Bloco Boca Negra homenageia Dona Mide e reafirma o samba como memória viva de Curitiba

 
Ensaio desta sexta-feira celebrou a trajetória da fandangueira Cremildes Ferreira Bahr e anunciou Cláudio Ribeiro como presidente de honra da Ala de Compositores

Nesta sexta-feira, Curitiba viveu mais um capítulo de celebração à sua cultura popular com a realização de mais um ensaio do Bloco Boca Negra. O encontro marcou não apenas os preparativos para o Carnaval, mas também o anúncio da grande homenageada do desfile deste ano: a fandangueira Cremildes Ferreira Bahr, a querida Dona Mide, verdadeiro ícone da cultura paranaense.

A história que será levada à avenida é testemunho de força, talento e compromisso com a preservação e promoção das tradições culturais do Paraná. Mulher negra, paranaense e nascida em Curitiba, Dona Mide tem sua trajetória profundamente enraizada na música e na cultura popular. Vinda de uma família fundamental para a história musical do estado, é irmã de importantes compositores paranaenses, como Lápis, Lalo e Juca, nomes que ajudaram a moldar a identidade sonora local.

Durante o ensaio, a direção da agremiação também anunciou uma novidade importante: o jornalista e compositor Cláudio Ribeiro passa a assumir o título de presidente de honra da Ala de Compositores do Bloco Boca Negra, reconhecimento à sua contribuição para o samba e para a valorização da cultura curitibana.

Fundado em 2017 por Leo Fé, o Bloco Boca Negra vem se consolidando como um verdadeiro guardião do samba em Curitiba. Mais do que um bloco carnavalesco, a agremiação se destaca pelo trabalho de resgate de trajetórias, vozes e ritmos que ajudaram a construir a identidade cultural da cidade. “Curitiba tem samba, tem história e tem memória pulsando no compasso do surdo”, reforçam os integrantes do bloco.

O Boca Negra nasceu com a missão de preservar e reverenciar a herança da Escola de Samba Colorado, a primeira do Paraná, criada por trabalhadores ferroviários na década de 1940. Ao trazer essa história para o presente, o bloco reafirma o samba como expressão de resistência, pertencimento e celebração popular.

No Carnaval deste ano, ao homenagear Dona Mide, o Bloco Boca Negra não apenas reconhece uma vida dedicada à cultura, mas também inspira futuras gerações a valorizar, preservar e dar continuidade às tradições que fazem do samba e da cultura popular pilares da identidade paranaense. O Samba/Homenagem tem autoria de Léo Fé e Ricardo Pazello.

Compartilhar:

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*