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	<title>Brasil Cultura &#187; socialismo</title>
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		<title>Luiz Gama &#8211; Grande Abolicionista.</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Luiz_Gama.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15928" title="Luiz_Gama" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Luiz_Gama-228x300.jpg" alt="" width="228" height="300" /></a>Em 23 de setembro de 1870, 12 anos antes de sua morte, em São Paulo, Luiz Gama legava como herança para o seu único filho, Benedito Graco Pinto da Gama, conselhos e exemplos de vida de um homem que fez de sua existência na terra uma luta constante e incansável pela abolição da escravidão e pelo fim da monarquia no Brasil. No século XIX, ser negro não era necessariamente sinônimo de ser escravo. Havia africanos livres que vieram para terras brasileiras por conta do comércio transatlântico e aqui viviam, alguns aqui nasciam e permaneciam livres e outros tantos que conseguiram comprar a própria liberdade e até mesmo provar na Justiça que eram livres. Luiz Gama, paradoxalmente, viveu essas duas realidades.</span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Revolta dos Malês</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, em 1835, a maior rebelião de escravos do Brasil, e da Sabinada, em 1837, que proclamou a </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">República Bahiense</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, era uma verdadeira revolucionária. Devido à participação nessas revoltas, Luiza teve que fugir para o Rio de Janeiro, deixando Gama aos cuidados do pai e sem qualquer informação posterior sobre ela. Por um ano, Luiz Gama viveu sob os cuidados do pai, que o vendeu quando contava dez anos de idade, na condição de escravo, segundo consta, para pagar dívidas de jogo. Foi assim que, da noite para o dia, um ser humano livre e dono de si, tornou-se uma “peça”, um escravo. Daí iniciou a trajetória de superação que faria de Luiz Gama um exemplo para negros e brancos na sua luta obstinada pelo fim da escravidão.</span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Primeiras Trovas Burlescas</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, conjunto de poemas líricos e de crítica social e política. A partir da década de 1860, passou a contribuir ativamente em vários jornais da imprensa paulista, entre eles o </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Diabo coxo</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (1864-1865) e </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Cabrião</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (1866-1865), primeiros periódicos ilustrados de São Paulo, os quais ele ajudou a fundar. Durante sua vida, sempre utilizou da imprensa em prol da causa abolicionista e republicana.</span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ça Ira</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, em 19 de agosto de 1882. No jornal, um artigo de Raul Pompéia tinha como subtítulo a frase de Gama: </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Perante o Direito, é justificável o crime de homicídio perpetrado pelo escravo na pessoa do senhor</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Caifazes</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, movimento radical de libertação de escravos, que organizava fugas coletivas de escravos das fazendas e os encaminhava para o quilombo do Jabaquara, nas cercanias da cidade de Santos.</span></span></span></span></p>
<p>Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador, Bahia, em 21 de julho de 1830, filho de uma negra livre, Luíza Mahin, e de um fidalgo branco de origem portuguesa (cujo nome jamais citou). Gama veio ao mundo na condição de negro livre. Sua mãe, segundo ele mesmo conta, participou da</p>
<p>Na condição de escravo, Gama fora contrabandeado para o Rio de Janeiro onde foi vendido ao negociante, contrabandista e alferes, Antônio Pereira Cardoso e levado para ser revendido em São Paulo. O fato de ser baiano fazia de Gama um escravo indesejado onde quer que fosse colocado à venda. A história de revoltas de escravos na Bahia dava aos negros vindos de lá o título de revoltosos e insubordinados. Foi assim que, não conseguindo vender a criança e outro escravo também baiano a nenhum fazendeiro no estado de São Paulo, restou a Antônio Cardoso levá-los para a sua própria fazenda. O jovem Luiz aprendeu a trabalhar como copeiro e sapateiro, a lavar e consertar roupas.</p>
<p>Aos dezoito anos de idade, Luiz Gama aprendeu a ler e escrever com a ajuda do jovem Antônio Rodrigues do Prado Júnior, que se hospedava na casa de seu senhor. Nessa idade, Gama conseguiu “secretamente”, segundo ele, as provas de sua liberdade. Foge da casa do seu dono e ingressa na Marinha de Guerra, na qual serviu por 6 anos, alcançando a patente de cabo-de-esquadra. Após ato de insubordinação a um oficial, nas suas palavras, insolente, Gama ficou 39 dias preso, sendo expulso em seguida daquela força. Em 1856, torna-se amanuense da Secretaria de Polícia da Província de São Paulo. Gama frequentou, por algum tempo, como ouvinte, a Faculdade de Direito de São Paulo, onde sofreu preconceito e repulsa de professores e estudantes, à época todos brancos e quase sempre de origem aristocrática. Sem diploma de bacharel em Direito, torna-se um rábula e liberta, pela via judicial, mais de 500 escravos do cativeiro. Um feito sem igual na história mundial da advocacia Quando não conseguia libertar um escravo nos tribunais, comprava a alforria com dinheiro arrecadado por ele mesmo através de esmolas, às vezes com a ajuda dos irmãos da Maçonaria ou dos membros do Círculo Operário Italiano.</p>
<p>Poeta, Luiz Gama lança, em 1859, o livro</p>
<p>O prestígio de Gama, amealhado por conta das suas sucessivas vitórias nos tribunais na libertação de cativos, muitos escravizados ilegalmente, ultrapassou as fronteiras de São Paulo atraindo escravos de outras províncias. Nesse período, ele ganhou o epíteto “O terror dos fazendeiros”. Junto ao título de libertador vieram as ameaças de morte por parte daqueles que se sentiam incomodados com a ação de Gama. Foram essas ameaças que o levaram a escrever a carta- herança a seu filho em 1870.</p>
<p>Na esfera política, a luta de Gama caracterizou-se pela defesa de uma república brasileira, os “Estados Unidos do Brasil”. Fez parte da Convenção de Itú em que fora criado o Partido Republicano Paulista (PRP). Consciente de que naquele espaço dominado por fazendeiros e senhores de escravos suas ideias abolicionistas não encontrariam apoio, passou a denunciá-los e condená-los de todas as formas. Apesar das decepções com o PRP, Gama continuou fiel às ideias republicanas.</p>
