Segundo os organizadores, cerca de 1 milhão de pessoas se reuniram na Candelária, palco histórico das Diretas Já, ao lado de Chico Buarque, estudantes e mais de 120 blocos de carnaval, em defesa da reeleição de Lula.
Em um ato histórico de mobilização popular, cerca de 1 milhão de pessoas, segundo os organizadores, tomaram a Candelária, no centro do Rio de Janeiro, neste domingo (18), em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação reuniu estudantes, movimentos sociais, mais de 120 blocos de carnaval e o cantor Chico Buarque, ocupando um palco histórico das Diretas Já na reta final da campanha.
Presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges destacou a importância de manter a juventude mobilizada e alertou para os riscos de um governo de Flávio Bolsonaro à educação pública. “O bolsonarismo para a educação é um risco que conhecemos em concreto, não em abstrato”, afirmou, ao lembrar os protestos de 2019 contra cortes de verbas nas universidades.
Palco de um dos maiores atos das Diretas Já, em 1984, quando cerca de 400 mil pessoas se reuniram na região, a Candelária carrega a memória da luta pela democracia no país. Neste domingo, a mobilização voltou a ocupar esse espaço histórico, agora com a defesa da continuidade do governo Lula.
A programação segue à tarde em Copacabana, com o Ato Musical pela Democracia, convocado por Caetano Veloso e com participação anunciada de artistas como Djavan, Marina Sena e Frejat. A uma semana do segundo turno, a mobilização mantém a campanha nas ruas e amplia a convocação em defesa da democracia.
“Mais tarde a gente ainda vai estar em Copacabana, com Caetano Veloso, muitos outros artistas nessa missão em defesa do nosso país, em defesa da democracia”, convocou Bianca. E reforçou: “Falta pouco, quase nada. É só uma semana para reeleger o presidente Lula”.
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