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	<title>Brasil Cultura &#187; Literatura</title>
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	<description>O portal da cultura brasileira</description>
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		<title>Morre o escritor Yves Hublet</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 13:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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Noticia triste. O curitibano Yves Hublet ganhou destaque no Brasil em 2005 ao atacar a bengaladas o então deputado José Dirceu, que estava sendo processado por envolvimento no “mensalão”. A informação foi publicada no blog do Zé Beto.
Ele era escritor e morreu na segunda-feira (26.07) na capital federal em circunstâncias estranhas, segundo relato de seu editor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/yves.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-9065" title="YVES HUBLET/BENGALA/CÂMARA" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/yves.jpg" alt="YVES HUBLET/BENGALA/CÂMARA" width="246" height="400" /></a></p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">Noticia triste. O curitibano Yves Hublet ganhou destaque no Brasil em 2005 ao atacar a bengaladas o então deputado José Dirceu, que estava sendo processado por envolvimento no “mensalão”. A informação foi publicada no blog do Zé Beto.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">Ele era escritor e morreu na segunda-feira (26.07) na capital federal em circunstâncias estranhas, segundo relato de seu editor e amigo Airo Zamoner, da editora Protexto. Hublet completou 72 anos em abril passado.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">Segundo o editor, depois do episódio da bengalada, o escritor enfrentou vários problemas no país e mudou-se para a Bélgica, pois tinha dupla cidadania. ”Voltou em maio último para Curitiba a fim de tratar de um livro a ser publicado por minha Editora e para tratar de papéis de um casamento anterior, pois pretendia se casar novamente na Europa”, revela Zamoner.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">Segundo este, para retornar à Bélgica Yves Hublet foi até Brasília. ”Ao descer do avião foi preso em Brasília e ficou incomunicável”, segundo o editor. No presídio teria adoecido e foi hospitalizado, sob escolta.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">“Alegou-se que estava com câncer. Ele teria falado com uma assistente social e passou o telefone de uma ex-namorada de Curitiba de nome Solange. Foi ela quem recebeu telefonema de Brasília comunicando o falecimento do Yves. </p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">No Paraná, foi fundador da ACPAI – Associação Cultural Paranaense de Autores Independentes e seu presidente por duas gestões; também foi fundador, com o jornalista e compositor Cláudio Ribeiro, da UBE – União Brasileira de Escritores (seção Paraná) e seu primeiro presidente. Quando em sua residencia em Brasília, integrou a Diretoria do SEDF – Sindicato dos Escritores do DF. Reside na Bélgica, era correspondente para a Brasil Cultura.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">O corpo dele foi cremado por lá”, informa o editor Zamoner. Yves Hublet escreveu livros infantis como “A Grande Guerra de Dona Baleia” e “Artes &amp; Manhas do Mico-leão-dourado”, além de histórias em quadrinhos para a Editora Abril</p>
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/literatura/yves-hublet/">Saiba mais sobre o escritor</a></p>
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		<title>Prêmio Mais Cultura Pontos de Leitura do estado do Ceará</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/cultura/premio-mais-cultura-pontos-de-leitura-do-estado-do-ceara/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 12:14:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Inscrições prorrogadas até 5 de agosto selecionar 21 (vinte e uma) iniciativas culturais em
atividade de fortalecimento, estímulo e incentivo a leitura.
 

Aviso de prorrogação do prazo de inscrição

___________________________________________

Constitui objeto deste edital, selecionar 21 (vinte e uma) iniciativas culturais em
atividade de fortalecimento, estímulo e incentivo a leitura que comprovem possuir uma ou
mais das características abaixo:
a) promoção da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Logo-Ponto-de-Leitura.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-9056" title="Logo Ponto de Leitura" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Logo-Ponto-de-Leitura.jpg" alt="Logo Ponto de Leitura" width="394" height="400" /></a>Inscrições prorrogadas até 5 de agosto selecionar 21 (vinte e uma) iniciativas culturais em<br />
atividade de fortalecimento, estímulo e incentivo a leitura.<span id="more-9055"></span></p>
<p> </p>
<div>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/07/edital_prorrogacao_pontos_de_leitura_ce.pdf" target="_blank">Aviso de prorrogação do prazo de inscrição</a></div>
<h4><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/07/edital_prorrogacao_pontos_de_leitura_ce.pdf" target="_blank"></a></p>
<p>___________________________________________</h4>
<div>
<p>Constitui objeto deste edital, selecionar 21 (vinte e uma) iniciativas culturais em<br />
atividade de fortalecimento, estímulo e incentivo a leitura que comprovem possuir uma ou<br />
mais das características abaixo:<br />
a) promoção da leitura, contribuindo para o fomento da prática leitora;<br />
b) democratização do acesso gratuito aos livros, gibis e outros suportes de leitura;<br />
c) envolvimento e participação da comunidade na gestão da iniciativa segundo suas<br />
próprias necessidades de informação e fruição cultural;<br />
d) fomento à produção, ao intercâmbio e à divulgação de informações; e<br />
e) estímulo à formação de redes sociais e culturais.</p>
<p>Confira o Edital e os anexos:</p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/07/edital4.pdf" target="_blank">Edital</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/07/anexo-i.doc" target="_blank">Anexo I &#8211; Ficha de Inscrição</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/07/anexo-ii-termo-de-adesao-pessoa-fisica.doc" target="_blank">Anexo II &#8211; Termo de Adesão &#8211; Pessoa Fisica</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/07/anexo-ii-termo-de-adesao-pessoa-juridica.doc">Anexo II &#8211; Termo de Adesão &#8211; Pessoa Jurídica</a></p>
<p>Mais informações: (85) 3101. 6789 / (85) 3101. 6790 ou e-mail : <a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-admin/mai//">juliannelarens@secult.ce.gov.br</a></div>