<p>Com o passar dos anos, o vigor mental do revolucionário abolicionista permanecia irretocável, todavia o seu corpo não mais respondia com tanta vontade. Em 1882, o diabetes já dificultava sua locomoção. Na manhã de 24 de agosto daquele mesmo ano, Gama perdeu a fala e, mesmo diante dos esforços de mais de vinte médicos, faleceu naquela mesma tarde, aos 52 anos de idade.</p>
<p>Nunca antes tinha se visto tamanha quantidade de pessoas em um cortejo fúnebre na cidade de São Paulo. As ruas foram enfeitadas como nas mais importantes datas festivas do ano e o comércio cerrou as portas em sinal de luto. Brancos, negros, pobres e ricos, anônimos e figuras ilustres, muitos foram aqueles que acompanharam o féretro de Luiz Gama. Entre paradas e discursos, o povo conduziu o corpo do herói abolicionista por mais de três horas, de sua casa, onde esteve sendo velado, até o Cemitério da Consolação. Sobre o seu caixão, juraram todos manter viva a luta em favor da abolição da escravidão e pelo fim da monarquia.</p>
<p>Luiz Gama legou à causa antiescravagista o Centro Abolicionista, com forte participação de seu amigo Antônio Bento, que tinha como presidente Alcides Lima. Alguns dias antes de sua morte, foi publicado o primeiro jornal do Centro, o</p>
<p>Sob a inspiração e influência de Luiz Gama, seu amigo, o advogado e maçom Antonio Bento de Souza e Castro organizou os</p>
<p>Luiz Gama, poeta, jornalista e advogado, defensor dos oprimidos, pobre por opção, é o patrono da cadeira nº 15 da Academia Paulista de Letras.</p>
<p><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Meu filho,<br />
Dize a tua mãe que a ela cabe o rigoroso dever de conservar-se honesta e honrada; que não se atemorize da extrema pobreza que lego-lhe, porque a miséria é o mais brilhante apanágio da virtude.<br />
Tu evitas a amizade e as relações dos grandes homens; porque eles são como o oceano que aproxima-se das costas para corroer os penedos.<br />
Sê republicano, como o foi o Homem-Cristo. Faze-te artista; crê, porém, que o estudo é o melhor entretenimento, e o livro o melhor amigo.<br />
Faze-te apóstolo do ensino, desde já. Combate com ardor o trono, a indigência e a ignorância. Trabalha por ti e com esforço inquebrantável para que este país em que nascemos, sem rei e sem escravos, se chame Estados Unidos do Brasil.<br />
Sê cristão e filósofo; crê unicamente na autoridade da razão, e não te alies jamais a seita alguma religiosa. Deus revela-se tão somente na razão do homem, não existe em Igreja alguma do mundo.<br />
Há dois livros cuja leitura recomendo-te: a Bíblia Sagrada e a Vida de Jesus por Ernesto Renan.<br />
Trabalha e sê perseverante.<br />
Lembra-te que escrevi estas linhas em momento supremo, sob a ameaça de assassinato. Tem compaixão de teus inimigos, como eu compadeço-me da sorte dos meus.<br />
Teu pai, Luiz Gama</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">. (trechos da Carta de Luiz Gama ao filho Benedito Graccho, 1870).</span></span></span></span></p>
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		<title>22 de dezembro de 1988: O assassinato do seringueiro Chico Mendes</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 12:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chico, foi o mais importante ativista ambiental brasileiro. Sua luta pela preservação da Amazônia foi a causa do assassinato. Já vinha sendo ameaçado de morte e não tinha mais vida pessoal. Não dormia dois dias seguidos na mesma casa, além da proteção permanente de dois PMs, cortesia do governo do Acre. Mas o desejo de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Chico_Mendes_1988.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15557" title="Chico_Mendes_1988" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Chico_Mendes_1988.jpg" alt="" width="142" height="172" /></a>Chico, foi o mais importante ativista ambiental brasileiro. Sua luta pela preservação da Amazônia foi a causa do assassinato. Já vinha sendo ameaçado de morte e não tinha mais vida pessoal. Não dormia dois dias seguidos na mesma casa, além da proteção permanente de dois PMs, cortesia do governo do Acre.</p>
<p>Mas o desejo de rever a mulher e os três filhos falou mais forte que as preocupações de segurança. Naquele dia, antes de jantar, resolveu tomar um banho, e os PMs ficaram dentro da casa. Os assassinos Darly e Alvarinho Alves cumpriram a promessa. O líder seringueiro já circulava nos meios ligados à ecologia no exterior, sempre denunciando o desmatamento da Amazônia.</p>
<p><strong>União dos Povos da Floresta</strong></p>
<p>Chico Mendes ficou internacionalmente conhecido ao ser condecorado pela ONU, no dia 5 de junho de 1987, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. Foi líder do movimento que busca unir os interesses dos índios e seringueiros em defesa da floresta graças à criação de reservas extrativistas.<br />
Seu velório transcorreu sob tensão e perplexidade. Para que não morra sua luta em defesa da Amazônia e dos povos da floresta, foi criado o Comitê Chico Mendes, formado no Acre por 24 entidades não-governamentais, sindicais e de estudantes.</p>
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		<title>O arbitrário Ato Institucional nº 5 &#8211; 43 anos.</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 20:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ditadura militar no Brasil começou em 1964, com a deposição do presidente João Goulart e a tomada do poder pelos militares, que então começaram a baixar os atos institucionais, que centralizavam cada vez mais a administração e a política brasileira. Mas dos 17 atos expeditos entre 1964 e 1969, nenhum foi mais arbitrário que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/AI5.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15402" title="AI5" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/AI5.jpg" alt="" width="249" height="167" /></a>A <span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;">ditadura militar no Brasil</span> </span>começou em 1964, com a deposição do presidente João Goulart e a tomada do poder pelos militares, que então começaram a baixar os atos institucionais, que centralizavam cada vez mais a administração e a política brasileira. Mas dos 17 atos expeditos entre 1964 e 1969, nenhum foi mais arbitrário que o Ato Institucional nº 5.</p>
<p>Mais que um instrumento de governo, o AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968 durante o governo do general Costa e Silva foi uma ordem para acabar com a liberdade democrática até então <em>aceita</em> pelos militares.</p>
<p>A <span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;">Frente Ampla</span></span>, liderada pelo ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda, desde 1966 já se organizava contra os militares e tinha entre seus correligionários os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart. E em 1968 as manifestações estudantis apoiadas por setores da classe média e da Igreja estouravam em várias capitais do Brasil. Em julho aconteceu a primeira greve operária do Regime Militar, em Osasco.</p>
