1940: Assassinato de Leon Trotsky em 20 de agosto

Líder da Revolução Russa foi mortalmente ferido por agente soviético no México, em um dos episódios mais emblemáticos das disputas internas do movimento comunista

Em 20 de agosto de 1940, Leon Trotsky, uma das principais figuras da Revolução Russa de 1917, foi mortalmente ferido na Cidade do México por Ramón Mercader, agente ligado ao serviço secreto soviético.

Trotsky teve papel decisivo na Revolução Russa e na criação e organização do Exército Vermelho, tornando-se uma das figuras centrais da consolidação do novo regime comunista. Entretanto, suas divergências políticas com Joseph Stalin o levaram a perder espaço dentro do Partido Comunista e, posteriormente, ao exílio.

Após deixar a União Soviética, Trotsky passou por diferentes países até se estabelecer no México. Mesmo distante do poder soviético, continuou a criticar o governo de Stalin e a defender suas ideias sobre os rumos da revolução e do movimento comunista internacional.

O ataque ocorreu na residência de Trotsky, em Coyoacán. Mercader utilizou uma picareta de alpinismo para golpeá-lo na cabeça. Gravemente ferido, Trotsky foi levado ao hospital, mas morreu no dia seguinte, 21 de agosto de 1940, aos 60 anos.

O assassinato de Trotsky tornou-se um dos episódios mais simbólicos das disputas e perseguições políticas que marcaram o movimento comunista internacional no século XX. Sua morte também consolidou um dos capítulos mais dramáticos do conflito entre as diferentes correntes que disputavam os rumos da Revolução Russa após a morte de Vladimir Lênin.

Décadas depois, a trajetória de Trotsky permanece objeto de estudos e debates históricos, especialmente sobre seu papel na Revolução de 1917, na formação do Exército Vermelho e nos conflitos que definiram o poder soviético.

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