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		<title>Edital Agentes de Leitura &#8211; Acre</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 01:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour &#8211; fem, no uso de suas atribuições e em parceria com o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Articulação Institucional &#8211; SAI, Diretoria de Livro, Leitura e Literatura &#8211; DLLL, torna público, para conhecimento dos interessados, o presente Edital que regulamenta o processo de inscrição, seleção e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/livros.bmp"></a><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/livros1.bmp"></a><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/feira-do-livro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-9026" title="feira do livro" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/feira-do-livro.jpg" alt="feira do livro" width="258" height="202" /></a>A <strong>Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour &#8211; fem</strong>, no uso de suas atribuições e em parceria com o Ministério da Cultura, através da <strong>Secretaria de Articulação<span id="more-9020"></span> Institucional &#8211; SAI, Diretoria de Livro, Leitura e Literatura &#8211; DLLL</strong>, torna público, para conhecimento dos interessados, o presente Edital que regulamenta o processo de inscrição, seleção e concessão de bolsas de complementação de renda relativas ao Projeto <strong>Agentes de Leitura</strong>,<strong> </strong>segundo as determinações do Acordo de Cooperação entre o Governo do Estado do Acre e o Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura, instituído pelo Presidente da República sob Decreto Federal nº 6.226, de 4 de outubro de 2007, com os seguintes objetivos:<br />
I &#8211; ampliar o acesso aos bens e serviços culturais e meios necessários para a expressão simbólica, promovendo a auto-estima, o sentimento de pertencimento, a cidadania, o protagonismo social e a diversidade cultural;</p>
<div>
<p>II &#8211; qualificar o ambiente social das cidades e do meio rural, ampliando a oferta de equipamentos e dos meios de acesso à produção e à expressão cultural; e</p>
<p>III &#8211; gerar oportunidades de trabalho, emprego e renda para trabalhadores, micro, pequenas e médias empresas e empreendimentos da economia solidária do mercado cultural brasileiro.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte:</strong> <a href="http://cultura.ac.gov.br/editais/" target="_blank">http://cultura.ac.gov.br/editais/</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/06/agentes_de_leitura_edital_e_anexos.doc" target="_blank">Confira aqui o edital e os anexos</a></p>
<p>Inscrições prorrogadas até 31 de agosto</p></div>
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		<title>FLIP anuncia programação da Casa da Cultura</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/cultura/flip-anuncia-programacao-da-casa-da-cultura/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 16:45:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Extensão da programação principal da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip – Casa da Cultura, que conta pelo segundo ano consecutivo com o apoio da Saraiva, ganha reforço extra este ano com a parceria do Instituto Itaú Cultural A Casa da Cultura irá exibir algumas obras da Coleção Brasiliana do Itaú e será palco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/logo_flip1.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-9018" title="logo_flip" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/logo_flip1.gif" alt="logo_flip" width="145" height="83" /></a>Extensão da programação principal da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip – Casa da Cultura, que conta pelo segundo ano consecutivo com o apoio da Saraiva, ganha reforço extra este ano com a parceria do Instituto Itaú Cultural A Casa da Cultura irá exibir algumas obras da Coleção Brasiliana do Itaú e será palco ainda de uma série de encontros entre escritores que será exibido no programa Jogo de Ideias, da TVE, com mediação do Claudiney Ferreira do Itaú Cultural. Estas entrevistas trarão à Casa da Cultura dois nomes da programação principal deste ano, o Benjamin Moser e o Berthold Zilly, além de outros ilustres convidados, como o Cristovão Tezza, Frei Betto, Luiz Ruffato, José Castello, Willian Gordon, entre outros.</p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p>A exposição da Brasiliana irá contemplar obras da coleção Cem Bibliófilos, além de livros de grandes escritores brasileiros ilustrados por reconhecidos artistas visuais. É o caso, por exemplo, de uma obra de Machado de Assis ilustrada por Candido Portinari, de um Affonso Arinos por Lívio Abramo, de um Mario de Andrade pelo Caribé, de Jorge Amado por Di Cavalcanti.</p>
<p> </p>
<p>Para esta edição, foram programados ainda a exibição dos documentários <em>Gilberto Freyre, o Cabral moderno</em>, do cineasta Nelson Pereira dos Santos, e <em>Dias de caiçara</em>, com registros inéditos da música e do estilo de vida dos habitantes praianos. Homenageado da Flip, Freyre também será tema do debate entre os historiadores Peter Burke, Joaquim Falcão e Rosa Maria Araújo. A convite da Global editora, o ator Dan Stulbach lerá trechos de um livro inédito de memórias de Freyre, <em>De menino a homem</em>, que será lançado na Flip. Outro lançamento na Casa da Cultura será o novo selo de ficção e não ficção da Editora Saraiva – o Benvirá.</p>
<p>Convidado para conduzir a Oficina Literária da Flip, o peruano Julio Villanueva Chang também estará presente na Casa da Cultura. No sábado, dia 07, dará uma palestra sobre o novo jornalismo literário. Já o escritor William Gordon vai conversar com o público sobre seu livro <em>O anão</em>, que será lançado pela Record.</p>
<p> </p>
<p>Os ingressos da FLIP – Casa da Cultura serão vendidos a R$ 10, apenas em Paraty, a partir do dia 4 de agosto, na bilheteria da FLIP e na Casa da Cultura (Rua Dona Geralda, 177 – Centro Histórico).</p>
<p>  </p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Programação Flip – Casa da Cultura</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></strong></p>
<p> </p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong><em>Mais informações no site da Flip: www.flip.org.br</em></strong><strong> </strong></p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=9017&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Edição Patativa de Assaré.</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/cultura/edicao-patativa-de-assare/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 12:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poetas, editores, produtores e pesquisadores que atuam com as culturas populares agora têm um prêmio para o desenvolvimento das suas produções, primeira ação de incentivo ao cordel desde a regulamentação da profissão, em 14 de janeiro. O Ministério da Cultura lança nesta terça-feira, dia 8 de junho, às 18h, em Juazeiro do Norte (CE), no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/patativa-do-assare.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8979" title="patativa-do-assare" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/patativa-do-assare.jpg" alt="patativa-do-assare" width="200" height="305" /></a>Poetas, editores, produtores e pesquisadores que atuam com as culturas populares agora têm um prêmio para o desenvolvimento das suas produções, primeira ação de incentivo ao cordel desde a regulamentação da profissão, em 14 de janeiro. O Ministério da Cultura lança nesta terça-feira, dia 8 de junho, às 18h, em Juazeiro do Norte (CE), no Centro Cultural do Banco do Nordeste Cariri (Rua São Pedro, 337), o Edital <strong>Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 &#8211; Edição Patativa de Assaré</strong>.</p>
<p>Serão selecionadas 200 iniciativas culturais vinculadas à criação e produção, pesquisa, formação e difusão da Literatura de Cordel e linguagens afins. Estão orçados R$ 3 milhões, distribuídos entre as iniciativas contempladas. As inscrições encerram-se dia 30 de julho de 2010.</p>
