Mostra de Graça Craidy reúne 17 quadros e um tríptico inspirados nos personagens do clássico de Guimarães Rosa
A Academia Brasileira de Letras abriu nesta terça-feira (31), às 17h, a exposição “Grande Sertão”, em homenagem aos 70 anos de publicação de Grande Sertão: Veredas, obra-prima de João Guimarães Rosa e um dos marcos centrais da literatura brasileira do século 20. A mostra segue em cartaz até 29 de maio e propõe ao público uma imersão visual no universo do romance publicado em 1956.
A exposição reúne 17 quadros e um tríptico assinados pela artista visual Graça Craidy, que traduz em pintura os personagens mais emblemáticos da narrativa rosiana. Produzidas em acrílica sobre tela e sobre papel, as obras buscam dar corpo, feição e presença a figuras que, ao longo de décadas, povoaram o imaginário de leitores, críticos e estudiosos da literatura nacional.

Entre os personagens retratados estão Riobaldo, Diadorim, Joca Ramiro, Hermógenes, Zé Bebelo, Manuelzão, Otacília, Nhorinhá, Sô Candelário, Os Ramiros e Medeiros Vaz.
A mostra também traz uma pintura que mostra o próprio Guimarães Rosa, mineiro de Cordisburgo, retratado a cavalo no Cerrado ao lado de vaqueiros — referência a uma viagem feita pelo autor durante o processo de pesquisa para a escrita da obra.
Sobre a atualidade do romance, o acadêmico Eduardo Giannetti, ocupante da cadeira 2 da ABL, destacou a força permanente do livro. “Em tempos de pressa virótica, atenção fracionada e estupor digital, Grande sertão completa 70 anos mais vivo – e necessário – que nunca”, escreveu.
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