Morre Adriano Sátiro, artista que dedicou a vida à música, ao teatro e à cultura

 

Compositor, cantor, instrumentista, regente, arranjador, ator e diretor teatral, Adriano Sátiro deixa mais de 1.200 composições e um importante legado artístico

Morreu Adriano Sátiro, de Marialva/Paraná, artista de múltiplos talentos que construiu uma trajetória marcada pela música, pelo teatro, pela educação e pela dedicação à cultura. Compositor, cantor, instrumentista, regente e arranjador musical, além de ator e diretor teatral, Sátiro deixa uma extensa obra e uma história de contribuição para a arte brasileira.

Há algum tempo, Adriano Sátiro enfrentava problemas de saúde, e o Portal Brasil Cultura vinha acompanhando de perto seu estado de saúde, levando aos leitores informações sobre sua situação. Nos últimos momentos, ele estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebia cuidados médicos.

Sua partida representa uma perda significativa para a cultura. Adriano Sátiro compunha desde 1978 e deixa um acervo com mais de 1.200 composições, entre músicas eruditas, populares, instrumentais e trilhas sonoras. Sua produção artística atravessou diferentes linguagens e formatos, incluindo trabalhos para teatro, cinema, vídeo, publicidade e outras produções audiovisuais.

Ao longo de sua carreira, estabeleceu parcerias com importantes nomes da música brasileira, entre eles Carlos Careqa, Arrigo Barnabé, Roberto Prado, Belchior, Maurício Armênio, Thadeu Wocjiekowski, Marcos Prado, Cláudio Ribeiro, Ulisses e Osvaldo Rios, entre outros.

Suas composições também foram gravadas por artistas como Vânia Abreu, Tetê Espíndola, Virgínia Rosa, Rita Ribeiro, Carlos Careqa, Arrigo Barnabé, Rubi, Peixelétrico e Falcão. Entre seus trabalhos de destaque está “Ser Igual é Legal”, parceria com Carlos Careqa, gravada por Vânia Abreu e que fez parte da trilha sonora da telenovela “Anjo Mau”.

Em sua trajetória, Sátiro também conquistou reconhecimento por seu trabalho. Em 1999, recebeu os Prêmios “Saul Trumpet” nas categorias de “melhor música” e “destaque da música paranaense”. Em 1995, conquistou o terceiro lugar no XII FAMPOP, em Avaré, com a música “Eclipse em Meia Lua”, parceria com Carlos Careqa e Arrigo Barnabé, interpretada por Virgínia Rosa.

A composição concorreu com trabalhos de nomes expressivos da música brasileira, como Luiz Carlos da Vila, Paulo César Feital, Ivor Lancelotti, Sérgio Natureza, Roberto Menescal, Aldir Blanc, Zeca Baleiro e Fátima Guedes, entre outros.

A atuação de Adriano Sátiro não se limitou à composição. Como educador e formador, realizou durante vários anos Oficinas de Regência Coral e Coral Infantil por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEC-PR), destinadas a professores das redes estadual e municipais de ensino e à população em geral. Também ministrou cursos, oficinas e workshops nas áreas de Teatro e Música.

No teatro, atuou como ator e diretor, estabelecendo uma relação entre as artes cênicas e a música, duas áreas que marcaram profundamente sua trajetória. Também compôs trilhas sonoras para espetáculos teatrais, cinema e vídeo, ampliando sua participação em diferentes segmentos da produção cultural.

Nos últimos anos, Adriano Sátiro continuou envolvido com a criação artística. Trabalhou com composição musical para a internet, em diferentes formatos, e atuou como diretor artístico, compositor e arranjador de produções de áudio.

Em parceria com a musicoterapeuta Luciana Alves, realizou ainda oficinas e workshops de música e musicoterapia. Os dois também dividiam a direção da Fábrica de Mágicas, Centro de Artes, Terapia e Educação, em Piçarras, Santa Catarina.

A morte de Adriano Sátiro encerra uma trajetória de décadas dedicadas à criação e à arte, mas sua obra permanece. São mais de 1.200 composições, parcerias, trilhas, arranjos e projetos que ajudam a contar a história de um artista que fez da música e do teatro instrumentos de expressão, educação e transformação.

O Portal Brasil Cultura, que acompanhou seu estado de saúde durante o período em que esteve doente, presta sua homenagem a Adriano Sátiro e se solidariza com familiares, amigos, parceiros de caminhada e todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer e compartilhar sua arte.

Adriano Sátiro parte, mas sua música permanece.

 

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