<p>O prêmio vem ressaltar a importância da Literatura de Cordel como patrimônio imaterial brasileiro, entendendo sua unicidade e papel fundamental na construção da identidade e da diversidade cultural brasileira. Podem concorrer poetas, repentistas, cantadores, emboladores, xilógrafos e demais artistas populares e profissionais da cultura em quatro categorias.</p>
<p>Na primeira categoria, voltada para a Criação e Produção, serão 100 prêmios, sendo 80 publicações de obra inédita ou reeditada em folheto de cordel no valor de R$ 7 mil cada, e 20 produtos artísticos formatados em livro, CD e DVD voltados para a literatura de cordel, xilogravura, repente, cantoria, coco, aboio e embolada no valor de R$ 22 mil cada.</p>
<p>Para a categoria de Pesquisa (dissertações de mestrado, teses de doutorado ou reedição de livros publicados até 30 de maio de 2010) serão contempladas 10 iniciativas, no valor de R$ 25 mil cada.</p>
<p>Outros 50 projetos serão contemplados na categoria de Formação, destinada tanto para a qualificação de profissionais como para a formação leitora do público em geral, através do Cordel (cursos, seminários, oficinas, dentre outras atividades sócio-culturais de caráter educativo). Serão 10 prêmios para a manutenção e ampliação de atividades existentes, no valor de R$ 25 mil cada e outros 40 para projetos novos<em>, </em>no valor de R$ 15 mil cada.</p>
<p>Aqueles que divulgam o cordel e suas manifestações afins também poderão concorrer ao prêmio nesta edição, na categoria Difusão, que beneficiará 40 propostas. Os projetos podem ser em formato de evento (festivais, mostras, de shows e espetáculos, feiras, etc.) ou de produto cultural (como jornais, revistas, programas de rádios e sites, entre outros). Em qualquer um dos formatos, os prêmios serão divididos da seguinte forma: 10 iniciativas<em> </em>existentes (manutenção e ampliação da programação), no valor de R$ 30 mil cada, e 30 novas iniciativas, no valor R$ 20 mil cada.</p>
<p>Podem participar Pessoas Físicas<strong> </strong>com comprovada atuação na área literária ou cultural e Pessoas Jurídicas de direito privado, com ou sem fins econômicos com no mínimo três anos de existência e comprovada atuação em atividades de cunho literário, artístico-cultural e/ou editoriais. Neste caso, a inscrição está aberta para as categorias de produção, formação e difusão. Cada candidato poderá inscrever até dois projetos, em categorias diferentes, podendo ser selecionado em apenas uma das categorias inscritas.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/cultura/patativa-do-assare/">Saiba mais sobre o Patativa do Assaré clicando aqui..</a>.</p>
<p>Confira o edital e os anexos:</p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/06/microsoft-word-edital-004-premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel-10-06.pdf" target="_blank">Edital</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/06/edital-004-premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel-anexo-i-formulario-de-inscricao.doc" target="_blank">Anexo I &#8211; Formulário de Inscricção</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/06/edital-004-premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel-anexo-i-i-formulario-recurso1.doc" target="_blank">Anexo II &#8211; Formulário de Recurso</a></p>
<p>Mais Informações: (61) 2024 2628 / 2631</p>
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		<item>
		<title>Flip terá duas novas atrações no sábado</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/cultura/flip-tera-duas-novas-atracoes-no-sabado/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 21:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A  8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre 04 e 08 de agosto na cidade do sul fluminense, terá duas novas atrações ao longo da programação do sábado, dia 07. Serão duas celebrações a mestres da literatura em língua portuguesa: Carlos Drummond de Andrade e José Saramago, falecido recentemente.
 
No tributo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/logo_flip.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-8972" title="logo_flip" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/logo_flip.gif" alt="logo_flip" width="145" height="83" /></a>A  8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre 04 e 08 de agosto na cidade do sul fluminense, terá duas novas atrações ao longo da programação do sábado, dia 07. Serão duas celebrações a mestres da literatura em língua portuguesa: Carlos Drummond de Andrade e José Saramago, falecido recentemente.</p>
<p> </p>
<p>No tributo a Drummond (“Alguma Poesia”, Sábado, 15h), uma leitura de <em>Alguma Poesia</em>, seu primeiro livro de poemas, que completa 80 anos em 2010. Participam da leitura os poetas Antonio Cicero, Ferreira Gullar, Chacal e Eucanaã Ferraz, que também assina a direção do evento.</p>
<p> </p>
<p>Trechos do documentário <em>José &amp; Pilar</em> e cenas inéditas não incluídas no filme, do diretor português Miguel Gonçalves Mendes, co-produzido por Fernando Meirelles, serão exibidos especialmente na Flip (“José e Pilar”, Sábado, 21h45). Mendes filmou durante três anos a vida de José Saramago e sua mulher, Pilar Del Rio, e reúne depoimentos pungentes do grande autor português, morto em junho deste ano. O filme encontra-se em fase de finalização e tem estréia prevista para novembro deste ano. O público da Flip poderá assistir em primeira mão a trechos editados especialmente para a ocasião e participar em seguida de uma conversa com o diretor do filme.</p>
<p> </p>
<p>Os ingressos para esses dois eventos estarão à venda unicamente nas bilheterias da Flip em Paraty, a partir do dia 04 de agosto.</p>
<p> </p>
<p>A mesa 15, do músico e letrista Lou Reed, foi cancelada. Quem tiver adquirido ingressos para essa mesa pode trocar por entradas para um dos dois novos eventos ou obter restituição do valor procurando o ponto de venda onde realizou a compra ou o atendimento pelo SAC (4003 6464). Para comodidade dos que detêm ingressos para a mesa 15, será possível realizar a troca dos tickets, a partir de segunda-feira (dia 26), nos pontos de vendas da Tickets for fun (ver lista abaixo ou no site: <a href="http://www.flip.org.br">http://www.flip.org.br</a>).</p>
<p> </p>
<p>As mesas 13 e 14 sofreram alteração de horário, porém continuará válido o ingresso atual.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"><a href="http://www.flip.org.br/">Confira a programação e tudo mais aqui&#8230;</a></p>
<p> </p>
<p><strong><em>Informações para imprensa:</em></strong><strong> </strong></p>
<p><em>A4 Comunicação – (11) 3897.4122</em></p>
<p><em>Paula Barcellos – <a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-admin/newmsg.php?sid=ed138bc15b91e7fc2e4770c97617ebfb&amp;tid=default&amp;lid=pt_BR&amp;to=paulabarcellos@a4com.com.br" target="_top">paulabarcellos@a4com.com.br</a></em></p>
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		<title>Artigo &#8211; Pastor de fábulas, lanterna dos afogados</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 18:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Luiz Ricardo Leitão escreve: Quando morre um escritor do porte de José Saramago, perde-se não apenas um artista, mas também um intérprete singular da cultura de um povo e de toda a humanidade.