<p>É importante citar que tanto os envolvidos com a Frente Ampla, quanto a classe média e a Igreja eram favoráveis à instalação do Regime Militar em 1964. Mas em 1968 já militavam juntos a favor do fim de Regime. É que no início da década de 1960 o <em>perigo comunista</em> rondava o Brasil, e era preciso acabar com o <em>mal</em>, daí o apoio inicial dado aos militares por estes setores da sociedade e estes políticos.</p>
<p>Só que os militares acabaram gradativamente com a democracia no país. A <em>gota d’água</em> foi o pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara dos Deputados, nos dias 2 e 3 de setembro, lançando uma campanha para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de setembro e para que as moças, <em>ardentes de liberdade</em>, se recusassem a sair com oficiais brasileiros. Costa e Silva, atendendo ao pedido de seus pares militares e do Conselho de Segurança Nacional, declarou que estes pronunciamentos eram &#8220;ofensas e provocações irresponsáveis e intoleráveis&#8221;.</p>
<p>A imposição do AI-5:</p>
<p>Os militares pediram ao Congresso a cassação de Márcio Moreira Alves e de outro deputado, Hermano Alves, que tinha escrito em outras ocasiões uma série de artigos no Correio da Manhã considerados <em>provocativos</em> pela alta cúpula militar. Foram dias tensos no cenário político nacional, e no dia 12 de dezembro os deputados do <span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;">MDB</span></span> conseguiram rejeitar, com apoio até dos deputados da <span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;">ARENA</span></span>, o pedido feito pelos militares de processar os dois deputados.</p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ato-Institucional-5-01.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15403" title="Ato Institucional 5 01" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ato-Institucional-5-01.jpg" alt="" width="300" height="209" /></a>No dia seguinte, ao baixar o AI-5, além da liberdade democrática os militares acabavam também com a liberdade de grande parte da população. Nas palavras dos responsáveis, o AI-5 considerava que…</p>
<p><em>&#8220;(…) assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do país comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária.&#8221;</em>Na prática, o AI-5 dava plenos poderes ao presidente da República</p>
<p>- Decretar o recesso do Congresso Nacional;<br />
- Intervir nos estados e municípios;<br />
- Cassar mandatos parlamentares;<br />
- Suspender, por dez anos, os direitos políticos de qualquer cidadão;<br />
- Decretar o confisco de bens considerados ilícitos, e<br />
- Suspender a garantia do habeas-corpus.</p>
<p>As medidas arbitrárias:</p>
<p>No mesmo dia o Congresso foi fechado, e instalou-se no país o chamado regime de excessão. Plena liberdade de atuação para os oficiais do Serviço Nacional de Informações (SNI), repressão a artistas, professores, estudantes, profissionais liberais como um todo, e qualquer outro elemento que fosse considerado subversivo, independente da ocupação e da orientação política ou religiosa. A Igreja Católica, por exemplo, tinha em suas fileiras padres que militavam a favor dos Direitos Humanos. Muitos padres foram presos e torturados pelo regime militar justamente por isso.</p>
<p>Jornalistas foram presos, havia a censura na imprensa, e alguns jornais, em protesto, saíam com folhas inteiras em branco, em uma clara demonstração que ali, naquele espaço, estaria escrita uma crítica aos militares. Artistas tinham suas obras censuradas, gravavam as músicas mas eram proibidos de tocá-las nas rádios, peças de teatro eram canceladas, até roteiros de novelas passaram a depender da liberação dos censores para ir ao ar.</p>
<p>Esta época talvez seja a mais vergonhosa da recente História brasileira, e divide opiniões até hoje. Alguns acham que as pessoas que deixaram o país por conta própria – vários artistas saíram do país, e até mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, porém filho de militar, se <em>auto-exilou -</em> deveriam ter permanecido no Brasil e lutado juntamente com os guerrilheiros, os estudantes e os religiosos que aqui ficaram pelo fim da Ditadura.</p>
<p>Já outras pessoas entendem que a permanência de determinadas pessoas com certeza levariam-nas à morte. O ex-governador Leonel Brizola, por exemplo, era o maior articulador político dos movimentos de esquerda na época, e teve que fugir do país vestido de mulher, para não ser reconhecido. É o que contam, mas esta é uma informação que carece de fontes seguras, ou seja: virou lenda, e ninguém sabe dizer se foi verdade.</p>
<p>Em 1978, o então presidente Ernesto Geisel acabou com o AI-5</p>
<p>Infelizmente, muitos brasileiros perderam a vida nas mãos dos militares. Até hoje, muitas famílias esperam notícias de seus entes que simplesmente sumiram na época e nunca mais foram encontrados. Apesar da Ditadura Militar não existir mais no Brasil, suas sombras ainda assustam àqueles que olham para o passado.</p>
<p>Outras fontes:</p>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></span> <span style="text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;">sobre os Atos Institucionais</span></span></span> / <span style="text-decoration: underline;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;">sobre o AI-5</span></span></span> / Ambas do site do FGV – CPDOC. e instaurou o <em>habeas-corpus</em>. Mesmo assim, os órgãos de censura continuaram atuando, até a plena reabertura política em 1985. Pelo menos as prisões não eram feitas mais de forma arbitrária. Movimentos pela anistia começaram tímidos, mas logo tomaram o país, e muitos que estavam fora do Brasil puderam voltar para ajudar na campanha das Diretas Já no começo da década de 1980.</p>
<p>, que em caráter excepcional, sem depender da aprovação judicial, poderia:</p>
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		<title>REVOLTA DA CHIBATA</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 12:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Mesmo depois da Lei Áurea ser assinada o tratamento para os marinheiros era de escravidão. Quando o torturador açoitava o marinheiro, amarrado e desprotegido, chegava a arrancar pedaços de sua carne. &#160; Era uma época em que a marinha era tida como órgão disciplinador. Seus marinheiros eram homens indicados pela polícia (desocupados, malfeitores e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&nbsp;</p>
