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	<title>Brasil Cultura &#187; Sociologia</title>
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	<description>O portal da cultura brasileira</description>
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		<title>Carnaval, a força econômica da cultura</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 11:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A relevância do Carnaval na vida social brasileira é ilustrada pelo ditado popular, segundo o qual, no Brasil, o ano só começa quando o Carnaval acaba. Se, por um lado, ele realça o fato de que em algumas cidades do país é praticamente impossível ficar alheio aos festejos durante os dias de folia, por outro,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2012/01/carnaval-2012.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15987" title="carnaval-2012" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2012/01/carnaval-2012.jpg" alt="" width="187" height="181" /></a>A relevância do Carnaval na vida social brasileira é ilustrada pelo ditado popular, segundo o qual, no Brasil, o ano só começa quando o Carnaval acaba.</p>
<p>Se, por um lado, ele realça o fato de que em algumas cidades do país é praticamente impossível ficar alheio aos festejos durante os dias de folia, por outro, também revela o desconhecimento do Carnaval como uma importante atividade econômica mobilizada a partir de um elemento da cultura nacional.</p>
<p>O economista Carlos Lessa enriqueceu a discussão ao estudar a economia do Carnaval carioca e afirmar que a evolução dos desfiles representa um grande exemplo de como uma criação da cultura popular pode evoluir da esfera não-mercantil para a centralidade da indústria de serviços de lazer em massa do Rio de Janeiro.</p>
<p>Atualmente não há dúvidas acerca da transformação do Carnaval em um grande negócio, existindo três aspectos dessa realidade merecedores de destaque.<br />
Primeiramente, a explosão turística vivida por algumas cidades salta aos olhos de qualquer um dos seus moradores.</p>
<p>No Rio de Janeiro, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, a taxa de ocupação dos hotéis durante os dias de festa atingiu 95% em 2011, alcançando 100% nos bairros próximos aos eventos.</p>
<p>Já o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes destacou que um milhão de visitantes ajudaram a aumentar em 15% o faturamento dos bares e dos restaurantes da cidade.</p>
<p>O segundo aspecto é a escolha do Carnaval como plataforma de comunicação das marcas. Blocos e trios elétricos espalhados pelo país são patrocinados por empresas que encontram no entretenimento uma forma diferenciada de relacionamento com os consumidores.</p>
<p>Além disso, as escolas de samba oferecem o seu principal produto (o desfile) às marcas, que por sua vez, podem contar suas histórias através do samba-enredo, dos carros alegóricos, das coreografias, das fantasias e de todos os outros elementos presentes em um desfile.</p>
<p>Além das empresas, muitas cidades e estados do Brasil escolhem patrocinar escolas de samba para incentivarem o turismo em suas terras.</p>
<p>Por fim, há de se reconhecer a dinâmica produtiva da realização do Carnaval, que envolve milhares de trabalhadores em todo o país.</p>
<p>Segundo Luiz Carlos Prestes Filho, que lançou luz sobre esse tema no Rio de Janeiro, a indústria do Carnaval na cidade, em 2006, gerou uma receita correspondente aos gastos das pessoas, empresas, associações e prefeitura da ordem de R$ 685 milhões e criou uma oferta de postos de trabalho de 264,5 mil/mês, sendo que 64,7 mil/mês foram nas escolas de samba.</p>
<p>Diante do tamanho do negócio e do número de organizações envolvidas no processo produtivo, a profissionalização do Carnaval continua o seu curso e muitos são os desafios presentes, dentre os quais destacam-se a formalização dos profissionais e a aplicação dos conhecimento de gestão, que impactam diretamente na definição dos planos de negócio.</p>
<p>Como evidência do tamanho desse desafio, os dados de 2011 do Ministério da Cultura sobre a captação de recursos através do mecenato mostram a dificuldade dos gestores do Carnaval em alcançar esses recursos.</p>
<p>Segundo os dados, apenas 8 projetos no Rio de Janeiro, 6 na Bahia e 1 em Pernambuco eram relacionados ao segmento Carnaval sobre um total de 642, 59 e 65 projetos, respectivamente.</p>
<p>Ainda há muito a se investigar e aprender sobre o Carnaval e a sua gestão, mas certamente todos reconhecem que ele é um dos principais exemplos de integração entre o conhecimento tradicional, a cultura, a arte e a economia de um país.</p>
<p>　</p>
<p><strong>João Luiz de Figueiredo</p>
<p>é coordenador do Núcleo de Economia Criativa e chefe do Departamento de Gestão do Entretenimento da<strong>ESPM-RJ</strong><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></span><span> </span></p>
<p></strong></p>
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		<title>Luiz Gama &#8211; Grande Abolicionista.</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Luiz_Gama.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15928" title="Luiz_Gama" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Luiz_Gama-228x300.jpg" alt="" width="228" height="300" /></a>Em 23 de setembro de 1870, 12 anos antes de sua morte, em São Paulo, Luiz Gama legava como herança para o seu único filho, Benedito Graco Pinto da Gama, conselhos e exemplos de vida de um homem que fez de sua existência na terra uma luta constante e incansável pela abolição da escravidão e pelo fim da monarquia no Brasil. No século XIX, ser negro não era necessariamente sinônimo de ser escravo. Havia africanos livres que vieram para terras brasileiras por conta do comércio transatlântico e aqui viviam, alguns aqui nasciam e permaneciam livres e outros tantos que conseguiram comprar a própria liberdade e até mesmo provar na Justiça que eram livres. Luiz Gama, paradoxalmente, viveu essas duas realidades.</span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Revolta dos Malês</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, em 1835, a maior rebelião de escravos do Brasil, e da Sabinada, em 1837, que proclamou a </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">República Bahiense</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, era uma verdadeira revolucionária. Devido à participação nessas revoltas, Luiza teve que fugir para o Rio de Janeiro, deixando Gama aos cuidados do pai e sem qualquer informação posterior sobre ela. Por um ano, Luiz Gama viveu sob os cuidados do pai, que o vendeu quando contava dez anos de idade, na condição de escravo, segundo consta, para pagar dívidas de jogo. Foi assim que, da noite para o dia, um ser humano livre e dono de si, tornou-se uma “peça”, um escravo. Daí iniciou a trajetória de superação que faria de Luiz Gama um exemplo para negros e brancos na sua luta obstinada pelo fim da escravidão.