Quentão Tradicional do meu Pai Ribeiro

 

Mais do que uma bebida típica das festas juninas, esse quentão representa momentos de união, alegria e o carinho compartilhado entre gerações.

Quando o frio das festas juninas chegava, uma das tradições mais queridas da nossa família era o famoso quentão preparado pelo meu pai, Ribeiro. Seguindo os costumes que vieram da nossa família lá de Botucatu, no interior de São Paulo, ele reunia os ingredientes simples e transformava tudo em uma bebida cheia de sabor, memória e aconchego.

O aroma da canela, do cravo e do gengibre se espalhava pelo quintal enquanto todos se reuniam ao redor da fogueira. O segredo que ele sempre ensinava era caramelizar o açúcar antes de adicionar a cachaça. Esse cuidado deixava a bebida mais suave e equilibrada, sem que o sabor do álcool ficasse muito forte.

Servido bem quente, o quentão do meu pai Ribeiro aquecia as noites frias de junho, acompanhava as conversas em família e fazia parte das celebrações que atravessaram gerações. Hoje, manter essa receita é também preservar um pedaço da nossa história e das tradições da família.

Ingredientes (8 porções)

  • 1 e 1/2 xícara de açúcar
  • 1 e 1/2 xícara de água
  • 1/4 de xícara de gengibre em fatias finas
  • 3 limões cortados em rodelas
  • 4 xícaras de pinga (cachaça)
  • 3 cravos-da-índia
  • 2 pedaços pequenos de canela em pau

Modo de Preparo

  1. Em uma panela grande, coloque o açúcar e leve ao fogo até caramelizar levemente.
  2. Acrescente o gengibre, os cravos-da-índia, a canela em pau e as rodelas de limão.
  3. Adicione a água com cuidado e mexa até que o açúcar caramelizado esteja completamente dissolvido.
  4. Acrescente a pinga e deixe cozinhar em fogo baixo por alguns minutos para incorporar bem os sabores.
  5. Sirva bem quente.

Essa é a receita tradicional que o meu pai Ribeiro sempre fazia, mantendo viva a herança e os costumes da nossa família de Botucatu. Mais do que uma bebida típica das festas juninas, esse quentão representa momentos de união, alegria e o carinho compartilhado entre gerações.

Compartilhar:

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*