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Mudança drástica na direção da Biblioteca Nacional

Simpatizante da Monarquia e Olavista.

O secretário Especial da Cultura, Roberto Alvim , dará seguimento às mudanças que vêm fazendo na área cultural do governo com a troca de comando da Biblioteca Nacional . Seguidor de Olavo de Carvalho , Rafael Alves da Silva, que se apresenta como Rafael Nogueira , é o nome escolhido para substituir Helena Severo na presidência da fundação.  A previsão é que a troca seja oficializada nos próximos dias. Outras alterações que aguardam para serem publicadas no Diário Oficial da União são na Fundação Nacional de Artes (Funarte) e no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Nas redes sociais, Nogueira se apresenta como professor de filosofia, história, teoria política e literatura, além de “aspirante a filósofo e a polímata.” No último domingo, visitou a Biblioteca Nacional de Lisboa e fez elogios ao local, mas observou que prefere o prédio da Biblioteca Nacional no Rio, cujo comando deve assumir. “A Biblioteca Nacional de Lisboa é um fenômeno em qualidade de arquivo, organização, ambiente e segurança de prédio, funcionários, acervo e usuários. Gosto mais do prédio da Biblioteca lá do Rio, e tenho mais interesse em seu acervo, mas temos muito a aprender com Portugal”, disse.

No dia seguinte, Nogueira participou de uma palestra, ainda em Lisboa, sobre o ideólogo de direita Olavo de Carvalho. Em outubro, já havia palestrado na Cúpula Conservadora das Américas (CPAC), versão brasileira de um dos maiores eventos conservadores do mundo, liderada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Servidora de carreira da Fundação Biblioteca Nacional, Helena Severo se tornou presidente da Biblioteca em 2016, quando o atual deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) era ministro da Cultura do governo Michel Temer. Em fevereiro deste ano, a permanência dela no cargo foi confirmada pelo governo. Helena também foi secretária de Cultura do município e do estado do Rio de Janeiro e presidente da Fundação Theatro Municipal. Antes de assumir a presidência da Biblioteca Nacional, ela passou 12 anos cedida ao Tribunal de Contas do Município (TCM).

Para a Funarte, que está com a presidência vaga desde que o próprio Alvim deixou o cargo para assumir a Secretaria, o nome escolhido é o do maestro Dante Mantovani . No Iphan, Kátia Bogéa deverá ser substituída pelo arquiteto Olav Schrader , presidente da Associação de Moradores de São Cristóvão

Mantovani aparece em fotos nas redes sociais com Rafael Nogueira durante o 3º Simpósio Nacional Conservador de Ribeirão Preto, realizado em outubro, e é igualmente fã de Olavo de Carvalho. Ele também faz parte da organização da CPAC — assim como Katiane de Fátima Gouvêa, nomeada na quarta-feira secretária do Audiovisual. Ainda é próximo de Camilo Calandreli, novo secretário de Fomento e Incentivo à Cultura , a quem já se referiu como “amigo-irmão”.

Ele se mostrou alinhado com seu futuro chefe, ao compartilhar, no último domingo, uma notícia sobre uma discussão da qual o secretário participou. “Este é o tom com o qual se deve falar com esquerdistas e comuno-globalistas; aprendam a lição com o mestre Roberto Alvim!”, escreveu.

Mantovani já se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, a quem presenteou com um exemplar do seu livro “Ensaios Sobre a Música Universal – Do Canto Gregoriano a Beethoven”. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, foi outro a receber um exemplar da obra, após uma reunião com membros da CPAC no ministério.

O indicado para assumir a presidência da Funarte tem um histórico de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF): nos últimos meses, defendeu o fechamento da Corte em ao menos duas oportunidades. Em agosto, afirmou que o se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse solto (o que acabou ocorrendo), era preciso “juntar pelo menos 1 milhão de pessoas, ir para Brasília e fechar o STF na marra”. Em outubro, disse que se tribunal e a Rede Globo fossem fechados, seriam “resolvidos todos problemas mais graves do Brasil numa tacada só”. Em outra ocasião, compartilhou uma notícia em que o jurista Modesto Cavarlhosa afirmava que há um “marginal” no STF, e acrescentou: “Um só?”

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Author: Brasil Cultura

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