Ouça “História Hoje” 01/11: Há 95 anos, morria o escritor e jornalista Lima Barreto

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Em 1º de novembro de 1922,  o Brasil perdeu um dos seus maiores escritores Afonso Henriques de Lima Barreto.

Apresentação Dilson Santa Fé

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Lima Barreto nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 13 de maio de 1881, sete anos antes da libertação dos escravos.

 

Biografia de Lima Barreto

Lima Barreto (1881-1922) foi um escritor e jornalista brasileiro. Filho de pais pobres e mestiços sofreu esse preconceito em toda sua vida. Logo cedo ficou órfão de mãe. Estudou no Colégio Pedro II e ingressou na Escola Politécnica no curso de Engenharia. Seu pai enlouqueceu e foi internado, obrigando Lima Barreto a abandonar o curso de Engenharia. Para sustentar a família, empregou-se na Secretaria de Guerra e ao mesmo tempo, escrevia para vários jornais do Rio de Janeiro. Ao produzir uma literatura inteiramente desvinculada dos padrões e do gosto vigente, recebe severas críticas dos letrados tradicionais. Explora em suas obras as injustiças sociais e as dificuldades das primeiras décadas da República.

Afonso Henrique de Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de maio de 1881. Filho de Joaquim Henriques de Lima Barreto e Amália Augusta, ambos mestiços e pobres. Sofreu preconceito a vida toda. Seu pai era tipógrafo e sua mãe professora primária. Logo cedo ficou órfão de mãe.

Lima Barreto estudou no Liceu Popular Niteroiense e concluiu o curso secundário no Colégio Pedro II, local onde estudava a elite litrária da época. Sempre com a ajuda de seu padrinho, o Visconde de Ouro Preto, ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro onde iniciou o curso de Engenharia. Em 1904, foi obrigado a abandonar o curso, pois seu pai havia enlouquecido e o sustento dos três irmãos agora era responsabilidade dele.

Em 1904, prestou concurso para escriturário do Ministério da Guerra. Ao mesmo tempo, colabora com quase todos os jornais do Rio de Janeiro. Ainda estudante já colaborava para a Revista da Época e para a Quinzena Alegre. Em 1905, passou a escrever no Correio da Manhã, jornal de grande prestígio.

Em 1909, Lima Barreto publicou o romance “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”. O texto acompanha a trajetória de um jovem mulato que vindo do interior sofre sérios preconceitos raciais. Em 1915, escreve “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. Em 1919, escreve “Vida e Morte de M.J.Gonzaga de Sá”. Esses três romances apresentam nítidos traços autobiográficos.

Com uma linguagem descuidada, suas obras são impregnadas da justa preocupação com os fatos históricos e com os costumes sociais. Lima Barreto torna-se uma espécie de cronista e um caricaturista se vingando da hostilidade dos escritores e do público burguês. Poucos aceitam aqueles contos e romances que revelavam a vida cotidiana das classes populares, sem qualquer idealização.

A obra prima de Lima Barreto, não perturbada pela caricatura, foi “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, nela o autor conta o drama de um velho aposentado, O Policarpo, em sua luta pela salvação do Brasil.

Afonso Henriques Lima Barreto com seu espírito inquieto e rebelde e com seu inconformismo com a mediocridade reinante, se entrega ao álcool. Suas constantes depressões o levam duas vezes para o hospício.

Lima Barreto faleceu no Rio de Janeiro, no dia 01 de novembro de 1922.

Obras de Lima Barreto

 

Recordações do Escrivão Isaías Caminha, romance, 1909

Aventuras do Dr. Bogoloff, humor, 1912

Triste Fim de Policarpo Quaresma, romance, 1915

Numa e Ninfa, romance, 1915

Vida e Morte de M. J. Gonzaga e Sá, romance, 1919

Os Bruzundangas, sátira política e literária, 1923

Clara dos Anjos, romance, 1948

Coisas do Reino do Jambon, sátira política e literária, 1956

Feiras e Mafuás, crônica, 1956

Bagatelas, crônica, 1956

Marginália, crônica sobre folclore urbano, 1956

Vida Urbana, crônica sobre folclore urbano, 1956

História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira

 

 

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