Carnaval: a festa que também move a economia

Mais do que folia, o samba e o Carnaval são motores de desenvolvimento, capazes de gerar riqueza, emprego e renda em larga escala

O Carnaval do Rio de Janeiro é frequentemente lembrado por seu brilho, sua música e sua força simbólica, mas há um dado que precisa ser cada vez mais destacado: a festa movimenta entre 2% e 3% do Produto Interno Bruto do estado, um impacto econômico comparável ao de grandes empresas estratégicas do país, como a Petrobras. Não se trata de exagero nem de romantização da cultura popular, mas de números que revelam o peso real da economia criativa.

Durante o período carnavalesco, hotéis lotam, restaurantes ampliam turnos, ambulantes garantem renda, costureiras, ferreiros, aderecistas, músicos, técnicos de som, coreógrafos e artistas de todas as áreas trabalham intensamente. O dinheiro circula, impostos são arrecadados e milhares de empregos diretos e indiretos são criados. O samba, que nasce nas comunidades, transforma-se em um poderoso ativo econômico, capaz de sustentar famílias e impulsionar cidades inteiras.

Esse exemplo do Rio de Janeiro deveria servir como reflexão e inspiração. Cultura não é gasto, é investimento. O Carnaval não é apenas festa: é turismo, é indústria cultural, é política pública inteligente quando tratado com planejamento e respeito.

Que bom seria se as prefeituras do Paraná compreendessem, de uma vez por todas, que cultura popular, samba e Carnaval geram riquezas, trabalho e renda, fortalecem a identidade do povo e contribuem de forma concreta para o desenvolvimento econômico e social do estado.

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