Reunião em Pontal do Paraná integra militantes, intelectuais e lideranças sociais para discutir direitos humanos, geopolítica e os desafios diante do avanço de ideologias autoritárias
Na noite de sábado, em Pontal do Paraná, um encontro discreto, porém politicamente denso, reuniu amigos, companheiros e camaradas ligados ao campo progressista do litoral paranaense. Estiveram presentes dirigentes do PCdoB, coordenadores do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), integrantes da União Brasileira de Mulheres (UBM), além de professores, militantes e lideranças sociais vindas de Pontal, Paranaguá e Curitiba.
Mais do que uma simples confraternização, o encontro se consolidou como espaço de reflexão política e troca de ideias em um momento considerado crítico por seus participantes. Em pauta, a crescente preocupação com o avanço de correntes autoritárias no mundo e os impactos do cenário internacional sobre a democracia e os direitos humanos.
O Cebrapaz, organização da sociedade civil fundada com o propósito de defender a soberania dos povos, a justiça social e a paz, foi apresentado como uma das principais referências na articulação internacional contra guerras, colonialismo e formas contemporâneas de dominação. Já a UBM reforçou seu papel histórico na luta pela igualdade de gênero, pela autonomia das mulheres e pela ampliação da participação feminina nos espaços políticos e sociais.
Durante a reunião, os debates ganharam contornos mais intensos ao abordar conflitos internacionais, especialmente as situações envolvendo Irã e Palestina. Participantes manifestaram críticas contundentes à atuação de Israel e dos Estados Unidos na região, classificando o cenário em Gaza como uma grave crise humanitária. Também foram evocadas análises históricas e posicionamentos de intelectuais que, ao longo do tempo, questionaram aspectos do sionismo e das políticas de ocupação.
As falas refletiram uma visão crítica sobre o papel das grandes potências e denunciaram o que os presentes consideram uma escalada de violência e desrespeito ao direito internacional. Ao mesmo tempo, o encontro reforçou a necessidade de mobilização social e política em defesa da paz, da autodeterminação dos povos e da preservação dos valores democráticos.
Em um ambiente marcado pela diversidade de experiências e trajetórias, o evento evidenciou que, mesmo longe dos grandes centros, o litoral do Paraná segue como espaço ativo de debate político e construção de pensamento crítico — onde a resistência se organiza não apenas como discurso, mas como prática coletiva.












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