“Após escrever tantas páginas, fez-se-me a convicção que devemos levantar do chão nossos mortos, afastar dos seus rostos, agora só ossos e cavidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/saramago.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8949" title="BDF_01_382_2010" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/saramago.jpg" alt="BDF_01_382_2010" width="398" height="350" /></a>Luiz Ricardo Leitão escreve: Quando morre um escritor do porte de José Saramago, perde-se não apenas um artista, mas também um intérprete singular da cultura de um povo e de toda a humanidade.</p>
<p>“Após escrever tantas páginas, fez-se-me a convicção que devemos levantar do chão nossos mortos, afastar dos seus rostos, agora só ossos e cavidades vazias,<br />
a terra solta, e recomeçar a aprender a fraternidade por aí.”  (José Saramago, Manual de pintura e caligrafia)</p>
<p>Quando morre um escritor do porte de José Saramago, perde-se não apenas um artista, mas também um intérprete singular da cultura de um povo e de toda a humanidade. O romancista português, único de nossa língua a ser agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, cumpriu de fato com rara maestria a dupla missão que ele próprio se impôs ao longo de seus fecundos 87 anos de vida: foi um engenhoso pastor de fábulas e também uma providencial lanterna dos afogados para todos nós que quase sucumbimos ao tsunami pós-moderno deste planeta neoliberalmente globalizado.</p>
<p>Li-o pela primeira vez nos anos 1980, quando me chegou às mãos um exemplar encadernado de Memorial do convento (1982). Encantei-me de imediato com a história de Baltasar e Blimunda, duas criaturas simples e resolutas cujo novelo amoroso se enreda na saga do padre voador Bartolomeu de Gusmão, um brasileiro visionário que em plena corte de D. João V, no século 18, reeditava os desígnios de Da Vinci e sonhava alçar aos céus a sua passarola. Eu logo compreendi que somente o neto de um guardador de porcos e herdeiro da secular tradição oral dos camponeses do Alentejo saberia tornar universais criaturas tão telúricas, cuja grandeza moral e espírito empreendedor se contrapunham ao ócio da nobreza e à opressão da Igreja Católica. O pastor de fábulas já se mostrava ali em plena maturidade, arrebanhando nos pastos do imaginário de sua gente os causos fabulosos que calavam tão fundo no coração dos leitores.</p>
<p>Esse sopro de realismo mágico também se fez presente nas páginas de A jangada de pedra (1986), outra narrativa quase surreal do autor, cujo argumento me soou como uma monumental alegoria da condição a que foram relegados portugueses e espanhóis no Velho Mundo. Após uma fissura dos Pirineus, a Península Ibérica se desgarra do continente e permanece à deriva no Atlântico. No texto de Saramago, o oceano abriga um caudal de mitos e evocações históricas, em que há lugar inclusive para D. Quixote e os peregrinos que na Idade Média cruzavam a trilha de Santiago de Compostela. Em certa medida, esse tom de fábula apocalíptica seria reencenado mais tarde em Ensaio sobre a cegueira (1995), em que o aparente ceticismo capitula em face da esperança, aquele sentimento último que se esconde na caixa de Pandora da imaginação. Nenhuma obra, porém, me pareceu tão ímpar e iluminada quanto O evangelho segundo Jesus Cristo (1991), em que o escritor se ocupa de nos descrever o filho de José como um ser absolutamente humanizado, que se rebela contra o seu destino e passa a questionar a figura divina, os dogmas do cristianismo e a própria Igreja, assim como o estigma metafísico do sofrimento e da morte. Publicada na mesma época em que os profetas da pós-modernidade apregoavam o fim da história, a obra ecoou dentro de mim como uma canção da Legião Urbana, em que a insólita e terrena paixão de Cristo e Madalena mesclavam a dicção lírica de Camões e a solene inflexão da epístola de São Paulo: ainda que falássemos a língua dos homens e a língua dos anjos, sem amor – fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente – nós nada seríamos&#8230;</p>
<p>É óbvio que suas opções estéticas e ideológicas lhe renderam censuras e vetos anacrônicos de governos e de corporações da fé. Se, de um lado, a igreja portuguesa identificava no Evangelho uma série de “alucinações religiosas”, por outro, a Secretaria de Cultura (?) de Portugal proibiria, em 1992, a inscrição do livro na disputa do Prêmio Literário Europeu, por considerá-lo “ofensivo para o catolicismo do povo lusitano”. Era apenas mais uma de tantas admoestações que os prepostos da hipocrisia lhe fariam, como atestam as declarações do Vaticano logo após o anúncio de sua morte, há uma semana, condenando-o pelas supostas heresias e pela explícita adesão ao comunismo.</p>
<p>A simpatia por Marx, aliás, não incomodou apenas o clero: em um país de triste passado salazarista, a incisiva solidariedade de Saramago às mais diversas causas e movimentos revolucionários do planeta (desde a luta dos palestinos contra o Estado fascista de Israel até o clamor do valoroso Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra &#8211; MST por uma reforma agrária radical na pátria dos coronéis) também suscitou reações coléricas da mídia burguesa e da (pseudo) intelligentsia a seu serviço, sempre pronta a tachá-lo de “fanático” ou “intolerante”. Nada disso impediu que esse prodigioso contador de histórias viesse a conquistar um público fiel e numeroso nos mais diversos rincões do globo. Um mérito único do genial prosador, cuja ficção logra ao mesmo tempo arrebatar-nos e revelar-nos as contradições profundas do passado e do presente, alumiando o passo dos cegos e instalando preciosos grãos de dúvida sobre as verdades cristalizadas dos poderosos.</p>
<p>Saramago se inscreve, enfim, naquela galeria ímpar de romancistas que, com o barro da ficção, modelam sob a forma de tramas e personagens memoráveis a essência última dos homens. O camarada russo Fiódor Dostoiévski decerto o acolherá com muito gosto em sua nova morada. Quem sabe até o nosso solene Machado de Assis o aguarde ao lado de Brás Cubas, o célebre “defunto autor”, a fim de relatar-lhe os mais recentes caprichos das elites do Novo Mundo, pródigas na arte de prometer mudanças que nunca se concretizam.</p>
