Há mais de quinze dias, artistas, intelectuais, jornalistas, professores e trabalhadores se encontram no coração de Curitiba para transformar o Relógio da Praça Osório em um espaço permanente de cultura, diálogo, participação popular e defesa da democracia. Neste sábado, 24 de outubro, o movimento ganha força com o Canto da Liberdade, que reunirá diferentes expressões artísticas e dará origem ao Ponto da Democracia.
Curitiba volta a encontrar na praça pública um espaço de expressão, resistência e esperança. Há mais de quinze dias, artistas, intelectuais, jornalistas, professores, cantores e trabalhadores se reúnem na Boca Maldita, no início da Praça Osório, junto ao histórico relógio da Rua XV de Novembro, para compartilhar ideias, experiências, arte e o compromisso com a democracia.
Entre os participantes estão o jornalista Mario Milani, criador do famoso gesto do “L” feito com os dedos, símbolo que marcou manifestações populares; o músico e professor Jazomar Vieira da Rocha, ao lado de outros educadores, cantores e artistas; e o jornalista e compositor Cláudio Ribeiro, apresentador oficial dos comícios das Diretas Já em Curitiba. São pessoas com diferentes trajetórias que encontram na cultura e na convivência um caminho para reafirmar valores democráticos e fortalecer a participação cidadã. SAMBA, MPB, POP, SERTANEJO E MAIS. Se chegou, tá bem chegado!
O local escolhido não é por acaso. O Relógio da Praça Osório guarda a memória de um dos momentos mais significativos da luta pela redemocratização do Brasil: a mobilização das Diretas Já, que levou milhares de brasileiros às ruas para exigir o direito de escolher diretamente seus governantes. Aquele espaço, que já foi palco de grandes manifestações políticas, volta a reunir pessoas dispostas a manter viva a chama da liberdade, da cidadania e da participação popular.
Canto da Liberdade: arte, diversidade e democracia nas ruas
Neste sábado, 24 de outubro de 2026, Curitiba vai cantar, criar e se encontrar. Das 9h às 18h, o Relógio da Praça Osório será o ponto de encontro do Canto da Liberdade, uma celebração cultural que reunirá música, poesia, teatro, literatura, pintura e artes visuais, além de oferecer espaço para lançamentos, apresentações e compartilhamento de livros e obras de artistas.
Mais do que um evento cultural, a iniciativa pretende transformar o espaço público em território de convivência, expressão e diálogo. A proposta é reunir pessoas de diferentes gerações, profissões, pensamentos e linguagens artísticas em torno de valores essenciais: democracia, liberdade de expressão, diversidade, respeito às diferenças e participação popular.
A programação também será marcada pela apresentação do Manifesto Canto da Liberdade — por Democracia e Liberdade, documento que expressa o posicionamento de artistas, músicos, poetas, escritores e representantes da sociedade em defesa desses princípios.
Nasce o Ponto da Democracia
Um dos principais resultados dessa mobilização será a criação do Ponto da Democracia, iniciativa que nasce da disposição de manter vivo o encontro iniciado na Boca Maldita e que pretende continuar funcionando mesmo depois das eleições.
A ideia é fazer do espaço um lugar permanente de encontro entre cidadãos, artistas, intelectuais, trabalhadores e representantes da sociedade. Um ambiente aberto à cultura, à reflexão, à troca de ideias e à manifestação democrática, sem que sua existência fique limitada ao calendário eleitoral.
O Ponto da Democracia pretende recuperar o sentido mais amplo da praça pública: um lugar onde a sociedade se reconhece, debate seus caminhos, manifesta suas inquietações e constrói possibilidades coletivas. Um espaço em que a arte não seja apenas entretenimento, mas também instrumento de diálogo, conscientização e transformação social.
Uma história que continua sendo escrita
A presença de pessoas que participaram ou acompanharam a mobilização pelas Diretas Já confere ao encontro um significado especial. A experiência de jornalistas, professores, compositores, cantores e militantes da cultura se encontra com a energia de novas gerações, reafirmando que a democracia não é uma conquista definitiva, mas um processo que exige participação, memória e compromisso.
Na Boca Maldita, onde Curitiba historicamente se manifesta e se encontra, a iniciativa aproxima passado e presente. O relógio que testemunhou a mobilização pela redemocratização volta a marcar, simbolicamente, o tempo de uma nova convocação cidadã.
O Canto da Liberdade e a criação do Ponto da Democracia representam, assim, a vontade de manter abertas as portas do diálogo e da expressão cultural. Mais do que recordar as lutas de ontem, trata-se de criar condições para que a liberdade continue sendo exercida no cotidiano, nas ruas, nas praças, na arte e na participação de cada cidadão.
Neste sábado, o convite é para ocupar a praça com música, poesia, livros, ideias e encontros. Porque a democracia também se constrói assim: com pessoas reunidas, vozes diversas e a liberdade de fazer da cidade um espaço de todos.
Você canta, toca algum instrumento, pinta, declama poesias ou tem livros e obras para compartilhar? Então, venha para o Ponto da Democracia!
Traga sua arte, sua voz, suas ideias e sua vontade de participar. Junte-se a artistas, intelectuais, jornalistas, professores e trabalhadores que estão construindo esse espaço de encontro, cultura, liberdade e diálogo na Boca Maldita.
Venha fazer parte dessa história e seja um dos fundadores do Ponto da Democracia! Porque a democracia se fortalece quando as pessoas se encontram, compartilham seus talentos e constroem, juntas, novos caminhos para a cultura e a cidadania.
PONTO DA DEMOCRACIA
24 de outubro de 2026
9h às 18h
Relógio da Praça Osório — Rua XV de Novembro — Curitiba
Faça chuva, faça sol. Tem Roda de Samba no Ponto da Democracia!
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