<p></strong><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/revolta-da-chibata.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15259" title="revolta-da-chibata" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/revolta-da-chibata.jpg" alt="" width="244" height="300" /></a>Mesmo depois da Lei Áurea ser assinada o tratamento para os marinheiros era de escravidão. Quando o torturador açoitava o marinheiro, amarrado e desprotegido, chegava a arrancar pedaços de sua carne.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era uma época em que a marinha era tida como órgão disciplinador. Seus marinheiros eram homens indicados pela polícia (desocupados, malfeitores e criminosos).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em viagem à Inglaterra (possuidora da marinha melhor organizada e aparelhada do mundo) para aprender a lidar com novas embarcações e armamentos, marinheiros brasileiros conheceram o politizado proletário inglês e revoltas que garantiram boas condições de trabalho aos tripulantes da marinha inglesa. Essa viagem fez fermentar nos brasileiros idéias de insubordinação e luta contra suas condições de trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começaram então a surgir comentários sobre organizações de revoltas. Uma noite, depois de um ritual de açoite no navio Bahia, um bilhete foi encontrado junto à porta do camarote do comandante. Trazia a exigência de que se findassem os maus tratos à tripulação e continha uma ameaça: &#8220;Ninguém é escravo de oficiais e chega de chibata. Cuidado.&#8221; No fim a assinatura: &#8220;Mão Negra&#8221;. Era o marinheiro Francisco Dias Martins.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A revolta estava combinada, ocorreria no dia 24 ou 25 de novembro de 1910, mas a condenação de um marinheiro a 250 chibatadas, dez vezes mais que o permitido pela legislação da marinha, levou a sua antecipação para o dia 22.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao ser dado o sinal para o início da revolta os marinheiros se posicionaram sem afobação, cada canhão estava guarnecido por cinco marujos com ordem de atirar para matar contra todo aquele que tentasse impedir o levante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marinheiros enfrentaram o comandante e seus protegidos em uma luta de canos e baionetas a bordo do Minas Gerais. Terminado o combate no convés, João Cândido, líder da revolta, ordenou que se disparasse um tiro de canhão 47 milímetros como sinal de alerta aos outros navios revoltados. Os holofotes do Minas Gerais iluminaram o Rio de Janeiro. Através do rádio a revolta foi comunicada e se pediu o fim dos castigos corporais.<br />
<strong><span style="font-size: medium;">&nbsp;<br />
O recrutamento militar<br />
</span></strong></p>
<p>Desde o período colonial, o recrutamento de soldados e marinheiros era feito de maneira particularmente violenta. Para começar, o recrutamento era forçado, arbitrário e recaía sobre pessoas de origem humilde, que não tinham como se defender. Os que dispunham de alguma fortuna compravam sua isenção do serviço militar. Além disso, os homens recrutados eram submetidos a constantes violências, que incluíam desde uma péssima alimentação até castigos corporais.<br />
<strong><span style="font-size: medium;">A rebelião<br />
</span></strong></p>
<p>A Revolta da Chibata ocorreu na Marinha. Em comparação com o Exército, a Marinha era tradicionalmente elitizada, e a distância entre oficiais e marinheiros era muito maior do que a existente entre postos análogos no Exército. Desde meados do século XIX, o tratamento humilhante e violento na Marinha vinha sendo questionado sem nenhum resultado concreto. Com o advento da República, cuja história iniciou-se um ano após a abolição, aquela forma de tratamento que vinha do Império era insustentável. Contudo, foi necessária uma rebelião ameaçadora dos marinheiros para que a Marinha adotasse medidas disciplinares menos brutais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A rebelião ocorreu em 1910. Nesse ano, o marinheiro Marcelino Rodrigues Meneses, que servia na belonave Minas Gerais, fora condenado a 250 chibatadas. Seus companheiros &#8211; obrigados, como de costume, a assistir ao castiga &#8211; não se contiveram e, na noite de 22 de novembro, se rebelaram. Os outros três navios (São Paulo, Bahia e Deodoro) estacionados na Guanabara aderiram. O líder da revolta foi o marinheiro João Cândido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embora tenha sido precipitada pelo castigo de Meneses, a revolta já vinha sendo preparada havia muito tempo. Assim, os rebeldes estavam razoavelmente organizados, o que lhes permitiu dominar com rapidez os quatro navios. O comandante do Minas Gerais, Batista Neves, foi morto, juntamente com outros oficiais. Também houve mortes do lado dos marinheiros.<br />
<strong><span style="font-size: medium;">A repressão<br />
</span></strong></p>
<p>O objetivo da revolta era simples, conforme declarou o cabo Gregório do Nascimento, que assumiu o comando do navio São Paulo: conseguir o fim do castigo corporal e melhorar a alimentação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>João Cândido enviou pelo rádio uma mensagem ao Catete, ameaçando bombardear a cidade e os navios que não haviam aderido à revolta, caso suas reivindicações não fossem imediatamente atendidas. O presidente era Hermes da Fonseca, recém-empossado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O governo estava sem alternativas, pois os canhões estavam apontados para a cidade. Assim, por iniciativa de Rui Barbosa, na época senador, foi proposto e aprovado um projeto que atendia aos marinheiros e lhes concedia anistia. Com isso, os revoltosos depuseram as armas e se submeteram às autoridades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém as concessões do governo ficaram no papel. Os novos comandantes nomeados para os navios revoltados ordenaram a prisão de João Cândido e seus companheiros, muitos dos quais morreram numa masmorra na ilha das Cobras. Desse modo, os oficiais e o governo se vingaram dos marinheiros que ousaram revoltar-se. João Cândido, no entanto, conseguiu sobreviver a todas as atrocidades, sendo enfim absolvido em julgamento realizado em 1912. Conhecido como Almirante Negro, João Cândido faleceu em 1969.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Revolta da Chibata pode ser encarada como mais um daqueles momentos em que a sociedade, ou pelo menos parte dela, dá um basta aos absurdos cometidos pelo poder instituido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagine! 1910 e os marinheiros da Marinha Brasileira eram castigados pelos seus superiores com surras de chibata!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os baixos salários, a péssima alimentação e os castigos corporais vinham a algum tempo gestando a revolta. A condenação do marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes a uma surra de 250 chibatadas precipitou o conflito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Liderados pelo marinheiro negro João Cândido, &#8220;o Almirante Negro&#8221; como ficou conhecido, os marinheiros rebelados na Baía da Guanabara tomaram quatro dos maiores navios de guerra brasileiros e ameaçaram bombardear a Capital Federal. Exigiam melhor alimentação e o fim dos castigos corporais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vitoriosos no seu entento, o Congresso Nacional aprovou o fim da chibata. A repressão ao movimento contudo, veio traiçoeiramente. Os rebelados, que haviam sido anistiados pelo Congresso Nacional, acabaram ilegalmente presos pelogoverno &#8211; Hermes da Fonseca era presidente &#8211; e acabaram muitos deles mortos nas msmorras da ilha das Cobras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>João Cândido sobreviveu falecendo na miséria em uma favela do Rio de Janerio no ano de 1969.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A canção a seguir foi a homenagem de João Bosco e Aldir Blanc a este herói popular que apesar da repressão e da marginalização impostas pelo Estado, conseguiu seu intento de jovem e a preservação moral de sua imagem.<br />