<p>Não sei como será a conversação dos gajos na tertúlia dos astros. Aqui embaixo, continuamos todos nós a infindável sina de abrandar estas pedras, suando-se muito em cima ou a de tentar despertar terra sempre mais extinta, como já cantou mestre João Cabral. Faço votos, porém, que, com a sanção definitiva desta morte, a sábia ficção de Saramago nunca deixe de ser recitada em voz alta nas escolas ao redor do mundo, inclusive cá nesta Bruzundanga em que diariamente nos levantamos do chão para recomeçar a aprender a inesgotável lição da fraternidade.<br />
   <br />
     <em><br />
Luiz Ricardo Leitão é escritor e professor adjunto da UERJ. Doutor em Estudos Literários pela Universidade de La Habana, é autor de O campo e a cidade na literatura brasileira (2007) e de Noel Rosa: Poeta da Vila, Cronista do Brasil (lançado em 2009 pela Expressão Popular).   </em></p>
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		<title>CICLO DE LITERATURA E TEATRO CUBANO CONTEMPORÂNEO</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 14:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A literatura cubana é uma das mais prolíficas, relevantes e influentes da América Latina e de todo o âmbito da língua espanhola, com escritores de grande renomeie como ATÍLIO CABALLERO e a A BIBLIOTECA PÚBLICA DO PARANÁ APRESENTA O CONFERENCISTA; DA ECUELA INTERNACIONAL DE CIENE HABANA.
José Lezanha Lima vs Virgilio Pintera:
&#38;ldquo;Dos pilares de la literatura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cuba-300x211.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8945" title="cuba-300x211" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cuba-300x211.jpg" alt="cuba-300x211" width="300" height="211" /></a>A literatura cubana é uma das mais prolíficas, relevantes e influentes da América Latina e de todo o âmbito da língua espanhola, com escritores de grande renomeie como ATÍLIO CABALLERO e a </span>A BIBLIOTECA PÚBLICA DO PARANÁ APRESENTA O CONFERENCISTA; DA ECUELA INTERNACIONAL DE CIENE HABANA.<span id="more-8944"></span></p>
<p>José Lezanha Lima vs Virgilio Pintera:<br />
&amp;ldquo;Dos pilares de la literatura cubana contemporânea&amp;rdquo;</p>
<p>Veinte años de literatura em uma Isla (1989-2009):<br />
&amp;ldquo;Temas y tendências&amp;rdquo;</p>
<p>Formas de realismo en la ciudad barroca (La Habana como centro de<br />
referência literária)</p>
<p>Literatura cubana actual y sexualidad:<br />
&amp;ldquo;Su exposición narrativa&amp;rdquo;</p>
<p>Narrativa de la dramaturgia (teoria de la estrutura dramatúrgica.<br />
Nuevo Teatro Cubano)</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A literatura cubana, desde seu começo, se afirma nos contextos dos períodos de sua história, refletida muito nitidamente, sobretudo na narrativa e mais ainda na novela. Novelas que refletem esse acontecer insuflado dos ventos libertários, e que confirmam a produção de muitos dos seus prosadores mais importantes. O primeiro grande poeta cubano foi José Maria de Heredia, que dominou a literatura da Ilha nas primeiras décadas do século XIX, e foi banido de Cuba devido às suas atividades revolucionárias. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A geração romântica foi formada por José Jacinto Milanês, Plácido e Juan Clemente Zenea (poesia); Cirilo Villaverde e Gertrudis Gómez de Avellaneda (prosa). Mártir da independência de seu país, José Marti foi também um dos precursores do Modernismo. A revolução cubana nasce sob a influência do seu ideário, e um de seus axiomas básicos era a cultura como alicerce da liberdade. No início do século XX, a tendência na ficção era naturalista (Jesus Castellanos, Miguel del Carrión, Carlos Louveira, Luis Fellipe Rodrigues). </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A década de 30 corresponde ao movimento afro-cubano, que teve no poeta Nicolas Guillén a figura mais representativa, seguida por Emilio Ballagas, Mariano Brull, Dulce Maria Loynaz e Eugenio Florit. Na prosa destacaram-se Carlos Montenegro, Lydia Cabrera, Enrique Labrador Ruiz, Lino Novas Calvo e Virgilio Piñera.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Após a Revolução, a literatura cubana dividiu-se em duas correntes: a oficial e a do exílio (Guillermo Cabrera Infante). A grande maioria dos escritores cubanos surgidos antes da Revolução, e que eram poucos, se vinculou decididamente ao processo de construção socialista, recriando suas obras com uma visão bem definida do mundo em prol da liberação. A literatura cubana da Revolução cobre uma ampla e variada gama temática, que expressa com grande riqueza a complexidade do homem e do mundo.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">27 a 30 de julho de 2010 ÀS 19:OOH<br />
Auditório da BPP &amp;ndash; 2º andar</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Literatura Cubana <a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cuba.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8946" title="cuba" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cuba.jpg" alt="cuba" width="310" height="425" /></a></strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Inícios</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A literatura de fala hispana no território cubano, inicia-se com a conquista e colonização espanhola. Os conquistadores traziam consigo cronistas que redigiam e descreviam todos os acontecimentos importantes, ainda que com pontos de vista espanhóis e para um público leitor espanhol. O mais importante cronista que chegou a Cuba no século XVI foi Fray Bartolomé das Casas, autor, entre outras obras, de História das Índias”.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A primeira obra literária escrita na ilha data do século XVII, quando em 1608, Silvestre de Balboa e Troya de Quesada (1563 &#8211; 1647) publica Espelho de Paciência]], um poema épico-histórico em oitavas reais, que narra o sequestro do bispo Fray Juan das Cabeças Altamirano pelo pirata Gilberto Girón.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A poesia inicia, pois, a história das letras cubanas, que não regista outras obras importantes durante o século XVII.