</span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Primeiras Trovas Burlescas</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, conjunto de poemas líricos e de crítica social e política. A partir da década de 1860, passou a contribuir ativamente em vários jornais da imprensa paulista, entre eles o </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Diabo coxo</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (1864-1865) e </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Cabrião</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (1866-1865), primeiros periódicos ilustrados de São Paulo, os quais ele ajudou a fundar. Durante sua vida, sempre utilizou da imprensa em prol da causa abolicionista e republicana.</span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ça Ira</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, em 19 de agosto de 1882. No jornal, um artigo de Raul Pompéia tinha como subtítulo a frase de Gama: </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Perante o Direito, é justificável o crime de homicídio perpetrado pelo escravo na pessoa do senhor</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Caifazes</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, movimento radical de libertação de escravos, que organizava fugas coletivas de escravos das fazendas e os encaminhava para o quilombo do Jabaquara, nas cercanias da cidade de Santos.</span></span></span></span></p>
<p>Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador, Bahia, em 21 de julho de 1830, filho de uma negra livre, Luíza Mahin, e de um fidalgo branco de origem portuguesa (cujo nome jamais citou). Gama veio ao mundo na condição de negro livre. Sua mãe, segundo ele mesmo conta, participou da</p>
<p>Na condição de escravo, Gama fora contrabandeado para o Rio de Janeiro onde foi vendido ao negociante, contrabandista e alferes, Antônio Pereira Cardoso e levado para ser revendido em São Paulo. O fato de ser baiano fazia de Gama um escravo indesejado onde quer que fosse colocado à venda. A história de revoltas de escravos na Bahia dava aos negros vindos de lá o título de revoltosos e insubordinados. Foi assim que, não conseguindo vender a criança e outro escravo também baiano a nenhum fazendeiro no estado de São Paulo, restou a Antônio Cardoso levá-los para a sua própria fazenda. O jovem Luiz aprendeu a trabalhar como copeiro e sapateiro, a lavar e consertar roupas.</p>
<p>Aos dezoito anos de idade, Luiz Gama aprendeu a ler e escrever com a ajuda do jovem Antônio Rodrigues do Prado Júnior, que se hospedava na casa de seu senhor. Nessa idade, Gama conseguiu “secretamente”, segundo ele, as provas de sua liberdade. Foge da casa do seu dono e ingressa na Marinha de Guerra, na qual serviu por 6 anos, alcançando a patente de cabo-de-esquadra. Após ato de insubordinação a um oficial, nas suas palavras, insolente, Gama ficou 39 dias preso, sendo expulso em seguida daquela força. Em 1856, torna-se amanuense da Secretaria de Polícia da Província de São Paulo. Gama frequentou, por algum tempo, como ouvinte, a Faculdade de Direito de São Paulo, onde sofreu preconceito e repulsa de professores e estudantes, à época todos brancos e quase sempre de origem aristocrática. Sem diploma de bacharel em Direito, torna-se um rábula e liberta, pela via judicial, mais de 500 escravos do cativeiro. Um feito sem igual na história mundial da advocacia Quando não conseguia libertar um escravo nos tribunais, comprava a alforria com dinheiro arrecadado por ele mesmo através de esmolas, às vezes com a ajuda dos irmãos da Maçonaria ou dos membros do Círculo Operário Italiano.</p>
<p>Poeta, Luiz Gama lança, em 1859, o livro</p>
<p>O prestígio de Gama, amealhado por conta das suas sucessivas vitórias nos tribunais na libertação de cativos, muitos escravizados ilegalmente, ultrapassou as fronteiras de São Paulo atraindo escravos de outras províncias. Nesse período, ele ganhou o epíteto “O terror dos fazendeiros”. Junto ao título de libertador vieram as ameaças de morte por parte daqueles que se sentiam incomodados com a ação de Gama. Foram essas ameaças que o levaram a escrever a carta- herança a seu filho em 1870.</p>
<p>Na esfera política, a luta de Gama caracterizou-se pela defesa de uma república brasileira, os “Estados Unidos do Brasil”. Fez parte da Convenção de Itú em que fora criado o Partido Republicano Paulista (PRP). Consciente de que naquele espaço dominado por fazendeiros e senhores de escravos suas ideias abolicionistas não encontrariam apoio, passou a denunciá-los e condená-los de todas as formas. Apesar das decepções com o PRP, Gama continuou fiel às ideias republicanas.</p>
<p>Com o passar dos anos, o vigor mental do revolucionário abolicionista permanecia irretocável, todavia o seu corpo não mais respondia com tanta vontade. Em 1882, o diabetes já dificultava sua locomoção. Na manhã de 24 de agosto daquele mesmo ano, Gama perdeu a fala e, mesmo diante dos esforços de mais de vinte médicos, faleceu naquela mesma tarde, aos 52 anos de idade.</p>
<p>Nunca antes tinha se visto tamanha quantidade de pessoas em um cortejo fúnebre na cidade de São Paulo. As ruas foram enfeitadas como nas mais importantes datas festivas do ano e o comércio cerrou as portas em sinal de luto. Brancos, negros, pobres e ricos, anônimos e figuras ilustres, muitos foram aqueles que acompanharam o féretro de Luiz Gama. Entre paradas e discursos, o povo conduziu o corpo do herói abolicionista por mais de três horas, de sua casa, onde esteve sendo velado, até o Cemitério da Consolação. Sobre o seu caixão, juraram todos manter viva a luta em favor da abolição da escravidão e pelo fim da monarquia.</p>
<p>Luiz Gama legou à causa antiescravagista o Centro Abolicionista, com forte participação de seu amigo Antônio Bento, que tinha como presidente Alcides Lima. Alguns dias antes de sua morte, foi publicado o primeiro jornal do Centro, o</p>
<p>Sob a inspiração e influência de Luiz Gama, seu amigo, o advogado e maçom Antonio Bento de Souza e Castro organizou os</p>
<p>Luiz Gama, poeta, jornalista e advogado, defensor dos oprimidos, pobre por opção, é o patrono da cadeira nº 15 da Academia Paulista de Letras.</p>
<p><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Meu filho,<br />
Dize a tua mãe que a ela cabe o rigoroso dever de conservar-se honesta e honrada; que não se atemorize da extrema pobreza que lego-lhe, porque a miséria é o mais brilhante apanágio da virtude.<br />
Tu evitas a amizade e as relações dos grandes homens; porque eles são como o oceano que aproxima-se das costas para corroer os penedos.<br />
