Agosto 05 Atentado na rua Tonelero contra Carlos Lacerda onde morre o major Rubens Vaz.
Agosto 07 Climério Eurides de Almeida, da guarda pessoal do presidente Vargas, é acusado de ser o autor do atentado a Carlos Lacerda.
Agosto 08 Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Vargas, confessa ter sido o mandante do crime.
Agosto 09 Vargas dissolve a guarda pessoal e manda deter Gregório Fortunato.
Agosto 09 Vargas, em reunião ministerial, reafirma seu propósito de não renunciar.
Agosto 09 Carlos Lacerda, em editorial da Tribuna da Imprensa, exige a renúncia de Vargas.
Agosto 10 Reunião no Clube da Aeronáutica, Eduardo Gomes aclamado “chefe da Aeronáutica”.
Agosto 10 Chefes das Forças Armadas decidem convencer o ministro da Guerra, Zenóbio da Costa, a solicitar ao presidente sua renúncia.
Agosto 11 Carlos Lacerda sugere a Café Filho que solicite a renúncia de Vargas.
Agosto 12 Instaurado inquérito policial militar relativo ao crime da Tonelero.
Agosto 12 Missa de 7º dia pela morte do major Rubens Vaz.
Agosto 12 Vargas inaugura a Mannesmann em Minas Gerais.
Agosto 13 O líder da bancada udenista, deputado Afonso Arinos, discursa na Câmara dos Deputados pedindo a renúncia do presidente Vargas.
Agosto 13 João Alcino do Nascimento confessa ter matado o major Rubens Vaz.
Agosto 13 Lutero Vargas nega envolvimento no atentado da Tonelero e apresenta-se na Base Aérea do Galeão para depor.
Agosto 14 Assembléia no Clube Militar exige a renúncia de Vargas.
Agosto 17 Gregório Fortunato é levado para a Base Aérea do Galeão.
Agosto 17 O deputado federal pelo PSD e líder da maioria parlamentar do governo, Gustavo Capanema, discursa na Câmara dos Deputados em defesa do presidente Vargas no envolvimento do atentado da Tonelero.
Agosto 18 Climério Euribes de Almeida é levado para a Base Aérea do Galeão.
Agosto 19 Reunião do Clube da Lanterna, fundado em agosto de 1953 por Carlos Lacerda, pede a renúncia de Vargas.
Agosto 20 O alto comando das Forças Armadas reunido no ministério da Guerra rejeita a proposta de renúncia coletiva do presidente Vargas e seu vice, Café Filho.
Agosto 21 Café Filho propõe ao presidente a renúncia de ambos e a posse interina de Carlos Luz, como solução para a crise.
Agosto 21 Dutra declara-se favorável à renúncia de Vargas
Agosto 21 As unidades do Exército entram em prontidão, a Aeronáutica e a Marinha declaram o ‘estado de alerta’.
Agosto 22 Grupo de oficiais da Aeronáutica, em reunião no Clube da Aeronáutica, aprova a proposta de renúncia do presidente.
Agosto 23 Café Filho discursa no Senado rompendo com o presidente Vargas.
Agosto 23 Começa a circular o Manifesto dos Generais exigindo a renúncia do presidente.
Agosto 23
23 hs Reunião no Ministério da Guerra. Zenóbio da Costa toma conhecimento do Manifesto dos Generais e cede à proposta de pedir a renúncia do presidente Vargas.
Agosto 24
00 hs Zenóbio da Costa, ministro da Guerra, e Mascarenhas de Morais, chefe do EMFA, informam a Getúlio que as Forças Armadas exigem sua renúncia.
Agosto 24 Vargas recusa-se a renunciar ou a pedir licença e convoca seu ministério para uma reunião no Palácio do Catete.
Agosto 24
03 hs (madrugada) Começa a reunião ministerial com a presença de todos os membros do Gabinete com exceção de Vicente Ráo, ministro das Relações Exteriores, que se encontra em São Paulo. Participam também seus filhos, Lutero, Manuel e a filha Alzira Vargas com o marido Ernani do Amaral Peixoto e o ex-ministro do Trabalho Danton Coelho.
Agosto 24 Ao encerrar a reunião o presidente Getúlio Vargas declara: Já que o ministério não chega a nenhuma conclusão, eu vou decidir. Determino que os ministros militares mantenham a ordem pública. Se conseguirem, eu apresentarei o meu pedido de licença. No caso contrário, os revoltosos encontrarão aqui o meu cadáver. E retirou-se da sala.
Agosto 24
04:45 hs (madrugada) Um comunicado é expedido anunciando a decisão do presidente em licenciar-se.
Agosto 24 Café Filho declara à imprensa estar pronto para assumir a presidência da República.
Agosto 24
06:00 hs Benjamim Vargas é convocado para se apresentar na Base Aérea do Galeão. O presidente Vargas ordena que ele não compareça e se retira para o quarto.
Agosto 24
07:00 hs Chega a notícia ao Palácio do Catete de que os militares, com o apoio do ministro da Guerra Zenóbio da Costa, decidiram dar um ultimato a Vargas exigindo sua renúncia
Agosto 24
08:30 hs Vargas se suicida com um tiro no coração. Sobre a mesinha de cabeceira, deixa uma carta testamento ao povo brasileiro.
Agosto 24 Antes das 9 horas da manhã, as rádios noticiam o suicídio do presidente. Iniciam-se pelo país inteiro manifestações populares e distúrbios nas ruas. As sedes dos jornais O Globo e Tribuna da Imprensa e da Rádio Globo no Rio de Janeiro são apedrejadas.
Agosto 24 O corpo do presidente é velado no Palácio do Catete.
Agosto 25 O vice-presidente Café Filho toma posse no Palácio Laranjeiras.
Agosto 25 Parte o cortejo fúnebre do Palácio do Catete para o Aeroporto Santos Dumont, de onde o corpo do presidente é embarcado para São Borja.
Agosto 26 O presidente Getúlio Vargas é enterrado em São Borja no túmulo da família.