Carnaval Curitibano de luto com a morte do passista Mancha

 

Morre o passista e ritmista Mancha, ícone do Carnaval Curitibano

No compasso melancólico do samba, a cidade de Curitiba se despede de uma de suas figuras mais emblemáticas e queridas: Eliudes Eustachio, carinhosamente conhecido como Mancha. A notícia da partida do cearense mais curitibano de alma e coração deixou o cenário carnavalesco da capital paranaense mais sombrio, como se as batidas dos tambores perdessem o compasso diante da ausência de seu passista mais carismático.

O personagem Mancha, com seu gingado inconfundível e o samba no pé que encantava a todos, não estará presente na Marechal, passarela do samba, neste próximo carnaval. Sua ausência é como um vazio que se instala nos corações dos sambistas e daqueles que acompanhavam sua trajetória de brilho e dedicação ao Carnaval Curitibano.

O cearense Mancha, que adotou Curitiba como lar e fez da cidade seu palco de alegria, conquistou não apenas os holofotes das escolas de samba locais, mas também o carinho e respeito de todos que tiveram o privilégio de assistir às suas performances contagiantes. Sua presença nos desfiles era sinônimo de animação, e seu jeito único de expressar a paixão pelo samba fazia dele um verdadeiro ícone do Carnaval em terras curitibanas.

Ao som do samba “Silêncio “, fica a sensação de que Mancha se foi sem dizer adeus, deixando um vazio difícil de ser preenchido. Seu legado, no entanto, permanece vivo nos corações daqueles que tiveram o privilégio de compartilhar a alegria e o ritmo contagiante desse passista inigualável.

A comunidade carnavalesca de Curitiba chora a perda de um artista que, com sua dança e sorriso, coloria os dias de folia e transformava a passarela do samba em um espetáculo ainda mais especial. Mancha deixa não apenas o luto pela ausência física, mas também a saudade de uma presença marcante que se tornou parte indissociável da tradição carnavalesca da cidade.

Neste Carnaval, os tambores ecoarão em tom de homenagem a Mancha, celebrando não apenas o ritmo contagiante do samba, mas também a memória de um passista que fez história em Curitiba. Que sua alegria e paixão pela dança continuem inspirando gerações de sambistas e que a passarela do samba, mesmo sem sua presença física, seja sempre iluminada pelo brilho eterno de Mancha.

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