Sê republicano, como o foi o Homem-Cristo. Faze-te artista; crê, porém, que o estudo é o melhor entretenimento, e o livro o melhor amigo.<br />
Faze-te apóstolo do ensino, desde já. Combate com ardor o trono, a indigência e a ignorância. Trabalha por ti e com esforço inquebrantável para que este país em que nascemos, sem rei e sem escravos, se chame Estados Unidos do Brasil.<br />
Sê cristão e filósofo; crê unicamente na autoridade da razão, e não te alies jamais a seita alguma religiosa. Deus revela-se tão somente na razão do homem, não existe em Igreja alguma do mundo.<br />
Há dois livros cuja leitura recomendo-te: a Bíblia Sagrada e a Vida de Jesus por Ernesto Renan.<br />
Trabalha e sê perseverante.<br />
Lembra-te que escrevi estas linhas em momento supremo, sob a ameaça de assassinato. Tem compaixão de teus inimigos, como eu compadeço-me da sorte dos meus.<br />
Teu pai, Luiz Gama</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">. (trechos da Carta de Luiz Gama ao filho Benedito Graccho, 1870).</span></span></span></span></p>
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		<title>22 de dezembro de 1988: O assassinato do seringueiro Chico Mendes</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 12:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chico, foi o mais importante ativista ambiental brasileiro. Sua luta pela preservação da Amazônia foi a causa do assassinato. Já vinha sendo ameaçado de morte e não tinha mais vida pessoal. Não dormia dois dias seguidos na mesma casa, além da proteção permanente de dois PMs, cortesia do governo do Acre. Mas o desejo de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Chico_Mendes_1988.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15557" title="Chico_Mendes_1988" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Chico_Mendes_1988.jpg" alt="" width="142" height="172" /></a>Chico, foi o mais importante ativista ambiental brasileiro. Sua luta pela preservação da Amazônia foi a causa do assassinato. Já vinha sendo ameaçado de morte e não tinha mais vida pessoal. Não dormia dois dias seguidos na mesma casa, além da proteção permanente de dois PMs, cortesia do governo do Acre.</p>
<p>Mas o desejo de rever a mulher e os três filhos falou mais forte que as preocupações de segurança. Naquele dia, antes de jantar, resolveu tomar um banho, e os PMs ficaram dentro da casa. Os assassinos Darly e Alvarinho Alves cumpriram a promessa. O líder seringueiro já circulava nos meios ligados à ecologia no exterior, sempre denunciando o desmatamento da Amazônia.</p>
<p><strong>União dos Povos da Floresta</strong></p>
<p>Chico Mendes ficou internacionalmente conhecido ao ser condecorado pela ONU, no dia 5 de junho de 1987, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. Foi líder do movimento que busca unir os interesses dos índios e seringueiros em defesa da floresta graças à criação de reservas extrativistas.<br />
Seu velório transcorreu sob tensão e perplexidade. Para que não morra sua luta em defesa da Amazônia e dos povos da floresta, foi criado o Comitê Chico Mendes, formado no Acre por 24 entidades não-governamentais, sindicais e de estudantes.</p>
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		<title>Cultura: mercadoria ou bem comum?</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 10:47:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo o programa neoliberal, assim como o diagnóstico que levou a ele, pode ser sintetizado em um ponto: desregulamentar. O diagnóstico de por que a economia tinha parado de crescer, depois do ciclo mais longo de expansão capitalista no segundo pos-guerra, se centrou no suposto excesso de regulamentação. O capital se sentiria inibido para investir,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/mercadoria.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15408" title="mercadoria" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/mercadoria.jpg" alt="" width="188" height="179" /></a>Todo o programa neoliberal, assim como o diagnóstico que levou a ele, pode ser sintetizado em um ponto: desregulamentar. O diagnóstico de por que a economia tinha parado de crescer, depois do ciclo mais longo de expansão capitalista no segundo pos-guerra, se centrou no suposto excesso de regulamentação. O capital se sentiria inibido para investir, por estar cerceado por excesso de normas, leis, políticas, que bloqueariam a &#8220;livre circulação do capital&#8221;.</p>
<p>Chegado ao governo, o neoliberalismo se pôs a privatizar patrimônio público, a diminuir o tamanho do Estado, a abrir as economias nacionais ao mercado internacional, a &#8220;flexibilizar&#8221; as relações de trabalho, entre tantas outras medidas padrão codificadas no chamado Consenso de Washington e colocadas em prática por governos às vezes com origens ideológicas distintas, mas todos rendidos ao &#8220;pensamento único&#8221;. Todas elas são formas de desregulamentação, de retiradas de supostos obstáculos à circulação do capital.</p>
<p>Quando se privatizam empresas, se está levantando obstáculos para que o capital privado se aproprie delas, se está desregulamentando o mercado de propriedade de empresas. Quando se aceita a não obediência a normas básicas da legislação do trabalho para contratar trabalhadores, se está desregulamentando o mercado de trabalho. Assim para todas as medidas do receituário neoliberal.</p>
<p>Promoveu-se assim, rapidamente, o maior processo de concentração de riqueza que tínhamos conhecido, tanto a nível nacional, quanto mundial. Sem proteções dos Estados, os mais frágeis, os mais pobres – a grande maioria de cada sociedade, em especial as periféricas, &#8211; se viram indefesos diante das ofensivas do capital e dos Estados centrais do capitalismo.</p>
<p>Direitos, como aqueles à educação e à saúde, foram deixando de ser direitos para se transformar em mercadorias, compráveis no mercado. Quem tem mais recursos, compra mais e melhor, em detrimento de quem não tem. Riquezas naturais, como a água passaram a ser mercadoras, compradas e vendidas.</p>
<p>O Estado, principalmente nas suas funções reguladoras – de afirmação dos direitos contra a voracidade do capital – passou a ser vítima privilegiada dos ataques neoliberais, pregando-se o &#8220;Estado mínimo&#8221; e a primazia do mercado, isto é, da concorrência feroz, em que os mais fortes e mais ricos ganham sempre.</p>
<p>Até a cultura foi vítima de um grande embate, para definir se se trata de uma mercadoria mais ou de um bem comum. Do ponto de vista institucional o debate se deu para definir se a cultura deveria ser objeto da Organização Mundial do Comércio (OMC) e, portanto, uma mercadoria a mais, ou no âmbito da Unesco, considerada como patrimônio da humanidade, como bem comum, com as devidas proteções. Terminou triunfando esta segunda versão – apesar da brutal oposição e pressão dos EUA, que chegaram a se retirar da Unesco.</p>