<strong><span style="font-size: medium;">O Mestre-sala dos mares<br />
</span></strong></p>
<p>Há muito tempo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas águas da Guanabara</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O dragão do mar reapareceu,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na figura de um bravo marinheiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A quem a história não esqueceu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conhecido como almirante negro,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tinha a dignidade de um mestre-sala,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E ao acenar pelo mar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na alegria das regatas, foi saudado no porto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela mocinhas francesas,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jovens polacas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E por batalhões de mulatas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rubras castatas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jorravam das costas dos negros</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre cantos e chibatas,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inundando o coração</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do pessoal do porão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que a exemplo do marinheiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gritava!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Glória aos piratas, às mulatas,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Às sereias!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Glória à farofa, à cachaça,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Às baleias!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Glória a todas as lutas inglórias</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que através da nossa história</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não esquecemos Jamais!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Salve o navegante negro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que tem por monumento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As pedras pisadas do cais&#8230;</p>
<p>Saiba mais&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/cultura/musica-rende-homenagem-a-joao-candido-o-almirante-negro/">Musica rende homenagem ao Almirante Negro</a></p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/clovis-moura-o-que-foi-a-revolta-da-chibata/">Clovis Moura e a Revolta da Chibata</a></p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/historia/joao-candido-da-revolta-da-chibata-heroi-da-patria/">João candido Heroi da Patria</a></p>
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		<title>Povos Tradicionais de Terreiros</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 10:28:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/oficina-povos-de-terreiro-maior.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-15132" title="oficina-povos-de-terreiro-maior" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/oficina-povos-de-terreiro-maior-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Foi divulgado o resultado dos selecionados para participar da I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros. O evento, realizado pelo Ministério da Cultura, acontecerá de 27 a 30 de novembro, em São Luís, capital do estado do Maranhão. Foram abertas 140 vagas exclusivas para representantes de Povos Tradicionais de Terreiros, sendo 40 para participantes do Maranhão e 100 para pessoas de outros estados do país. Foram reservadas também vagas para gestores públicos e acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins.</p>
<div>
<p>A oficina é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), além da Comissão Nacional de Povos de Terreiros, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA), a Secretaria da Igualdade Racial do Maranhão (SEIR/MA)  e a Prefeitura de São Luis (FUNCMA).</p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/culturaviva/wp-content/uploads/2011/11/Resultado-Povos-de-Terreiros-preliminar-final.pdf" target="_blank">Confira a relação dos selecionados</a></p>
</div>
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		<title>Luiz Manfredini lança Memória de Neblina</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 23:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O jornalista e escritor curitibano Luiz Manfredini lança, no próximo dia 24, o romance Memória de Neblina. Junto com o anterior, As moças de Minas, compõe um largo painel das encruzilhadas da juventude dos anos 60, onde se misturam utopias de transformação do mundo com arroubos lúdicos de uma adolescência ainda carregada de infância. Num...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/convite_memoria.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-15080" title="convite_memoria" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/convite_memoria-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O jornalista e escritor curitibano Luiz Manfredini lança, no próximo dia 24, o romance <em>Memória de Neblina</em>. Junto com o anterior, <em>As moças de Minas</em>, compõe um largo painel das encruzilhadas da juventude dos anos 60, onde se misturam utopias de transformação do mundo com<br />
arroubos lúdicos de uma adolescência ainda carregada de infância.</p>
<p>Num tempo de trevas, sob a ditadura militar, os meninos e meninas de <em>Memória de Neblina </em>convivem com sonhos e pesadelos. Hilários, dramáticos, amorosos, radicais, lutam e brincam a um só tempo, semeiam sua revolução e picham muros com poemas. <em>Memória de Neblina </em>é, sobretudo, um elogio ao pensamento humanista e transformador.</p>
