Artista participou de movimentos importantes da música em Curitiba, foi parceiro de grandes nomes da literatura e ajudou a marcar a história cultural da cidade.
O cantor, compositor, letrista e arranjador Marinho Gallera morreu nesta segunda-feira (9), aos 78 anos. Ele também atuou como programador da Rádio Educativa 97.1 FM, trabalhando ao lado de Lydio Roberto, Paulo Chaves, Cláudio Ribeiro e outros, deixando uma trajetória marcada pela forte contribuição à música e à cultura no Paraná.
Natural de Araraquara, no interior de São Paulo, Gallera mudou-se para Curitiba ainda jovem, aos 20 anos. Na capital paranaense, rapidamente passou a se integrar ao meio artístico local, participando de espetáculos como violonista e cantor, além de compor músicas que ajudaram a consolidar sua presença na cena cultural da cidade.
Por intermédio do jornalista Aramis Millarch, conheceu o poeta e gestor cultural Paulo Vítola. A parceria entre os dois resultou em centenas de canções ao longo dos anos. Gallera também manteve amizade e colaboração com o poeta Paulo Leminski, outro nome marcante da cultura curitibana.
O músico esteve presente em um momento histórico da cidade: a inauguração do Teatro Paiol, em 1971. Na ocasião, recebeu a missão de acompanhar e apresentar Curitiba ao poeta e compositor Vinicius de Moraes, tarefa que se tornou uma das lembranças marcantes de sua trajetória.
Marinho Gallera também integrou o movimento MAPA, coletivo que reuniu compositores de Curitiba na década de 1970 e que teve papel importante na valorização da produção musical local.
O corpo do artista está sendo velado nesta terça-feira (10) na capela do Cemitério Parque Campos Gerais, em Ponta Grossa. A cerimônia de cremação está prevista para ocorrer às 16h.
Gallera deixa um legado marcado pela sensibilidade artística, pela dedicação à música e por uma vida profundamente ligada à cultura paranaense.
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