<p>Foi um momento muito importante de resistência ao neoliberalismo, que queria reduzir também a capacidade de cada povo, de cada nação, de cada setor da sociedade, de afirmar suas identidades específicas, dissolvidas pela globalização. Queriam desregulamentar também a cultura, deixá-la ao sabor das relações de mercado, sem proteção de regulações estatais.</p>
<p>Mas o embate não terminou por aí, porque o poder avassalador dos capitais privados, nacionais e internacionais, é um fluxo permanente, cotidiano, buscando expandir seu poder de mercantilização. As TVs públicas, por exemplo, se debilitam no seu papel diferenciado dos mecanismos de mercado que regem as TVs privadas, enfraquecidas pela falta de financiamento, apelam ao mercado e induzem seus mecanismos – como aconteceu tristemente com a TV Cultura de São Paulo.</p>
<p>Programas como o de Pontos de Cultura, do MINC, surgiram na contramão dessa lógica homogeneizadora da globalização na esfera cultural, buscando incentivar e proteger todas as formas de diversidade de cultural, de afirmação da heterogeneidade das identidades de setores sociais, étnicos, regionais, diferenciados.</p>
<p>Muitos outros debates atuais hoje no Brasil – o dos Commons, da propriedade intelectual, dos direitos de autor – são também objeto de duas concepções diferenciadas, uma regulamentadora – anti-neoiberal – outra desregulamentadora, neoliberal, mercantilizadora. No marco mais geral do embate entre neoliberalismo e posneoliberalismo, é que a natureza das posições fica mais clara. Por um lado, as normas protetoras que consideram a cultura como um bem comum, de outro, a desregulamentação, que a consideram uma mercadoria como outra qualquer. Do seu desenlace depende a natureza da cultura no Brasil na segunda metade do século XXI.</p>
<p>Postado por Emir Sader</p>
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		<title>O arbitrário Ato Institucional nº 5 &#8211; 43 anos.</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 20:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ditadura militar no Brasil começou em 1964, com a deposição do presidente João Goulart e a tomada do poder pelos militares, que então começaram a baixar os atos institucionais, que centralizavam cada vez mais a administração e a política brasileira. Mas dos 17 atos expeditos entre 1964 e 1969, nenhum foi mais arbitrário que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/AI5.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15402" title="AI5" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/AI5.jpg" alt="" width="249" height="167" /></a>A <span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;">ditadura militar no Brasil</span> </span>começou em 1964, com a deposição do presidente João Goulart e a tomada do poder pelos militares, que então começaram a baixar os atos institucionais, que centralizavam cada vez mais a administração e a política brasileira. Mas dos 17 atos expeditos entre 1964 e 1969, nenhum foi mais arbitrário que o Ato Institucional nº 5.</p>
<p>Mais que um instrumento de governo, o AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968 durante o governo do general Costa e Silva foi uma ordem para acabar com a liberdade democrática até então <em>aceita</em> pelos militares.</p>
<p>A <span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;">Frente Ampla</span></span>, liderada pelo ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda, desde 1966 já se organizava contra os militares e tinha entre seus correligionários os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart. E em 1968 as manifestações estudantis apoiadas por setores da classe média e da Igreja estouravam em várias capitais do Brasil. Em julho aconteceu a primeira greve operária do Regime Militar, em Osasco.</p>
<p>É importante citar que tanto os envolvidos com a Frente Ampla, quanto a classe média e a Igreja eram favoráveis à instalação do Regime Militar em 1964. Mas em 1968 já militavam juntos a favor do fim de Regime. É que no início da década de 1960 o <em>perigo comunista</em> rondava o Brasil, e era preciso acabar com o <em>mal</em>, daí o apoio inicial dado aos militares por estes setores da sociedade e estes políticos.</p>
<p>Só que os militares acabaram gradativamente com a democracia no país. A <em>gota d’água</em> foi o pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara dos Deputados, nos dias 2 e 3 de setembro, lançando uma campanha para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de setembro e para que as moças, <em>ardentes de liberdade</em>, se recusassem a sair com oficiais brasileiros. Costa e Silva, atendendo ao pedido de seus pares militares e do Conselho de Segurança Nacional, declarou que estes pronunciamentos eram &#8220;ofensas e provocações irresponsáveis e intoleráveis&#8221;.</p>
<p>A imposição do AI-5:</p>
<p>Os militares pediram ao Congresso a cassação de Márcio Moreira Alves e de outro deputado, Hermano Alves, que tinha escrito em outras ocasiões uma série de artigos no Correio da Manhã considerados <em>provocativos</em> pela alta cúpula militar. Foram dias tensos no cenário político nacional, e no dia 12 de dezembro os deputados do <span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;">MDB</span></span> conseguiram rejeitar, com apoio até dos deputados da <span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;">ARENA</span></span>, o pedido feito pelos militares de processar os dois deputados.</p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ato-Institucional-5-01.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15403" title="Ato Institucional 5 01" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ato-Institucional-5-01.jpg" alt="" width="300" height="209" /></a>No dia seguinte, ao baixar o AI-5, além da liberdade democrática os militares acabavam também com a liberdade de grande parte da população. Nas palavras dos responsáveis, o AI-5 considerava que…</p>
<p><em>&#8220;(…) assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do país comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária.&#8221;</em>Na prática, o AI-5 dava plenos poderes ao presidente da República</p>
<p>- Decretar o recesso do Congresso Nacional;<br />
- Intervir nos estados e municípios;<br />
- Cassar mandatos parlamentares;<br />
- Suspender, por dez anos, os direitos políticos de qualquer cidadão;<br />
- Decretar o confisco de bens considerados ilícitos, e<br />
- Suspender a garantia do habeas-corpus.</p>
<p>As medidas arbitrárias:</p>