<p>Luiz Manfredini é veterano jornalista de Curitiba. Trabalhou em O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e revista ISTOÉ, entre outros órgãos de imprensa. É colunista do portal Vermelho e membro do Conselho Editorial da revista Princípios, editada em São Paulo.<br />
SERVIÇO:</p>
<p>Data: 24/11/2011</p>
<p>Local: Palácio dos Leões – Av. João Gualberto, 570 &#8211; Curitiba &#8211; Paraná.</p>
<p>Hora: das 19 às 22 horas.<strong></strong></p>
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		<title>Programação cultural marca mês da Consciência Negra em João Pessoa</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/programacao-cultural-marca-mes-da-consciencia-negra-em-joao-pessoa/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 12:16:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O dia da Consciência Negra só é comemorado no dia 20 de novembro, mas em João Pessoa há eventos em alusão à igualdade racial durante todo o mês. A programação inclui atividades em vários bairros, começando nesta terça-feira (8) com oficinas de identidade negra e cultura afrobrasileira, que incluem aulas de dança, estética e cultura....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/001aconciencianegra.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-15038" title="001aconciencianegra" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/001aconciencianegra.bmp" alt="" /></a>O dia da Consciência Negra só é comemorado no dia 20 de novembro, mas em João Pessoa há eventos em alusão à igualdade racial durante todo o mês. A programação inclui atividades em vários bairros, começando nesta terça-feira (8) com oficinas de identidade negra e cultura afrobrasileira, que incluem aulas de dança, estética e cultura.</p>
<p>Também estão inseridos no evento cursos sobre saúde e direitos sexuais, um seminário de difusão das religiões de matriz africana e um congresso de mulheres capoeiristas. O evento é realizado pela diretoria de Organização Comunitária e Participação Popular (Dipop), com apoio da Prefeitura de João Pessoa. A programação completa pode ser consultada no site<a href="http://www.joaopessoa.pb.gov.br/" target="_blank">www.joaopessoa.pb.gov.br</a>.</p>
<p>Para Simone Cavalcante, integrante da comissão organizadora, o mês da Consciência Negra pretende dar visibilidade à contribuição da população negra em todo Brasil.</p>
<p>&#8220;Neste sentido, vamos refletir também sobre as relações etnicorraciais, da promoção da igualdade racial e o fortalecimento das práticas antirracistas para construir uma cultura de paz e respeito à diversidade étnica”, explicou. Segundo ela, outro ponto de importância da programação do Novembro Negro é a busca de políticas públicas mais efetivas na saúde, na educação e no desenvolvimento social.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Em artigo, Martinho da Vila defende Orlando Silva</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 21:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em artigo publicado no jornal O Dia, o consagrado sambista Matinho da Vila defende o ex-ministro do Esporte Orlando Silva e lembra: &#8220;Não dê ouvidos às intrigas e calúnias; só a árvore que produz frutos é que se vê apedrejada, para deixá-los cair. À árvore estéril ninguém dá importância e a calúnia pode ser uma...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/martinho2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15001" title="martinho" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/11/martinho2.jpg" alt="" width="106" height="150" /></a>Em artigo publicado no jornal <em>O Dia</em>, o consagrado sambista Matinho da Vila defende o ex-ministro do Esporte Orlando Silva e lembra: &#8220;Não dê ouvidos às intrigas e calúnias; só a árvore que produz frutos é que se vê apedrejada, para deixá-los cair. À árvore estéril ninguém dá importância e a calúnia pode ser uma honra para quem a recebe&#8221;. Martinho apoia Aldo Rebelo, mas disse ter ficado com a saída de Orlando Silva.<strong><span style="font-size: large;"> </span></strong><br />
Leia abaixo a íntegra do artigo.</p>
<p><strong>Salve, meu anjo da guarda!<br />
</strong><br />
No horóscopo chinês, sou do signo de Tigre, e no ocidental, de Aquário. Na religião afro, todos têm um orixá de cabeça, um de costa e um de frente. Para saber qual é o seu santo protetor, caríssimo leitor, terás que submeter-se a um jogo de búzios. Convém consultar três babalorixás ou ialorixás para confirmar. No judaísmo e no catolicismo, todos têm um anjo da guarda e um arcanjo. Fazendo o exercício do livro dos anjos é possível saber qual nos protege.</p>
<p>Por Martinho da Vila</p>
<p>Dona Ivone Lara me disse que tenho de me lembrar sempre do meu anjo da guarda para ele não esquecer de mim. Disse também que quem tem um protetor forte sai ileso das situações mais embaraçosas e não entra em fria. Meu santo-forte é poderoso e já me livrou de muitas situações difíceis — como podem observar em três ocasiões que vou citar, que poderiam me deixar mal, mas eu fiquei numa boa.</p>
<p>Na primeira, quando era sargento do Exército, ia viajar para o Oriente Médio e, na última hora, fui cortado do Batalhão Suez. Fiquei chateado, mas depois feliz porque, com o corte, escapei de sofrer com a Guerra dos Seis Dias. Na segunda, na hora do embarque, fui transferido do voo do avião da Varig que caiu em Orly e todos os passageiros morreram. Na terceira, escapei de ser vítima do humor sarcástico de algum cronista sensacionalista, vejam só: pretendia fazer uma escolinha de futebol lá na terra do Arouca, que joga pelo Santos do Neymar, e ia inscrever o Instituto Cultural Martinho da Vila no programa Segundo Tempo da Secretaria Nacional de Esporte Educacional, com o objetivo de formar outros Aroucas em Duas Barras. Como o ICMV vai passar por uma reforma e está com as atividades suspensas, pensando bem, achei melhor esperar a conclusão das obras da sede e, depois de retomada as atividades, batalhar pela escolinha.</p>
<p>Creio que foi um anjo que me guiou para tal decisão porque, mesmo se eu tivesse conseguido o patrocínio, o campo não estaria pronto e um comentarista político maldoso poderia soltar o verbo pra cima de mim, possivelmente assim: &#8220;Sambista filiado ao PCdoB, amigo do Orlando Silva, que já fez festa de aniversário para o ministro em sua residência na Barra e que já o hospedou em sua fazenda, recebeu dinheiro do Programa Segundo Tempo do Ministério dos Esportes e não fez nada&#8221;.</p>
<p>É… meu santo é mesmo forte. Meu anjo da guarda está sempre de plantão, e meu arcanjo não dorme. O comentário seria uma calúnia, pecado que deveria ser classificado como capital, mas eu nem iria me amofinar e permaneceria com o meu sorriso aberto porque está escrito: &#8220;Não dê ouvidos às intrigas e calúnias; só a árvore que produz frutos é que se vê apedrejada, para deixá-los cair. À árvore estéril ninguém dá importância e a calúnia pode ser uma honra para quem a recebe&#8221;. Continuo sorrindo porque o correto Aldo Rebelo assumiu a pasta, mas fiquei triste com a queda do ministro Orlando Silva.</p>