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="S.C3.A9culo_XVIII"></a>Século XVIII</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Não foi até 1739 que aparece em Sevilla a primeira obra teatral escrita por um cubano: &#8220;O príncipe jardineiro e fingido Cloridano&#8221;, de Santiago Pita, comédia de uma bem conseguida imitação das expressões artificiosas da época, com ocasionas reminiscências de Lope de Vega, Calderón da Barca e Agustín Moreto.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Apesar de que as letras insulares já contavam com um Espelho de Paciência, escrito mais de século e médio atrás, a verdadeira tradição poética cubana começa com Manuel de Zequeira e Arango e Manuel Justo de Rubalcava, no final do século XVIII. Isto se pode afirmar não só pela qualidade que atingiram em suas respectivas obras, senão por sua tipicidad insular já distante do espanhol. O canto à natureza autóctona ia sendo o tom e o tema primado da poesia de Cuba; os poemas inaugurais com maior qualidade são a oda &#8220;À piña&#8221;, de Zequeira, e a &#8220;Silva cubana&#8221;, de Rubalcava</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="S.C3.A9culo_XIX"></a>Século XIX</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Entre 1790 e 1820, como datas aproximadas, se estende o lapso do neoclasicismo, caracterizado pelo emprego de formas clássicas semelhantes às preferidas na Metrópole, com iguais evocaciones de deuses grecolatinos, mas com um singular protagonismo da natureza como clara intenção de mostrar diferenças em relação com Europa. Um poeta que podemos situar a médio caminho do &#8220;culto&#8221; e o &#8220;popular&#8221; foi Francisco Pobeda e Armenteros, quem com seu estilo conseguiu ser dos iniciadores do processo de &#8220;cubanización&#8221; da lírica. Pouco tempo depois, Domingo do Monte tentará o mesmo que Pobeda, propondo a &#8220;cubanización&#8221; do romance. Também Do Monte destacará por sua obra de orientação, a organização de tertulias e sua correspondência.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O Romantismo madurará em Cuba graças a uma figura de rango continental, cuja obra poética rompeu com a tradição da língua espanhola, inclusive da própria metrópole, dominada então por um neoclasicismo de diversas gradaciones. José María Heredia nasceu em Santiago de Cuba, em 1803 e morreu em Toluca, México em 1839, e além de ser o primeiro grande poeta romântico cubano, foi também ensayista e dramaturgo. Em 1826 fundou &#8220;O Íris&#8221;, jornal crítico e literário, único em seu género, junto com os italianos Claudio Linati e Florencio Galli, e duas revistas importantes, &#8220;Miscelánea&#8221; (1829-1832) e &#8220;A Minerva&#8221; (1834). Entre seus poemas sobresalen dois silvas descritivo-narrativas: “No teocalli de Cholula”, escrita entre 1820 e 1832, onde admira as grandes ruínas aztecas e reprova a religião prehispánica, e “Ao Niágara” (1824), sobre as então imponentes e selvagens cataratas, composições nas que aparece uma nova personagem: o eu de filiación romântica inscrito na paisagem.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outros românticos notáveis são Gabriel da Concepção Valdés(“Plácido”) e Juan Francisco Manzano. Entre os seguidores do regionalismo americano contou-se com José Jacinto Milanés; em tanto, uma das figuras descollantes do romantismo hispanoamericano foi Gertrudis Gómez de Avellaneda.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A seguinte meta de grande importância para a poesia cubana sobreviene com o aparecimento de dois poetas excelentes: Juan Clemente Zenea (1832 – 1871) e Luisa Pérez de Zambrana: autores que conseguem atingir altas qualidades literárias em sua obra. Assim, quando irrompe a chamada geração do Modernismo, já existe uma tradição poética cubana, na que pudesse se dizer que mal faltava o grau de universalidade que se atingiu brilhantemente com José Martí (1853 – 1895).</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As influências foráneas, sobretudo francesas, vieram a reunir em outro poeta essencial: Julián do Casal. Uma dos ganhos mais notáveis que a poesia cubana obtém com sua obra, consiste na elaboração intelectiva, artística, da palavra como arte, não exenta de emoções, de tragicidad, de visão da morte.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No século XIX cubano contou, ademais, com filósofos e historiadores como Félix Varela, José Antonio Saco e José da Luz e Caballero que prepararam a geração da independência. Surgiu também uma novela antiesclavista com Cirilo Villaverde, Ramón de Palma e José Ramón Betancourt. Assim mesmo floresceu uma literatura de costumes com José Victoriano Betancourt e José Cárdenas Rodríguez e um romantismo tardio com a “reacção do bom gosto”: Rafael María de Mendive, Joaquín Lorenzo Luaces e José Fornaris. Na crítica merece recordar-se a Enrique José Varona.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="S.C3.A9culo_XX"></a>Século XX</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No século XX inicia-se com uma República mediatizada pela ocupação norte-americana. Cuba tem saído de uma cruenta Guerra de Independência, e a literatura cubana, na primeira metade desse século, vai estar marcada pelo influjo de dois grandes escritores: Julián do Casal e José Martí, os primeiros modernos.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="Poesia"></a>Poesia</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Sobretudo Casal foi a grande figura canónica de fins do XIX e princípios do XX na poesia. “Seu irradiación, aparte da que teve no modernismo finisecular, onde foi decisiva, atinge a Regino Boti e, sobretudo, a José Manuel Poveda &#8211; este último lhe dedica seu “Canto élego” -, e ainda a Rubén Martínez Villena e José Zacarías Tallet. Mas, &#8220;como entender o exotismo lírico de Regino Pedroso, o intimismo simbolista de Doce María Loynaz, a sentimentalidad poética de Eugenio Florit, o acendrado e solitário purismo de Mariano Brull &#8211; também minado de um raigal impossível -, ou o neorromanticismo de Emilio Ballagas, e inclusive a veta entre romântica e modernista de uma zona da poesia de Nicolás Guillén, sem um antecedente como Casal?