<p>No mesmo dia o Congresso foi fechado, e instalou-se no país o chamado regime de excessão. Plena liberdade de atuação para os oficiais do Serviço Nacional de Informações (SNI), repressão a artistas, professores, estudantes, profissionais liberais como um todo, e qualquer outro elemento que fosse considerado subversivo, independente da ocupação e da orientação política ou religiosa. A Igreja Católica, por exemplo, tinha em suas fileiras padres que militavam a favor dos Direitos Humanos. Muitos padres foram presos e torturados pelo regime militar justamente por isso.</p>
<p>Jornalistas foram presos, havia a censura na imprensa, e alguns jornais, em protesto, saíam com folhas inteiras em branco, em uma clara demonstração que ali, naquele espaço, estaria escrita uma crítica aos militares. Artistas tinham suas obras censuradas, gravavam as músicas mas eram proibidos de tocá-las nas rádios, peças de teatro eram canceladas, até roteiros de novelas passaram a depender da liberação dos censores para ir ao ar.</p>
<p>Esta época talvez seja a mais vergonhosa da recente História brasileira, e divide opiniões até hoje. Alguns acham que as pessoas que deixaram o país por conta própria – vários artistas saíram do país, e até mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, porém filho de militar, se <em>auto-exilou -</em> deveriam ter permanecido no Brasil e lutado juntamente com os guerrilheiros, os estudantes e os religiosos que aqui ficaram pelo fim da Ditadura.</p>
<p>Já outras pessoas entendem que a permanência de determinadas pessoas com certeza levariam-nas à morte. O ex-governador Leonel Brizola, por exemplo, era o maior articulador político dos movimentos de esquerda na época, e teve que fugir do país vestido de mulher, para não ser reconhecido. É o que contam, mas esta é uma informação que carece de fontes seguras, ou seja: virou lenda, e ninguém sabe dizer se foi verdade.</p>
<p>Em 1978, o então presidente Ernesto Geisel acabou com o AI-5</p>
<p>Infelizmente, muitos brasileiros perderam a vida nas mãos dos militares. Até hoje, muitas famílias esperam notícias de seus entes que simplesmente sumiram na época e nunca mais foram encontrados. Apesar da Ditadura Militar não existir mais no Brasil, suas sombras ainda assustam àqueles que olham para o passado.</p>
<p>Outras fontes:</p>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></span> <span style="text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;">sobre os Atos Institucionais</span></span></span> / <span style="text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;">sobre o AI-5</span></span></span> / Ambas do site do FGV – CPDOC. e instaurou o <em>habeas-corpus</em>. Mesmo assim, os órgãos de censura continuaram atuando, até a plena reabertura política em 1985. Pelo menos as prisões não eram feitas mais de forma arbitrária. Movimentos pela anistia começaram tímidos, mas logo tomaram o país, e muitos que estavam fora do Brasil puderam voltar para ajudar na campanha das Diretas Já no começo da década de 1980.</p>
<p>, que em caráter excepcional, sem depender da aprovação judicial, poderia:</p>
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		<title>Acesso a dados públicos exige &#8216;nova cultura&#8217;</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 10:27:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reunidos em São Paulo em seminário sobre acesso à informação pública, integrantes do Brasil e de outros países, professores, representantes dá mídia, da Unesco e de entidades que lutam por transparência afirmaram ontem que o Brasil precisa de uma mudança de cultura para que a recém-aprovada Lei de Acesso à Informação funcione adequadamente. Sancionada há...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/acessop.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15377" title="acessop" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/acessop.jpg" alt="" width="193" height="114" /></a>Reunidos em São Paulo em seminário sobre acesso à informação pública, integrantes do Brasil e de outros países, professores, representantes dá mídia, da Unesco e de entidades que lutam por transparência afirmaram ontem que o Brasil precisa de uma mudança de cultura para que a recém-aprovada Lei de Acesso à Informação funcione adequadamente.</p>
<p>Sancionada há mais de duas semanas, a lei, que muda a forma como os três poderes da União, dos Estados e dos municípios liberam informações públicas, tem seis meses para entrar em vigor. A diretora de Prevenção e Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU), Vânia Vieira, sustentou que, além dos desafios que terá com custos, montagem de estrutura e aprimoramento dos processos de gestão de informação, o Brasil precisará capacitar os agentes públicos para que mudem a forma como encaram a lei e participem adequadamente do processo.</p>
<p>Ela antecipou conclusões de uma pesquisa sobre o tema que será divulgada na quinta-feira. &#8220;Os servidores públicos reconhecem o direito de acesso à informação, estão dispostos a contribuir para a implantação, mas quando a gente começa a fazer perguntas específicas, algumas resistências começam a aparecer&#8221;, disse. &#8220;Muitos servidores ainda entendem equivocadamente que os cidadãos só têm direito a pedir as informações que lhe dizem respeito direto e imediato. E acham que só as chefias podem autorizar o acesso&#8221;. Vânia entende que o País deverá demorar mais do que os 180 dias previstos em lei para se adaptar.</p>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></span><span> </span></p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=15376&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>REVOLTA DA CHIBATA</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 12:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Mesmo depois da Lei Áurea ser assinada o tratamento para os marinheiros era de escravidão. Quando o torturador açoitava o marinheiro, amarrado e desprotegido, chegava a arrancar pedaços de sua carne. &#160; Era uma época em que a marinha era tida como órgão disciplinador. Seus marinheiros eram homens indicados pela polícia (desocupados, malfeitores e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&nbsp;</p>
