O silêncio dos conservadores gerou um Felipe Neto

 

Sempre que escrevo qualquer coisa batendo na figura inculta do Felipe Neto, prontamente aparecem inúmeros conservadores e direitistas em geral apelando para a falácia do “silêncio mágico”, pedindo para ignorar o sujeito por ser irrelevante intelectualmente, como se o silêncio desse um toque especial de mágica e imediatamente o problema fosse neutralizado pelo simples fato ser omisso. Nada foi mais falso que isso.

O Felipe Neto hoje em dia dá entrevistas internacionais no The New York Times propalando desinformação barata e narrativas destrutivas contra o que realmente está acontecendo no Brasil, incorporando a elite progressista do país e arregimentando uma massa acéfala de seguidores numa coordenação destrutiva.

Burke já dizia a calmaria dos bons gera o triunfo do mal. Para que o mal logre êxito na sua empreitada, basta o silêncio e a omissão dos bons. Nada poderia ser mais verdadeiro do que isso. Átila, Felipe Neto e outros influenciadores de esquerda não desfrutam só de um grande poder orgânico de alcance e uma influência devastadora capaz de corromper a inteligência coletiva de milhares de pessoas, como também contam com grandes patrocinadores e poderio econômico suficiente para boicotar o nascimento cultural conservador nas suas empreitadas pela ocupação justa de espaços no debate democrático.

Hoje o Felipe Neto é escutado pelo órgão corporativista da OAB, e já dá entrevistas para uma revista de apelo internacional com forte influência em todos os países. Recentemente, Felipe Neto conseguiu pressionar e coagir a empresa Hotmart a rescindir contratos com empresas que veiculavam conteúdo educacional sobre cultura e ciências políticas, comprometendo o projeto do Brasil Paralelo e prejudicando a receita mensal de um projeto extremamente importante que precisa do voluntarismo e da cooperação social dos conservadores para enriquecer o cenário cultural e intelectual brasileiro.

Aqueles que continuam ignorando o problema vão falhar em anulá-lo, e pior: se tornarão cúmplices, mesmo que sem intenção, do triunfo dos desinformadores descerebrados que temem o crescimento justo de uma direita conservadora substancialmente relevante para influenciar a imaginação moral e política de uma nação. Enquanto muitos da direita se preocupam com inúmeras lives, a esquerda continua ocupando maior parte dos espaços públicos e alienando gerações atuais que herdarão espaços importantes, insuflando esse perverso esquema retroalimentar.

Já se perguntaram quem contará o que acontece no Brasil atualmente mediante os livros que serão lidos no futuro? A verdade dos fatos irá sobrepujar as narrativas dos militantes famosos que abafam a verdadeira dinâmica do establishment e deepstate brasileiro? Tudo se trata de uma guerra política e cultural, e se os mentirosos conseguem vencer a disputa, suas narrativas tornam-se verdades incontestáveis, como justamente aconteceu nos livros didáticos de história que, de maneira criminosa, ocultaram deliberadamente os crimes dos guerrilheiros durante o regime militar e deturparam a história com falsificações baratas ideologizadas.

E mais uma vez eu repito: quem domina o campo da linguagem e das narrativas consegue adulterar os fatos e adequar as narrativas aos seus propósitos políticos e revolucionários. Eles estão dominando atualmente, e projetos como o Brasil Paralelo visam quebrar todas as narrativas e falsificações históricas que perverteram todo o sentimento patriótico brasileiro e atrofiaram o imaginário de gerações de cidadãos, reverberando seus efeitos negativos na política e reforçando a dominação de um pequeno grupo completamente alheio ao genuíno anseio popular.

Está na hora dos conservadores começarem a pensar sobre qual lado da disputa política prevalecerá nos livros de história que serão lidos no futuro, e apoiar mais iniciativas culturais fortes tentam educar a imaginação moral de nossa época. Não falo somente das miudezas políticas cotidianas. Isso tudo é efêmero e passa, mas falo do espírito da época, do imaginário coletivo que será trespassado por gerações. Se a direita brasileira quer realmente o registro sólido e permanente dos fatos para as gerações vindouras, então terá de trabalhar muito mais para além dos memes da internet e das meras inconstâncias políticas habituais. Precisamos dar nomes aos bois e combater as figuras que destroem o crescimento cultural conservador genuíno, pois as consequências serão muito mais deletérias do que as próprias relações de poder. As ações arbitrárias do STF só provam aquilo que é um prelúdio de uma criminalização da direita.

Filipe Altamir

Escritor formado em Direito, conservador e analista político.

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