&#8221;[1]</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dantes da chegada definitiva das Vanguardias, a década de 1920 supôs o desenvolvimento de uma poesia que antecipou as agitaciones sociais e humanas da década posterior. Nela destacam Agustín Deita, José Zacarías Tallet e Rubén Martínez Villena.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Deita foi o mais relevante destes poetas, sobretudo por sua obra “A zafra” (1926), onde poetizó a realidade do trabalho no campo em versos bucólicos. Com esta obra, Deita afastou-se do modernismo, sem ainda chegar ao radicalismo de algumas vanguardias.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O modernismo considera-se clausurado com “Poemas em menguante” (1928), de Mariano Brull, um dos principais representantes da poesia pura em Cuba. No progresso das vanguardias se diferencian duas linhas quase divergentes: a realista, de temática negra, social e política, onde destacou Nicolás Guillén, e a introspectiva e abstracta que teve em Doce María Loynaz e Eugenio Florit a seus mais reconhecidos representantes.A metade de caminho de ambas tendências, cabe situar a obra de Emilio Ballagas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em 1940 apareceu o grupo de revista-a Origens]], de preocupação cubanista, cujo líder foi José Lezama Lima, e no qual se integram Ángel Gaztelu, Gastón Baquero, Octavio Smith, Cintio Vitier, Fina García Marruz e Eliseo Diego.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outros destacados poetas dessa geração foram: Lorenzo García Vega, Samuel Feijóo e Félix Pita Rodríguez, mas sem dúvidas foi José Lezama Lima (1910 – 1976) a figura central da poesia cubana na metade do século. A densidade metafórica, a alambicada sintáxis, a escuridão conceptual, definem um âmbito poético barroco, no que se pugna por atingir uma visão mediante a qual a vida não siga aparecendo como &#8220;uma sucessão bostezada, um silencioso desgarramiento&#8221;. A obra de Lezama Lima abarca vários volumes de poesia onde se destacam Morte de Narciso (1937), Inimigo rumor (1947), Firmeza (1949), e Dador (1960) Entre essas duas décadas (1940 – 1950), se atingiu uma criação à altura do melhor que se escrevia em língua espanhola.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O telefonema &#8220;Geração do Cinquenta&#8221; (autores nascidos entre 1925 e 1945), tiveram como mestres a poetas &#8220;do pátio&#8221;, como Lezama Lima e Florit, em tanto partiram de variadas correntes, inclusive a neorromántica, para ir acrescentando o que na década de 1960 será a última corrente do século XX, amplamente aceitada por numerosos poetas: o coloquialismo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dantes, no entanto, é preciso observar ao absurdo e o tom existencial de Virgilio Piñera; o sentido do criollo em Eliseo Diego e Fina García Marruz; a tardia, mas efectiva saída do livro de José Zacarías Tallet “A semente estéril” (1951); o diálogo com o homem do povo da segunda parte de &#8220;Face&#8221;, de Samuel Feijóo; a intertextualidad atingida por Nicolás Guillén em “Elegia a Jesús Menéndez”; o já comentado énfasis conversacional do Florit de &#8220;Asonante final&#8221; e outros poemas (1955), e inclusive no até então fechado intimismo de Doce María Loynaz, com seu peculiar &#8220;Últimos dias de uma casa&#8221; (1958). Dizer-se-ia que a poesia se &#8220;democratiza&#8221; procurando o &#8220;diálogo comum&#8221; ou trata de achar referentes líricos com notas épicas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">“Nos anos iniciais da Revolução parecia insuficiente para a lírica o tom intimista predominante nas décadas precedentes, e inclusive a anterior poesia social (de protesto, denúncia e combate), convertia-se em impropia para as novas circunstâncias sociais”.[2]</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O emprego do tom conversacional foi vinculado a certa dose épica, com interesses testimoniales. Assim, nessa classe de poesia, se narravam circunstâncias da vida quotidiana, baixo a exaltación de uma sociedade em revolução social.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Começou a desenvolver-se uma poesia politizada, em ocasiões sem énfasis tropológico, na que se rehuía o emprego de formas tradicionais da métrica. Esta corrente perduró ao menos por duas décadas, ainda que, praticou-se até o final do século XX entre os poetas que não variaram sua atitude discursiva.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Quase todos os integrantes da promoção nascida entre 1930 – 1940: Fayad Jamís, Pablo Armando Fernández, Heberto Padilla, César López, Rafael Alcides, Manuel Díaz Martínez, Antón Arrufat,Domingo Alfonso, Eduardo López Morais e outros, foram essencialmente coloquialistas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Uma primeira promoção dos poetas da &#8220;Geração do Cinquenta&#8221;, nascidos entre 1925 e 1929, em suas obras deixou advertir fontes neorrománticas, origenistas e até surrealistas (Cleva Solís, Carilda Oliver Lavra, Rafaela Chacón Nardi, Roberto Friol, Francisco de Oráa, entre outros).</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Uma terceira promoção, nascida entre 1940 e 1945, não se diferença muito dos poetas mais radicalmente prosaístas, inclusive alguns deles preferiram este termo para se identificar. Com Luis Rogelio Nogueras, Nancy Morejón, Víctor Casaus, Guillermo Rodríguez Rivera, Jesús Cos Causse, Raúl Rivero, Lina de Feira, Delfín Prats, Magaly Alabau, Félix Luis Visse, e outros, o coloquialismo sobreviveu com força ao menos até a metade da década de 1980.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A promoção de poetas nascidos entre 1946 – 1958, define-se em duas tendências: os que reagem mediante a métrica (décimos e sonetos principalmente), e os que empregam o verso livre com registos individuais. Ambas tendências avançaram para um experimentalismo formal e da linguagem; mas o tom conversacional mantém-se entre entre eles, como se adverte em obras de, por exemplo, Osvaldo Navarro, Waldo González, Alberto Serret, Raúl Hernández Novás, Carlos Martí, Rainha María Rodríguez, Alberto Deita-Pérez, Virgilio López Lemus, Esbértido Rosendi Cancio, Ricardo Riverón Vermelhas,León da Fouce, Ramón Fernández-Larrea, Roberto Manzano e outros.