<p></strong><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/revolta-da-chibata.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15259" title="revolta-da-chibata" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/revolta-da-chibata.jpg" alt="" width="244" height="300" /></a>Mesmo depois da Lei Áurea ser assinada o tratamento para os marinheiros era de escravidão. Quando o torturador açoitava o marinheiro, amarrado e desprotegido, chegava a arrancar pedaços de sua carne.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era uma época em que a marinha era tida como órgão disciplinador. Seus marinheiros eram homens indicados pela polícia (desocupados, malfeitores e criminosos).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em viagem à Inglaterra (possuidora da marinha melhor organizada e aparelhada do mundo) para aprender a lidar com novas embarcações e armamentos, marinheiros brasileiros conheceram o politizado proletário inglês e revoltas que garantiram boas condições de trabalho aos tripulantes da marinha inglesa. Essa viagem fez fermentar nos brasileiros idéias de insubordinação e luta contra suas condições de trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começaram então a surgir comentários sobre organizações de revoltas. Uma noite, depois de um ritual de açoite no navio Bahia, um bilhete foi encontrado junto à porta do camarote do comandante. Trazia a exigência de que se findassem os maus tratos à tripulação e continha uma ameaça: &#8220;Ninguém é escravo de oficiais e chega de chibata. Cuidado.&#8221; No fim a assinatura: &#8220;Mão Negra&#8221;. Era o marinheiro Francisco Dias Martins.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A revolta estava combinada, ocorreria no dia 24 ou 25 de novembro de 1910, mas a condenação de um marinheiro a 250 chibatadas, dez vezes mais que o permitido pela legislação da marinha, levou a sua antecipação para o dia 22.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao ser dado o sinal para o início da revolta os marinheiros se posicionaram sem afobação, cada canhão estava guarnecido por cinco marujos com ordem de atirar para matar contra todo aquele que tentasse impedir o levante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marinheiros enfrentaram o comandante e seus protegidos em uma luta de canos e baionetas a bordo do Minas Gerais. Terminado o combate no convés, João Cândido, líder da revolta, ordenou que se disparasse um tiro de canhão 47 milímetros como sinal de alerta aos outros navios revoltados. Os holofotes do Minas Gerais iluminaram o Rio de Janeiro. Através do rádio a revolta foi comunicada e se pediu o fim dos castigos corporais.<br />
<strong><span style="font-size: medium;">&nbsp;<br />
O recrutamento militar<br />
</span></strong></p>
<p>Desde o período colonial, o recrutamento de soldados e marinheiros era feito de maneira particularmente violenta. Para começar, o recrutamento era forçado, arbitrário e recaía sobre pessoas de origem humilde, que não tinham como se defender. Os que dispunham de alguma fortuna compravam sua isenção do serviço militar. Além disso, os homens recrutados eram submetidos a constantes violências, que incluíam desde uma péssima alimentação até castigos corporais.<br />
<strong><span style="font-size: medium;">A rebelião<br />
</span></strong></p>
<p>A Revolta da Chibata ocorreu na Marinha. Em comparação com o Exército, a Marinha era tradicionalmente elitizada, e a distância entre oficiais e marinheiros era muito maior do que a existente entre postos análogos no Exército. Desde meados do século XIX, o tratamento humilhante e violento na Marinha vinha sendo questionado sem nenhum resultado concreto. Com o advento da República, cuja história iniciou-se um ano após a abolição, aquela forma de tratamento que vinha do Império era insustentável. Contudo, foi necessária uma rebelião ameaçadora dos marinheiros para que a Marinha adotasse medidas disciplinares menos brutais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A rebelião ocorreu em 1910. Nesse ano, o marinheiro Marcelino Rodrigues Meneses, que servia na belonave Minas Gerais, fora condenado a 250 chibatadas. Seus companheiros &#8211; obrigados, como de costume, a assistir ao castiga &#8211; não se contiveram e, na noite de 22 de novembro, se rebelaram. Os outros três navios (São Paulo, Bahia e Deodoro) estacionados na Guanabara aderiram. O líder da revolta foi o marinheiro João Cândido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embora tenha sido precipitada pelo castigo de Meneses, a revolta já vinha sendo preparada havia muito tempo. Assim, os rebeldes estavam razoavelmente organizados, o que lhes permitiu dominar com rapidez os quatro navios. O comandante do Minas Gerais, Batista Neves, foi morto, juntamente com outros oficiais. Também houve mortes do lado dos marinheiros.<br />
<strong><span style="font-size: medium;">A repressão<br />
</span></strong></p>
<p>O objetivo da revolta era simples, conforme declarou o cabo Gregório do Nascimento, que assumiu o comando do navio São Paulo: conseguir o fim do castigo corporal e melhorar a alimentação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>João Cândido enviou pelo rádio uma mensagem ao Catete, ameaçando bombardear a cidade e os navios que não haviam aderido à revolta, caso suas reivindicações não fossem imediatamente atendidas. O presidente era Hermes da Fonseca, recém-empossado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O governo estava sem alternativas, pois os canhões estavam apontados para a cidade. Assim, por iniciativa de Rui Barbosa, na época senador, foi proposto e aprovado um projeto que atendia aos marinheiros e lhes concedia anistia. Com isso, os revoltosos depuseram as armas e se submeteram às autoridades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém as concessões do governo ficaram no papel. Os novos comandantes nomeados para os navios revoltados ordenaram a prisão de João Cândido e seus companheiros, muitos dos quais morreram numa masmorra na ilha das Cobras. Desse modo, os oficiais e o governo se vingaram dos marinheiros que ousaram revoltar-se. João Cândido, no entanto, conseguiu sobreviver a todas as atrocidades, sendo enfim absolvido em julgamento realizado em 1912. Conhecido como Almirante Negro, João Cândido faleceu em 1969.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Revolta da Chibata pode ser encarada como mais um daqueles momentos em que a sociedade, ou pelo menos parte dela, dá um basta aos absurdos cometidos pelo poder instituido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagine! 1910 e os marinheiros da Marinha Brasileira eram castigados pelos seus superiores com surras de chibata!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os baixos salários, a péssima alimentação e os castigos corporais vinham a algum tempo gestando a revolta. A condenação do marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes a uma surra de 250 chibatadas precipitou o conflito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Liderados pelo marinheiro negro João Cândido, &#8220;o Almirante Negro&#8221; como ficou conhecido, os marinheiros rebelados na Baía da Guanabara tomaram quatro dos maiores navios de guerra brasileiros e ameaçaram bombardear a Capital Federal. Exigiam melhor alimentação e o fim dos castigos corporais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vitoriosos no seu entento, o Congresso Nacional aprovou o fim da chibata. A repressão ao movimento contudo, veio traiçoeiramente. Os rebelados, que haviam sido anistiados pelo Congresso Nacional, acabaram ilegalmente presos pelogoverno &#8211; Hermes da Fonseca era presidente &#8211; e acabaram muitos deles mortos nas msmorras da ilha das Cobras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>João Cândido sobreviveu falecendo na miséria em uma favela do Rio de Janerio no ano de 1969.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A canção a seguir foi a homenagem de João Bosco e Aldir Blanc a este herói popular que apesar da repressão e da marginalização impostas pelo Estado, conseguiu seu intento de jovem e a preservação moral de sua imagem.<br />
