O Dia Nacional do Frevo é comemorado nesta segunda-feira, 14 de setembro.

 

 A data escolhida para celebração da dança típica de Recife é o dia do aniversário do jornalista Oswaldo da Silva Almeida, o criador do termo “frevo”, nascido em 1882.

Origem

 

O Frevo surgiu no final do século XIX, no carnaval, em um momento de transição social no Brasil. A dança surge como uma expressão popular de ocupação dos espaços públicos pelas classes operárias e escravizados libertos.

Os passos do frevo, com os movimentos com guarda-chuvas coloridos e muito ritmo, surgiram da rivalidade entre as bandas militares e as lutas de capoeira que foram se configurando, simultaneamente, numa dança frenética, improvisada na rua, liberta e vigorosa.

Ganhou popularidade no carnaval de Recife e Olinda, atraindo milhares de turistas de todos os lugares do mundo todos os anos.

O ritmo já foi criado e recriado pelos passistas, a dança de jogo de braços e de pernas é ligada à ginga dos capoeiristas, que assumiam a defesa de bandas e blocos, ao mesmo tempo em que criavam a coreografia.

Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Em 2012, o frevo foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, título dado quando as manifestações culturais são transmitidas entre as gerações e constantemente recriadas pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, da interação com a natureza e da história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, o que contribui para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

O Galo da Madrugada

Entres os blocos de frevo o mais conhecido é o “Galo da Madrugada“, com mais de 41 anos de existência.

O bloco saiu às ruas da cidade pernambucana pela primeira vez em 4 de fevereiro de 1978, com 75 pessoas fantasiadas, acompanhadas por uma orquestra com 22 músicos.

Nos anos seguintes, o bloco foi ficando famoso e ganhando adesão de milhares de foliões a cada carnaval. Em 1994, o Galo da Madrugada recebeu reconhecimento internacional, o Guiness Book consagrou a agremiação como “o maior bloco de carnaval do planeta”, quando 1,5 milhão de foliões desfilaram pelas ruas do centro da cidade

Tipos de Fervo

Frevo de rua – É instrumental e acelerado, sem letra de música, e é tocado pelas orquestras nas ladeiras e ruas. Foi o primeiro estilo a surgir e é o mais efervescente de todos. Atualmente, uma orquestra de frevo de rua desfila com instrumentos como saxofones, clarinetes, pistões, trombones, tubas, taróis, surdos e bombardinos.

Frevo de bloco – Em vez de instrumentos de percussão e metais, o frevo de bloco é executado por uma orquestra de pau e corda, composta por violões, bandolins, flautas e cavaquinhos. É um ritmo mais lento, poético, e as letras têm um tom saudosista.

Frevo canção – Este tipo, que possui letras e é cantado, também é conhecido como marcha-canção, por ser parecido com marchinhas. Diferentemente do frevo de bloco, que tem uma poesia nostálgica, as letras tratam do contexto atual.

 

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