1º Edital Petrobrás de Festivais de Música

 

 

 

Para quem trabalha com a organização de festivais, o 1º Edital Petrobrás de Festivais de Música é considerado uma conquista inédita. Um valor total de R$ 2,5 milhões será destinado para o apoio a festivais de todos os gêneros pelo Brasil, que, segundo prega o regulamento, devem favorecer a divulgação e circulação da produção musical brasileira. O patrocínio revertido para cada projeto será definido por uma comissão e poderá atingir, no máximo, R$ 250 mil.

Para a elaboração do edital, a diretoria da Abrafin chegou a ser consultada e muitas de suas observações foram levadas em consideração no texto final. Em outros aspectos, no entanto, pegou-se mais leve nos critérios de seleção. A associação exige, por exemplo, três edições consecutivas para festivais que queiram se filiar a ela, sob o argumento que esse período mínimo prova o comprometimento com a continuidade do evento em questão. Já o edital pede de seus inscritos dois anos contínuos. E enquanto o estatuto da Abrafin não abre mão de que 75% das atrações sejam representadas por artistas e bandas não ligadas a grandes gravadoras, a Petrobrás abaixou a porcentagem para 50%.

Na opinião de Claudio Jorge Oliveira, coordenador de Patrocínios à Música da Petrobrás, com dois anos de festival, já dá idéia de continuidade e não é tão restritivo. “A proposta deles era de três anos, mas a associação não abrange todo o universo de festivais. Devemos caminhar para contemplar todos os universos”, diz. “Independentemente do que aconteça, os festivais saem. Quem os realiza não espera vir verba. Por isso, nossa proposta é dar mais estrutura ao segmento e não fomentar algo.”

De acordo com ele, a Petrobrás já andava flertando com a área de produção musical há algum tempo. “Nesse período, percebemos que os festivais eram excelentes oportunidades para divulgar os artistas. A partir disso, de dois anos para cá, intensificamos patrocínios a festivais”, afirma. “Coincidentemente com nossa iniciativa, o MinC, nosso parceiro, estabeleceu uma nova orientação com o patrocínio a editais.” A Abrafin, então, surgiu na história, fruto de uma iniciativa de produtores de festivais pop rock, e os interesses em comum desembocaram nesse primeiro edital. “Ele dá apoio financeiro ao segmento, mas também induz melhorias e articulação entre festivais com o mercado, capacitação”, acredita o secretário de Políticas Culturais do MinC, Alfredo Manevy. “Não param só na vitrine, mas levam os artistas para a inserção.”

Para o presidente da Abrafin, Fabrício Nobre, o edital é “muito bom”. “Nunca houve uma ação nesse sentido. O dinheiro é pouco, não dá para atender à demanda dos festivais, mas é bom para esse primeiro momento”, avalia ele, que é idealizador dos festivais Bananada e Goiânia Noise. “Para nós, é uma grande vitória. Se não tivéssemos nos organizado, talvez não existiria esse edital.” Paulo André, vice-presidente da associação, também vê com bons olhos seu lançamento, mas se mostra cauteloso. “Espero que não se invente festival por inventar, só para se pleitear verba.”

Enquanto isso, os dois, à frente da associação, seguem empreendendo trabalho de formiguinha. “Durante três vezes por ano, vamos nos sentar e trocar experiências”, planeja Fabrício. Paulo André completa: “Num segundo momento, não sei de que forma, a gente vai brigar por espaço também nas rádios. Lidamos com problemas com as rádios, que ignoram essas novas produções, e com a circulação, já que os grandes contratantes não se arriscam com artistas que não dão perspectiva de lucro. Quando resolvermos esses dois problemas, vamos chegar a algum lugar.” Informações sobre a Abrafin acesse o site.

Frases

“Os festivais fomentam a nova música. No começo, queríamos fazer o máximo deles pelo País.”
FELIPE S.
VOCALISTA DO MOMBOJÓ

“São sempre excelentes iniciativas. As bandas precisam de lugar para tocar.”
MARCELO CALLADO
BATERISTA BANDA CANASTRA

“Freqüentei todos esses festivais durante anos e sempre achei importante que eles se organizassem. Acho que a cena independente evoluiu graças aos festivais de música e à internet.”
CARLOS EDUARDO MIRANDA
PRODUTOR

Calendário 2007 – Abrafin

HUMAITÁ PRA PEIXE ( janeiro)Rio de Janeiro – RJ

PORTO MUSICAL (fevereiro)
Recife – PE

RECBEAT (fevereiro)
Recife – PE

GRITO ROCK BRASIL (fevereiro) Cuiabá – MT

FESTIVAL DE ROCK FEMININO (março)

Rio Claro – SP

RUÍDO FESTIVAL (março)
Rio de Janeiro – RJ

7.º PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURFE (abril)
Belo Horizonte – MG

ABRIL PRO ROCK (abril)
Recife – PE

FESTIVAL MADA (maio)
Natal – RN

BANANADA (maio)
Goiânia – GO

PORÃO DO ROCK (junho)
Brasília – DF

FESTIVAL CALANGO (junho)
Cuiabá – MT

BOOMBAHIA 2007 (julho)
Salvador – Bahia

ENCONTRO DE CULTURAS TRADICIONAIS DA CHAPADA DOS VEADEIROS (julho)
Alto Paraíso – GO

SEMUS (julho)
Cuiabá – MT

FESTIVAL DOSOL
(2 a 5 de agosto)
Natal – RN

PONTO.CE (3 a 5 de agosto)Fortaleza – CE

FEIRA DA MÚSICA
(15 a 18 de agosto)
Fortaleza – CE

VACA AMARELA (31 de agosto a 1.º de setembro) Goiânia – GO
MIMO (3 a 9 de setembro)
Olinda – PE

FESTIVAL JAMBOLADA
(14 a 16 de setembro)
Uberlândia – MG

FESTIVAL VARADOURO
(setembro) Rio Branco – AC

DEMO SUL 2007 (20 a 22 de outubro) Londrina – PR

ELETRONIKA – FESTIVAL DAS NOVAS TENDÊNCIAS MUSICAIS
(outubro)
Belo Horizonte – MG

GOIÂNIA NOISE FESTIVAL
(23 a 25 de novembro )
Goiânia – GO

SENHOR FESTIVAL
(23 a 25 de novembro)
Brasília – DF

ALGUMAS PESSOAS TENTAM TE FUDER
(2.ª semana de dezembro)
Rio de Janeiro – RJ

 

28/06/07

 

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