<strong><span style="font-size: medium;">O Mestre-sala dos mares<br />
</span></strong></p>
<p>Há muito tempo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas águas da Guanabara</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O dragão do mar reapareceu,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na figura de um bravo marinheiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A quem a história não esqueceu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conhecido como almirante negro,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tinha a dignidade de um mestre-sala,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E ao acenar pelo mar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na alegria das regatas, foi saudado no porto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela mocinhas francesas,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jovens polacas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E por batalhões de mulatas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rubras castatas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jorravam das costas dos negros</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre cantos e chibatas,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inundando o coração</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do pessoal do porão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que a exemplo do marinheiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gritava!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Glória aos piratas, às mulatas,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Às sereias!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Glória à farofa, à cachaça,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Às baleias!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Glória a todas as lutas inglórias</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que através da nossa história</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não esquecemos Jamais!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Salve o navegante negro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que tem por monumento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As pedras pisadas do cais&#8230;</p>
<p>Saiba mais&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/cultura/musica-rende-homenagem-a-joao-candido-o-almirante-negro/">Musica rende homenagem ao Almirante Negro</a></p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/clovis-moura-o-que-foi-a-revolta-da-chibata/">Clovis Moura e a Revolta da Chibata</a></p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/historia/joao-candido-da-revolta-da-chibata-heroi-da-patria/">João candido Heroi da Patria</a></p>
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		<title>Cultura e história africanas chegam às escolas públicas</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/cultura-e-historia-africanas-chegam-as-escolas-publicas/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 00:08:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As escolas públicas vão receber no ano letivo de 2012 livros didáticos sobre a história e a cultura africana e afro-brasileira. Serão distribuídas obras para alunos da educação infantil ao ensino médio. A proposta dessa iniciativa é proporcionar aos alunos a compreensão do desenvolvimento histórico dos povos africanos e de sua relação com outros povos,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/quilombola.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15223" title="quilombola" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/quilombola.jpg" alt="" width="199" height="140" /></a>As escolas públicas vão receber no ano letivo de 2012 livros didáticos sobre a história e a cultura africana e afro-brasileira. Serão distribuídas obras para alunos da educação infantil ao ensino médio. A proposta dessa iniciativa é proporcionar aos alunos a compreensão do desenvolvimento histórico dos povos africanos e de sua relação com outros povos, a partir de uma visão objetiva do continente africano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O material tem como referência os oitos volumes da coleção História Geral da África. Editada em português graças à parceria entre a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Ministério da Educação, a obra completa foi enviada às bibliotecas públicas em 2011. As escolas receberão também dois livros síntese da obra completa da História Geral da África, com conteúdos relacionados à história, cultura, economia, política e arte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Temos ainda no Brasil a cultura do embranquecimento da população e a negação de toda uma cultura afro-descendente que também construiu este país&#8221;, ressalta Viviane Fernandes Faria, diretora de políticas para educação no campo e diversidade do MEC.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo a diretora, ainda existe uma grande diferença de escolaridade entre as pessoas, com mais de 15 anos, entre a população negra e os não negros. A escolaridade é de 8,4 anos de estudo entre os não negros e 6,6 anos entre os negros. &#8220;Só que apesar dessa diferença, o avanço na escolaridade dos negros tem sido mais rápido em relação à dos não negros. Enquanto que de 2004 a 2009 houve crescimento de 9% em anos de estudo entre os não negros, entre os negros foi de 14,5%&#8221;, compara.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No entanto, Viviane Faria comenta que o Brasil ainda tem uma dívida social com os afro-descendentes. &#8220;Se o analfabetismo é maior entre os negros e os maiores índices de pobreza estão entre os não brancos, vamos ver claramente que a pobreza e as dificuldades salariais e de acesso à universidade têm cor no Brasil. E essa cor é negra. Então precisamos, sim, enfrentar esse racismo na escola e na sociedade&#8221;, afirma.</p>
