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Marieta Severo relembra fim da Embrafilme e fala de crise na Ancine: ‘Cultura sempre renasce’

Em um período de crise no cinema nacional, com cortes de orçamento, patrocínio, e crises na gestão da Ancine, Marieta Severo se diz surpresa com os rumos que a política cultural têm tomado e faz até um paralelo com o fim da Embrafilme, no governo Collor, em 1990.

 

“Que momento é esse muito louco que eu achei que não ia viver de novo na minha vida? O Collor, ele terminou com a Embrafilme, em um processo muito vingativo também com os artistas. Tínhamos uma produção na Embrafilme de cento e poucos filmes por ano. Eu me lembro que a gente caiu para um filme. Foi uma catástrofe. Mas não adianta. O que aconteceu: é que eu tenho essa honra suprema de “Carlota Joaquina” ter virado símbolo da retomada. Graças à Carla Camurati. A arte, a ficção, a cultura, sempre, sempre, renasce”, disse Marieta em entrevista ao “Cinejornal”, do Canal Brasil.

 

 

 

 

Cena de “Carlota Joaquina” Foto: Reprodução

A atriz fez ainda uma reflexão sobre a importância de se valorizar a cultura nacional.

 

“Cultura é fundamental para o ser humano, é a alma do país, é quem mostra para todo mundo quem somos. Agora vieram, de novo para cima de nós (artistas). Foram em cima da Ancine, pararam as produções. Tudo que o ser humano faz está sempre impregnado de erro. A gente erra, a gente é humano. Então existe erro na Ancine? Vamos corrigir. Existia erro na Embrafilme? Vamos corrigir. Mas essa política de sempre arrasar o que o governo anterior fez… Isso é um vício da cultura política brasileira que é catastrófico. Só que a gente retoma. A gente sempre retomará”.

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Author: Brasil Cultura

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