Artista plástico Jaider Esbell é encontrado morto

 

 

O artista plástico macuxi Jaider Esbell, de 41 anos, foi encontrado morto no apartamento em que morava no estado de São Paulo, na tarde desta terça-feira (2).

Jaider estava com a exposição Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea, coletiva, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), desde setembro.

A mostra que fica disponível ao público até o final do mês de novembro, reúne pinturas, esculturas, e obras referentes a diversos povos indígenas. A exposição foi promovida pelo MAM e a Fundação Bienal de São Paulo.

Jaider namorava com a também artista plástica, mundialmente conhecida, Daiara Figueroa, indígena da etnia Tukano. Em recente postagem, Esbel fez uma declaração de amor para a namorada. “Fomos envolvidos por um amor tão especial, tão maior que nós que não dá mais para guardar”, diz trecho da declaração.

Esbell e a namorada, Daiara Figueroa (Foto: Arquivo Pessoal)

Conforme relatos de amigos, o artista estava vivendo o melhor momento da sua carreira.

No dia 26 de outubro, Jaider fez uma publicação em uma rede social que chamou a atenção de amigos, onde ele diz: “Para o além”.

Para o além, disse Jaider em uma de suas últimas postagens (Foto: Arquivo pessoal)

Nascido em Normandia, na região hoje demarcada como a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, Jaider Esbell estava entre as figuras centrais do movimento de consolidação da arte indígena contemporânea no Brasil e desempenhava as funções de artista, curador, escritor, educador, ativista, promotor, catalisador cultural e atualmente era também um dos grandes destaques da 34ª Bienal de São Paulo, onde apresentava obras como a série de telas ‘A Guerra dos Kanaimés’ e o livro ‘Carta Ao Velho Mundo’.

O corpo de Jaider será transladado para Roraima, onde será realizado o sepultamento.

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