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		<title>&#8220;Época&#8221; de macarthismo</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/epoca-de-macarthismo/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 19:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A revista Época, de 24 de outubro, estampa na capa um insulto infame ao Partido Comunista do Brasil, vinculando-o à prática de corrupção. Ante o estardalhaço da capa, a expectativa é de que em suas páginas houvesse fatos, provas que atestassem a demolidora acusação. Mas, quando a folheamos o que se lê é uma matéria...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/10/epoca.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-14854" title="epoca" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/10/epoca-122x150.jpg" alt="" width="122" height="150" /></a>A revista Época, de 24 de outubro, estampa na capa um insulto infame ao Partido Comunista do Brasil, vinculando-o à prática de corrupção. Ante o estardalhaço da capa, a expectativa é de que em suas páginas houvesse fatos, provas que atestassem a demolidora acusação. Mas, quando a folheamos o que se lê é uma matéria oca, tão falsa quanto artificial. Época é reveladora da histeria macarthista presente na verdadeira &#8220;caçada&#8221; que o monopólio midiático e os reacionários empreendem contra o PCdoB desde o último 15 de outubro.</p>
<p>Na história brasileira toda vez que a direita recorreu ao anticomunismo, além de procurar &#8220;aniquilar&#8221; o Partido Comunista em virtude do seu crescimento ou de sua resistência à tirania, sempre usou esse ataque como estratagema para golpear governos democráticos e a própria democracia.</p>
<p>Uma &#8220;gota&#8221; de história basta como exemplo. Em 1947-1948 o macarthismo &#8220;tropical&#8221; comandado pelo general Dutra cassou o mandato da bancada comunista e depois o próprio registro da histórica legenda de 1922. O Partido Comunista do Brasil de então florescia, expandia-se. Em seguida, o governo do general sufocou temporariamente a onda democrática do pós-guerra e impôs um período de autoritarismo e retrocesso democrático.</p>
<p>Isso se repete agora. A direita reacionária recorre ao seu atávico anticomunismo para satanizar o PCdoB, justamente porque ele ganha crescente força política e social e se qualifica como um Partido revolucionário e contemporâneo. Mas, essa investida para enlamear a legenda comunista e desmoralizar o ministro Orlando Silva faz parte da tática da direita para golpear o governo da presidenta Dilma Rousseff, justamente quando ela lidera com êxito os efeitos da crise capitalista sobre o país, procurando defender a economia nacional e os direitos dos trabalhadores.</p>
<p>O texto da revista mais parece uma sentença lavrada por um pretenso jornalismo que se julga &#8220;togado&#8221; do que propriamente uma reportagem. Seu primeiro parágrafo, no entanto, é esclarecedor. &#8220;O Brasil sempre foi o país do futebol. Na última década, tornou-se o país do petróleo e das Olimpíadas. Nas três categorias reina um partido que saiu da clandestinidade nos anos 1980 para se acomodar no centro do projeto petista de poder&#8221;.</p>
<p>Fica nítido que o campo político reacionário do qual Época é instrumento não &#8220;engole&#8221; que as forças progressistas tenham chegado ao governo da República. Muito menos aceita que o PCdoB exerça responsabilidade de relevo no governo da República. Época rejeita as regras da democracia. Sua leitura macarthista da realidade não admite que o PCdoB em decorrência de sua força política e social, de sua respeitabilidade proveniente de 90 anos de história, da competência, da honestidade e do talento de seus quadros tenha um papel de destaque na vida institucional do país.</p>
<p>É cínico que a revista recorra a dois &#8220;cientistas políticos&#8221; tão inexpressivos quanto tacanhos para lavrar um diagnóstico de que o PCdoB teria abandonado suas convicções revolucionárias. Bem diz a sabedoria popular que &#8220;não se atira pedras em cachorro morto&#8221;. Atacam-no porque ele soube renovar-se, se colocar à altura da luta de classes que é travada na contemporaneidade. O queriam miúdo e à margem da história. Atacam-no justamente porque se fortalece armado com um Programa Socialista e uma política que respondem aos desafios do século XXI, mantendo e reavivando seus princípios e a identidade revolucionária. Se ele tivesse renegado seu compromisso com o povo, com o socialismo, é claro que não gastariam tanta munição contra ele. Aliás, a própria revista é obrigada a reconhecer a presença do Partido no movimento sindical e social como um todo, o trunfo de seu vínculo com a juventude e, ainda, sua capacidade de atrair personalidades da vida cultural do país.</p>
<p>A &#8220;bula&#8221; de Época, também, tenta achincalhar quadros do PCdoB. Descabela-se pela liderança que eles exercem. O ministro Orlando Silva deu uma dimensão importante a um Ministério que, praticamente, não existia. Sua atuação foi relevante para trazer a Copa e a Olimpíada para o Brasil. E a lisura com que enfrenta interesses poderosos que envolvem esses dois eventos e mesmo a cobiça pelo Ministério que cresceu com seu trabalho são motivações presentes nos ataques que ora recebe. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) com a gestão de Haroldo Lima ganhou uma vida nova. Teve atuação destacada na elaboração do marco regulatório do petróleo das camadas do Pré-Sal. Dinamizou a ANP com a atuação na área do biodiesel e dos biocombustíveis. Criou a superintendência de fiscalização que nos últimos anos reduziu muito positivamente os índices de adulteração de combustíveis. E com a realização de concursos públicos agregou talentosos recursos humanos à Agência. O deputado federal Aldo Rebelo também atacado pela revista é uma das lideranças mais respeitadas do Congresso Nacional. Diz a revista que Aldo, como relator do Código Florestal, teria se tornado um porta-voz dos ruralistas. Mentira da grossa, pois hoje ele é um político dos mais respeitados pelos os agricultores familiares, vez que defendeu os direitos dos pequenos proprietários.</p>
<p>O texto aproveita para jogar lama na União Nacional dos Estudantes (UNE). Tudo o que tem honra e tradição parece incomodá-la muito. Criminosamente, a revista faz ligação entre a compra da sede do PCdoB em São Paulo com a gloriosa entidade dos estudantes brasileiros. Criminosa, porque a acusação é lançada a esmo, de forma gratuita, sem nenhum indício. Contudo, o acusador é obrigado a se render à lisura da UNE: &#8220;A UNE também já foi alvo de denúncias, mas não consta que qualquer uma tenha resultado em condenação&#8221;.</p>
