20 de janeiro celebra São Sebastião e Oxóssi. Entenda a história do santo e do orixá, o sincretismo religioso e as tradições desta data especial
20 de janeiro tem lugar especial no calendário religioso e cultural brasileiro: tanto é Dia de Oxóssi quanto é Dia de São Sebastião. A data celebra a memória do santo venerado na tradição católica e também a figura do orixá nas religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda.
Assim, reflete a rica confluência de tradições, simbolismos e celebrações que marcam a diversidade religiosa no Brasil.
A história de São Sebastião: o santo guerreiro e mártir
São Sebastião foi um soldado romano nascido em Narbona, no sul da França, no século III, que se tornou cristão e divulgou sua fé entre os companheiros do exército.
Por sua fé, foi condenado à morte e sofreu martírio, sendo atingido por flechas antes de ser executado de forma definitiva. Sua coragem e fidelidade à fé cristã tornaram sua história um símbolo de resiliência e devoção.
No catolicismo, São Sebastião é considerado padroeiro de várias causas e cidades, incluindo o Rio de Janeiro (oficialmente chamado São Sebastião do Rio de Janeiro), onde sua festa em 20 de janeiro é feriado e atração para milhares de fiéis.
A devoção ao santo também se espalhou por diferentes partes do mundo, e ele é tradicionalmente invocado como protetor contra pestes, guerras e outras adversidades.
Quem é Oxóssi na tradição afro-brasileira?
Oxóssi é uma das entidades centrais nas religiões de matriz africana, especialmente no candomblé e na umbanda. O orixá é conhecido como o senhor das matas, o rei da caça e protetor das florestas e da vida selvagem.
Ele é comumente dito filho de Iemanjá e irmão de Ogum, tendo sido raptado por Ossain em alguns dos mitos e lendas das religiões afro-brasileiras, chamadas de Itãns.
De acordo com a história, o jovem foi levado para a floresta, onde aprendeu a utilizar ervas para cura e conexão com a natureza, tornando-se um grande caçador e conhecedor das forças naturais.
Oxóssi também é visto como chefe da falange dos caboclos, guias espirituais que trabalham em prol da cura, da proteção e do equilíbrio espiritual dos fiéis nas giras de umbanda.
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