Artista transformou materiais simples em poesia visual e deixou um legado de criatividade e sensibilidade
“A maior felicidade é saber ser feliz. Felicidade não é voar alto, é ter onde pousar.” A frase, carregada de delicadeza e profundidade, é um dos versos da artista Efigênia Rolim, que faleceu aos 96 anos em Curitiba.
Conhecida como a “Rainha do Papel de Bala”, Efigênia conquistou reconhecimento por sua forma única de fazer arte: transformava papéis de bala e outros materiais recicláveis em criações cheias de cor, significado e identidade. Sua obra ultrapassava o visual e tocava o emocional, refletindo uma vida marcada pela simplicidade, criatividade e sensibilidade.
A artista vivia no Asilo São Vicente de Paulo, no bairro Juvevê, onde continuava sendo lembrada pelo seu carisma e espírito artístico. Mesmo em idade avançada, Efigênia permaneceu como símbolo de resistência criativa, mostrando que a arte não depende de recursos sofisticados, mas de olhar e imaginação.
Seu legado vai além das peças que produziu. Efigênia deixa uma mensagem poderosa sobre reaproveitamento, sustentabilidade e, principalmente, sobre encontrar beleza nas pequenas coisas. Sua trajetória inspira artistas e admiradores a enxergar valor no que muitas vezes é descartado.
A despedida de Efigênia Rolim marca o fim de uma vida singular, mas também reforça a permanência de sua arte e de sua visão poética sobre o mundo.
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