<p>Época se assemelha a certo tipo de imprensa do tempo da ditadura que disseminava o preconceito, e mesmo o ódio, contra comunistas. Bastava uma testemunha forjada ou torturada, bastava uma acusação, um &#8220;suposto&#8221; delito para se aniquilar pessoas e partidos. Hoje, determinados veículos dos monopólios midiáticos ganharam semelhança com tribunais de exceção. Sem provas, julgam, condenam, lavram sentença. E mais: se arrogam o direito de governar, de nomear e demitir.</p>
<p>Sexta-feira última, quando a presidenta Dilma Rousseff manteve Orlando Silva no posto de ministro do Esporte, era visível a tristeza de uma mídia que se julga &#8220;o poder dos poderes&#8221;. Dilma defendeu publicamente o PCdoB, lembrou que a democracia que o país hoje respira foi conquistada com a contribuição dos comunistas. Defendeu o ministro e sublinhou que a República da qual ela é presidente respeita e pratica a presunção da inocência. Em suma, lembrou que o país tem um governo legitimamente constituído e que a vida das pessoas e das instituições é regida pelo Estado democrático de direito.</p>
<p><em>Adalberto Monteiro, jornalista e poeta, é presidente da Fundação Maurício Grabois e editor da revista Princípios</em></p>
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		<title>O Brasil (ainda) não é um país democrático</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 00:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram muitos anos de luta. Muitas vidas ceifadas pela repressão formal e pela repressão de fato. Muitos brasileiros exilados. Muitos mais torturados, alguns até a loucura. A ditadura escancarada da camarilha burguesa foi deposta pelo menos duas vezes nos quase 90 anos de existência do PCdoB. Isso me orgulha muito. Eu me vejo nos guerrilheiros...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/10/democracia-falida.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-14822" title="democracia-falida" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/10/democracia-falida-150x150.jpg" alt="" width="110" height="110" /></a>Foram muitos anos de luta. Muitas vidas ceifadas pela repressão formal e pela repressão de fato. Muitos brasileiros exilados. Muitos mais torturados, alguns até a loucura. A ditadura escancarada da camarilha burguesa foi deposta pelo menos duas vezes nos quase 90 anos de existência do PCdoB. Isso me orgulha muito.</p>
<p>Eu me vejo nos guerrilheiros do Araguaia, nos aliancistas de 1935, nos que realizaram a conferência da Mantiqueira em 1942, que persistiram nos ideais marxistas-leninistas, persistiram na defesa do proletariado em 1962 e após 1991. Posso dizer que estou entre esses últimos, ainda que fosse criança à época.</p>
<p>Nos anos do auge do neoliberalismo, quantas passeatas, manifestações, ocupações? Eu mesmo participei de algumas, inclusive da ocupação da Assembléia Legislativa do Paraná em 2001, barrando a privatização da companhia paranaense de energia elétrica (Copel). Participei das campanhas de Lula em 2002 (quando me filiei ao PCdoB, com 19 anos de idade) e 2006. Participei com afinco da campanha pela eleição de Dilma Rousseff. Acredito na democracia. Acredito que é possível avançar, e muito – criei até o Correio Progressista para divulgar notícias e idéias favoráveis às lutas dos trabalhadores, mesmo que nem sempre iguais às que defendo.</p>
<p>Muito tempo dediquei à luta por um Brasil verdadeiramente democrático, em que o povo realmente possa determinar os rumos da nação. A saída de Orlando Silva Jr. do Ministério do Esporte, a despeito de todas as demonstrações de inocência, a despeito da total ausência de provas, me abalou. Sim, sinceramente, esse evento me abalou. Tenho consciência, porém, de que se trata apenas de um percalço em um caminho longo e tortuoso que levará ao socialismo. Ao fim da ditadura da burguesia.</p>
<p>Ditadura da burguesia? Sim. Ditadura da burguesia. Se não, vejamos: o povo elegeu Dilma Vana Rousseff para continuar e avançar nas mudanças iniciadas timidamente por Lula. Elegeu Dilma Rousseff inclusive para levar adiante a política implementada pelo Ministério do Esporte, comandado pelo PCdoB desde 2003. Uma política que levou muita transparência aos gastos públicos, e também conquistou a Copa 2014 e a Olimpíada 2016. Uma política democrática, que visa apenas a beneficiar a população brasileira – tanto é que muitos dos convênios firmados entre o ministério e prefeituras foram realizados justamente com administrações municipais comandadas pelo DEM e pelo PSDB, partidos que agora gritam contra os convênios celebrados pelo ministério.</p>
<p>Essa ditadura da burguesia, porém, permite que meia dúzia de empresas jornalística destituam ministros a seu bel prazer. Já foram 5 esse ano. Somente uma troca ministerial ocorreu para fazer avançar as políticas públicas (a do Ministério da Defesa). Todas as demais, apenas para saciar a sede de sangue de uma mídia que há muito já ultrapassou o nível de um Murdoch e seu The Sun. O Brasil é refém da burguesia. Através de seu braço midiático, essa camarilha, essa quadrilha de seqüestradores da vontade popular vem impondo demissão após demissão no governo Dilma – o objetivo é chegar à demissão da própria presidenta eleita com muito suor pelo povo.</p>
<p>Essa ira insana da quadrilha burguesa se elevou ainda mais frente ao Partido que efetivamente representa os interesses estratégicos das classes trabalhadoras no Brasil, no fim das contas, o interesse da própria sociedade brasileira. Capas e reportagens cheias de ódio, e vazias de conteúdo. Transcrições de gravações cujo áudio até hoje não foi apresentado. E, justamente no dia em que o principal pivô do escândalo midiático-burguês pela segunda vez fugiu de um depoimento, a vítima da perseguição sai do governo.</p>
<p>Orlando Silva Jr. saiu de cabeça erguida. Sabe-se inocente. Eu, no entanto, estou de cabeça baixa. Sei que é temporário. É só mais um percalço, muito menor que muitos outros que já apareceram pelo caminho. Porém, comovo-me com a sorte do meu país. Com a má sorte. O fado, em bom português. A sina. A sina de um país cujo povo não merece ficar refém da burguesia local e internacional. Não merece ficar refém da FIFA. Não merece ficar refém de Globo, Abril <em>et caterva</em>. É só mais um percalço, devo continuar firme na luta, pois essa é a solução. Continuarei. No Partido em que sempre militei. Com a dedicação que sempre tive. Mas, sinto-me comovido pela sina do meu povo.</p>
<p>Lutar é difícil. Sempre foi. Não devemos mudar de rumo – o socialismo continuará sendo nossa meta. Que será atingida. O PCdoB é forte e aguerrido. Mostrou sua unidade em uma luta difícil. É um Partido forte, porque sua militância é forte, unida, e convicta de que o socialismo é a única alternativa democrática para o Brasil. O povo saberá escolher quando chegar a hora. O povo, não a camarilha midiático-burguesa.</p>
<p>Autor: <a href="http://noticias.marxismo-online.com.br/leandro-arndt">Leandro Arndt</a></p>
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