As festas juninas já estão movimentando o Nordeste brasileiro. Cidades onde ocorrem as celebrações que estão entre as mais importantes do país — como Caruaru e Petrolina, em Pernambuco; e Campina Grande, na Paraíba já se movimentam para pôr na rua as festividades. Em Maracanaú, no Ceará, os eventos começam em maio.
Consideradas o “segundo carnaval do Brasil”, por conta da quantidade enorme de eventos espalhados por todo o país e pela intensa participação popular, o calendário de festas juninas já começa a agitar o Nordeste dois meses antes do início oficial dos eventos.
Para o ministro do Turismo Gustavo Feliciano, as festas juninas aliam preservação cultural e um importante meio para atrair turistas e fomentar as economias locais.
“As festas juninas são patrimônios culturais do Brasil, especialmente no Nordeste, onde a tradição, a identidade e a hospitalidade se transformam em experiências únicas para os visitantes. São meses com hotéis lotados, comércio aquecido e geração de emprego”, afirma.
Petrolina (PE)
Em Petrolina, a abertura oficial das festividades teve início na última terça-feira (7), com o lançamento do ciclo junino — que vai de abril até o início de julho. Foram realizadas apresentações musicais num minipátio de eventos montado na Orla III da cidade.
Ao todo, são mais de 100 atrações nacionais, regionais e locais.
No auge da programação, entre 19 e 27 de junho, haverá atrações de peso como Marisa Monte, Ivete Sangalo, Wesley Safadão, Gusttavo Lima e João Gomes.
Com quase 30 anos de história, o São João de Petrolina se consolidou na região, mantendo viva a chama de eventos tradicionais como o Concurso de Quadrilhas, o Festival de Violeiros, o Concerto Junino, a Festa de Santo Antônio e a Missa do Vaqueiro.
A expectativa é que sejam injetados na economia local cerca de R$ 330 milhões neste ano, com criação de aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos.
Campina Grande (PB)
O lançamento oficial ocorreu na quarta (8), com a divulgação da grade de atrações em clima de forró e celebração da cultura nordestina. A edição histórica promete integrar as festividades ao período da Copa do Mundo, unindo futebol e a tradição junina.
A festa principal acontece entre 3 de junho e 5 de julho. Este ano serão celebrados os 40 anos do Parque do Povo, conhecido como o “Quartel General do Forró” — principal polo do São João da cidade.
Principal motor econômico da cidade, o São João de Campina Grande movimentou em 2025, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do município, mais de R$ 740 milhões, com a participação de 3,2 milhões de pessoas.
Caruaru (PE)
Já em Caruaru, o pontapé inicial do São João da cidade acontece nesta sexta-feira (10), com o circuito São João da Roça. A atração vai “percorrer” 13 comunidades da zona rural, sempre às sextas e sábados. A programação é voltada à valorização da cultura nordestina, com trios pé de serra, bandas de pífanos, quadrilhas e apresentações de artistas locais, além de contar com barracas de comidas típicas e espaços para toda a família.
Os atrativos na zona urbana da cidade acontecem nos meses seguintes — até 27 de junho. Vão se apresentar nomes de peso da música nacional como Roberto Carlos, Gusttavo Lima, Wesley Safadão, Falamansa e Nação Zumbi.
O São João de Caruaru, segundo a organização, tem expectativa de público de 4 milhões de pessoas. A previsão é de que, nos mais de 70 dias de festa, cerca de R$ 760 milhões sejam movimentados nos 27 polos de eventos locais, gerando 20 mil empregos diretos e indiretos.
Maracanaú (CE)
Em maio, no Ceará, quem dá a largada para as festividades é o São João de Maracanaú. Para a edição de 2026, já estão confirmadas 35 atrações nacionais da música, ampliando o alcance e a visibilidade do evento em todo o território nacional.
Dados do município reforçam a importância da festa como destino estratégico no calendário turístico local.
Em 2025, foram registrados mais de 2,7 milhões de visitantes na cidade, que geram um impacto financeiro em torno de R$ 100 milhões. Na época das festividades, foram gerados 4,5 mil empregos (diretos e indiretos).
Divulgação na Argentina
No mês passado, o Ministério do Turismo levou as festas juninas do Nordeste às ruas de Buenos Aires, capital da Argentina.
A iniciativa inédita, promovida em parceria com a Embratur e a Embaixada do Brasil na Argentina, transformou uma parte da capital em um verdadeiro arraial brasileiro, despertando a curiosidade de argentinos e turistas que circulavam pela região.
O evento foi realizado em frente ao Obelisco, levando cor, música e tradição a um dos principais cartões-postais do país vizinho.
A iniciativa teve objetivo de estimular a vinda de turistas argentinos durante o mês de junho, período tradicional das festas juninas e que, historicamente, registra menor fluxo de visitantes do país vizinho.
A Argentina segue como o principal mercado emissor de turistas internacionais para o Brasil. Em 2025, ano em que o país alcançou o recorde de 9,2 milhões de visitantes estrangeiros, mais de 3,3 milhões eram argentinos — cerca de 37% do total.
Economia
As Festas Juninas estão entre os principais motores da economia brasileira, ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval em volume financeiro, mas liderando na geração de empregos diretos e indiretos em áreas como turismo, alimentação e montagem de estruturas. Em 2025, os festejos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões, segundo projeções.
Além do impacto econômico, as festas juninas desempenham papel essencial na preservação da identidade cultural brasileira. Com danças, culinária típica e manifestações populares, os festejos fortalecem laços comunitários e mantêm vivas tradições que atravessam gerações.
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