
Até domingo, Recife abriga o 6º Congresso Brasileiro de Cinema. O evento, organizado pela entidade de mesmo nome, que reúne 55 sindicatos, associaçoes de classe e outras instituiçoes representativas da atividade audiovisual, vem ocorrendo sazonalmente desde 1998. A sexta ediçao ocorrerá no Recife Palace Hotel, na Praia da Boa Viagem.
Entre os temas selecionados para os seminários e grupos de trabalho estao antigos cavalos de batalha como o estado das atividades de produçao, distribuiçao e exibiçao no país, e temas mais específicos. Um deles é a recente convençao da Unesco sobre diversidade cultural. Ocorrida em Paris em outubro, a 33 conferencia da entidade terminou com aprovaçao quase unânime de um documento que defende que os países tenham autonomia para formular suas políticas de proteçao e regulaçao no que se refere a bens culturais. Noutras palavras, o documento defende que países usem mecanismos de cotas para defender suas indústrias de bens culturais da competiçao desigual estrangeira – nominalmente, a americana, no caso do audiovisual. O seminário sobre esse assunto é, sem dúvida, o principal do Congresso.
Cento e cinqüenta participantes já confirmaram presença no evento, entre eles representantes da indústria audiovisual argentina. Constam ainda da programaçao exibiçoes gratuitas de curtas-metragens pernambucanos, além do longa “No coraçao dos deuses”, dirigido pelo presidente do Congresso, o cineasta Geraldo Moraes.