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		<title>Cultura negra é cada vez mais presente no visual e nas músicas preferidas pelos jovens</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 10:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/cultura-negra01.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-15173" title="cultura negra01" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/cultura-negra01-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A expressão “orgulho de ser negro” foi abolida do vocabulário de muitas pessoas por medo do preconceito. Com o passar do tempo, porém, o resgate cultural fez com que os negros assumissem a “negritude” na maneira de ser. Cada vez mais difundida entre os jovens brasileiros, a cultura afro está presente no visual, nas preferência musicais, nos estudos e na religião.</p>
<div>
<p>Por influência da mãe, o motoboy Calleb Augusto do Nascimento, de 22 anos, começou a se engajar no movimento negro há quatro anos. O conhecimento do mundo afro fez com que o rapaz mudasse seu estilo e assumisse suas preferências musicais, no caso, o <em>reggae</em>. “Fiz o <em>rasta</em> [penteado característico dos apreciadores do<em> reggae</em>] para me diferenciar, quis mostrar meu estilo <em>black</em>. Se você for ver, 80% dos homens negros têm cabelo rapado. Eu sou o único entre os meus amigos [que tem esse visual]”. Para ele, o negro está conseguindo conquistar o seu espaço, pois está mais “desinibido para isso”.</p>
<p>Cada vez mais, os jovens estão se identificando com a cultura negra. Prova disso são os dados do Censo 2010, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando que os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos se declaram pretos e pardos mais do que os adultos. De 34 milhões de jovens nessa faixa de idade, 18,5 milhões se autodeclararam pretos e pardos. Dentre os adultos, 54 milhões dos 107 milhões dessa faixa etária (25 a 59 anos) se disseram pretos ou pardos.</p>
<p>De acordo com o sociólogo e professor do Decanato de Extensão Universitária da Universidade de Brasília (UnB<strong>)</strong> Ivair Augusto Alves dos Santos, o movimento de resgate cultural negro começou na década de 1950. “Em 1970, a mudança foi física, ou seja, na aparência, com o movimento Black Power. Na década de 2000, a mudança é política e envolve o debate de ações afirmativas.”</p>
<p>Santos atribui esse movimento impulsionado pela juventude às transformações tecnológicas, uma vez que os jovens negros de hoje têm mais possibilidades. “Se compararmos as possibilidades, vemos que são <a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/cultura-negra02.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-15174" title="cultura negra02" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/cultura-negra02-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>maiores. Você tem grupos de música que conseguem atingir grandes massas, tem mais informações também.”</p>
<p>A cabeleireira Rosemeire de Oliveira, de 32 anos, aponta uma mudança de mentalidade no país, lembrando que, antigamente, ninguém falava sobre “o que é ser negro”. Ela trabalha em um salão afro de Brasília há 12 anos. A maioria dos clientes, segundo ela, são os jovens. “Teve uma época que ser negro era moda. Agora, os negros realmente estão se assumindo e aprendendo a se gostar mais.”</p>
<p>A trança de raiz é o penteado mais popular no salão de Rosemeire. embora também haja procura por alisamento. “Tem gente que alisa o cabelo porque gosta, mas tem outras que o fazem porque o trabalho impõe ou para se sentirem mais iguais às outras pessoas. Essas ainda não se assumiram”, disse a cabeleireira.</p>
<p>Cliente de Rosemeire desde criança, a estudante Brenda Araújo Soares Alexandrino de Souza, de 14 anos, usa tranças no cabelo desde os 3 anos. “Tinha cabelo volumoso e minha mãe fazia as tranças. Minhas amigas gostam, admiram e estão pensando em fazer.”</p>
<p>A adolescente, que faz aniversário hoje (20), Dia da Consciência Negra, acredita que as pessoas estão se identificando mais com a cultura. “Antigamente, não tinham coragem de se mostrar por causa do preconceito. <a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/cultura-negra03.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-15175" title="cultura negra03" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/cultura-negra03-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Eu não tenho medo disso.”</p>
<p>O percussionista baiano Ubiratã Jesus do Nascimento, de 40 anos, conhecido como Biradjham, cresceu envolvido com a cultura negra. Há 25 anos trabalha com música e já tocou com bandas famosas da Bahia.</p>
<p>Adepto do candomblé, Biradjham diz que os negros têm mais liberdade atualmente. &#8220;O movimento está mais forte. A mudança cultural vem de muito tempo, mas hoje tem mais força&#8221;.</p>
<p><em>Edição: Nádia Franco</em></p>
</div>
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		<title>Povos Tradicionais de Terreiros</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 10:28:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi divulgado o resultado dos selecionados para participar da I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros. O evento, realizado pelo Ministério da Cultura, acontecerá de 27 a 30 de novembro, em São Luís, capital do estado do Maranhão. Foram abertas 140 vagas exclusivas para representantes de Povos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/oficina-povos-de-terreiro-maior.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-15132" title="oficina-povos-de-terreiro-maior" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/oficina-povos-de-terreiro-maior-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Foi divulgado o resultado dos selecionados para participar da I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros. O evento, realizado pelo Ministério da Cultura, acontecerá de 27 a 30 de novembro, em São Luís, capital do estado do Maranhão. Foram abertas 140 vagas exclusivas para representantes de Povos Tradicionais de Terreiros, sendo 40 para participantes do Maranhão e 100 para pessoas de outros estados do país. Foram reservadas também vagas para gestores públicos e acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins.</p>
<div>
<p>A oficina é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), além da Comissão Nacional de Povos de Terreiros, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA), a Secretaria da Igualdade Racial do Maranhão (SEIR/MA)  e a Prefeitura de São Luis (FUNCMA).</p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/culturaviva/wp-content/uploads/2011/11/Resultado-Povos-de-Terreiros-preliminar-final.pdf" target="_blank">Confira a relação dos selecionados</a></p>
</div>
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