Grupo formado por cinco profissionais acompanhará a construção do espaço dedicado à preservação da memória da imprensa e do jornalismo paranaense
A Associação Paranaense de Imprensa (API) deu mais um passo para a criação do Museu da Comunicação do Paraná. Em 27 de agosto, a entidade indicou os jornalistas Adélia Lopes Salamene, Cláudia Regina de Oliveira Gabardo, Doroti Prados, Lana Seganfredo e Raul Guilherme Urban para integrar os trabalhos de desenvolvimento do projeto.
Os nomes foram formalmente encaminhados pela API à Coordenação do Sistema Estadual de Museus (COSEM), da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC). A formação do grupo atende a um entendimento estabelecido durante reunião realizada em 19 de agosto entre representantes da Associação e da Coordenação.
A participação dos cinco jornalistas terá como objetivo contribuir para as discussões e para a definição das diretrizes do futuro museu, que pretende reunir, preservar e divulgar documentos, equipamentos, relatos e outros elementos relacionados à trajetória da imprensa e do jornalismo no Paraná.
“Esse avanço é resultado de um trabalho que iniciamos em 2025, por meio do diálogo com jornalistas, estudantes e professores de Jornalismo e representantes das empresas jornalísticas”, afirma o presidente da API, jornalista Célio Martins.
Projeto começou a ser articulado em 2025
A proposta de criação do Museu da Comunicação surgiu a partir de uma série de conversas promovidas pela API com diferentes segmentos ligados à atividade jornalística. A iniciativa ganhou novo impulso em 2026, quando foi apresentada ao Governo do Estado.
Em fevereiro, representantes da Associação se reuniram com a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, para apresentar a proposta. Participaram do encontro, além de Célio Martins, integrantes da diretoria e dos conselhos da API: os jornalistas Ulisses Iarochinski, Adélia Maria Lopes, Jean Luiz Féder, Doroti Prados e Carlos Bahia.
A articulação avançou em agosto, durante encontro entre integrantes da API e da COSEM. Pela Coordenação, participaram o coordenador Cauê Donato, a assistente administrativa Nicole Pereira e a estagiária de Museologia Luiza Remez. Representaram a API os jornalistas Jean Luiz Féder, Júlio Zaruch, Hélio Puglielli e Raul Guilherme Urban.
Durante a reunião, foram apresentadas sugestões para a estruturação do futuro espaço. Entre as propostas estão a criação de uma linha do tempo da imprensa paranaense, a preservação de equipamentos e documentos históricos, a coleta de depoimentos de profissionais que ajudaram a construir a história do jornalismo no Estado e a valorização da memória da imprensa do interior.
Espaço terá cerca de 1,2 mil metros quadrados
A proposta prevê que o Museu da Comunicação do Paraná seja vinculado ao Museu da Imagem e do Som (MIS) e instalado na Fábrica de Ideias, antiga Fábrica da Brahma, no Bloco 6.
O espaço deverá ocupar aproximadamente 1,2 mil metros quadrados, distribuídos em três pavimentos. Segundo as informações apresentadas pela API, a obra já foi licitada.
Para a Associação, a criação do museu representa uma oportunidade de preservar um patrimônio que ultrapassa a história dos veículos de comunicação e dos profissionais que atuaram no setor. O objetivo é garantir que documentos, equipamentos, registros e memórias relacionados à imprensa permaneçam acessíveis às futuras gerações.
“A criação de um espaço dedicado à memória do jornalismo e dos jornalistas é uma reivindicação histórica e possibilita proteger parte importante do patrimônio cultural e documental de uma atividade imprescindível para a população”, destaca Célio Martins.
Com a indicação dos cinco jornalistas, a API passa a contar com uma representação oficial nas próximas etapas de desenvolvimento do projeto. O grupo deverá acompanhar as discussões e colaborar com a Secretaria de Estado da Cultura na construção das bases do futuro Museu da Comunicação do Paraná.

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