubes que ajudaram a construir o forte cenário regional e nacional da época.
O capítulo central da obra é dedicado ao período em que vestiu a camisa do Coritiba, clube onde permaneceu por mais tempo e escreveu os momentos mais marcantes da carreira. No Alviverde, Leocádio se tornou referência técnica e conquistou lugar definitivo na memória da torcida coxa-branca.
Mais do que uma reunião de datas, partidas e gols, a biografia se apresenta como um importante documento histórico. Por meio das lembranças de Leocádio, o leitor é levado a um tempo em que o meio-campo era comandado por verdadeiros maestros e a habilidade individual frequentemente decidia partidas.
A publicação é um presente para os apaixonados por futebol e para todos que desejam compreender como surgiram os grandes times de um passado ainda vivo na memória do esporte brasileiro. Também reafirma por que o nome de Leocádio Cônsul segue reverenciado por quem teve o privilégio de acompanhá-lo em campo.
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