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Uma nova geração de poetas dá-se a conhecer na segunda metade dos oitenta, quando começam a publicar os nascidos após 1959. Esta geração identifica-se também por sua diversidade, e convive em igualdade de condições com as precedentes. É um fenómeno interessante este: a confluencia de poetas nascidos após o 59, com muitos dos nascidos entre as décadas quarenta e cinquenta — quem continuam tributando uma poesia revitalizada segundo pode-se ver nos mais recentes livros de, por exemplo, Mario Martínez Sobrinho, Roberto Manzano, Luis Lorente e outros -.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O signo estilístico e formal mais distintivo desta última geração de poetas tem sido influenciado decisivamente pela poesia de José Lezama Lima, a quem quase a maioria de seus integrantes reconhece como mestre. Jovens ainda, o qual impede definir absolutas hierarquias, se podem mencionar os nomes de: Sigfredo Ariel, Jesús David Curbelo, Antonio José Põe-te, Emilio García Montiel, Carlos Alfonso, Frank Abel Dopico, Damaris Calderón, Teresa Melo, Nelson Simón, Juana García Abas, Ronel González, León Estrada, Reinaldo García Blanco, Rito Ramón Aroche, Caridade Atencio, Ismael González Castañer, Carlos Esquivel Guerra, Alpidio Alonso Grau, Alberto Sicília Martínez, Ricardo Alberto Pérez, Manuel Sosa, Sonia Díaz Corrales, Norge Espinosa, Pedro Llanes, Edel Morais, Arístides Vega Chapú, Francis Sánchez, Ileana Álvarez, Rigoberto Rodríguez Entenza, Berta Kaluf, Luis Manuel Pérez Boitel, Laura Ruiz, Odette Alonso, Alberto Lauro, William Navarrete, Carlos Pintado, Alfredo Zaldívar, Yamil Díaz, Edelmis Anoceto Vega e outros muitos mais.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na década de 1990 surge uma nova corrente na lírica cubana que rompe com o coloquialismo da geração anterior e explora formas estróficas tradicionais e o verso livre em suas possibilidades rítmicas e expresivas, em concordancia com a obra de autores anteriores como José Kozer. O canon da nova poesia aparece na revista independente Jácara [2], em particular em um número de 1995 que faz uma antología da geração. São numerosos os jovens autores que participam da renovação das letras cubanas, apartando da política e ensayando uma lírica mais diáfana e universal. Entre outros, destacam: Luis Rafael, Celio Luis Deita, José Luis Fariñas, Ásley L. Mármol, Aymara Aymerich, David León, Arlén Regueiro, Liudmila Quincoses e Diusmel Machado.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">“Fora de Cuba, a poesia dos poetas emigrados responde pelo geral às linhas criativas que se desenvolvem na sede territorial da evolução da poesia cubana. Muitos destes poetas pertencem à &#8220;Geração do Cinquenta&#8221;, como Heberto Padilla, Belkis Cuza Malé, Juana Rosa Pita, Rita Geada, José Kozer, Angel Quadra, Esteban Luis Cárdenas, Amelia do Castillo, etc.; pode dizer-se que uma maioria dos mais activos têm nascido entre 1945 e 1959, e pelo comum aceitaram o tom conversacional, costumam se afastar, em sua maior parte, dos temas de militancias políticas agressivas e o referente insular se observa tratado com nostalgia, típica da poesia da emigración cubana desde Heredia a nossos dias. O componente político em verdade é discreto, não se escreve pelo comum uma poesia de militancia contra a Revolução (algo pode achar na obra lírica de Reinaldo Areias, por exemplo). Também as variedades formais, estilísticas e de conteúdos costumam ser notáveis, sobretudo porque os núcleos destes poetas estão territorialmente mais dispersos que na Ilha, sendo as principais cidades de reunião Miami, Nova York, México e Madri. Não pode se deixar de notar que dois maestros da poesia cubana, Eugenio Florit e Gastón Baquero, viveram nesta emigración, à que também se somaram Agustín Deita, José Ángel Buesa, Ángel Gaztelu, Justo Rodríguez Santos, Lorenzo García Vega, entre outras assinaturas destacadas da tradição lírica nacional”.[3]</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="Narrativa"></a>Narrativa</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Sem dúvidas, a figura cimera da narrativa cubana no século XX é Afasto Carpentier (1904 – 1980). Novelista, ensayista e musicólogo, influiu notavelmente no desenvolvimento da literatura latinoamericana, em particular através de seu estilo de escritura, que incorpora todas as dimensões da imaginación — sonhos, mitos, magia e religião — em sua ideia da realidade. Foi Prêmio Cervantes de Literatura]] e esteve nominado ao Premeio Nobel. Outros importantes novelistas cubanos de talha universal foram José Lezama Lima e Guillermo Cabrera Infante.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="Novela"></a>Novela</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No final do século XIX, com a publicação de Cecilia Valdés (1882) de Cirilo Villaverde, e Meu tio o empregado (1887), de Ramón Meza, a novela cubana terminou de adquirir um semblante próprio.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No entanto, nos primeiros trinta anos do século XX, a produção de novelas foi relativamente escassa. O narrador mais destacado nesses anos foi Miguel de Carrión, quem edificou um sistema de patrões recreadores do feminino em suas novelas As honradas (1917) e As impuras (1919). Outras destacables novelas desse período foram: Juan Criollo (1927), de Carlos Loveira, e As impurezas da realidade (1929), de José Antonio Ramos.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Pode falar de uma revolução da novela cubana em meados do século XX. À cúspide que significaram a publicação de O reino deste mundo (1949) e No século das luzes (1962), de Afasto Carpentier, podem arrimársele obras como as de Lino Novás Calvo, Enrique Serpa, Carlos Montenegro, Enrique Labrador Ruiz, Doce María Loynaz, e Virgilio Piñera. Junto com o realismo mágico, o absurdo e o real maravilhoso; também confluía o realismo social nas obras temporãs de Lisandro Otero, Humberto Arenal, Jaime Sarusky, Edmundo Desnoes e José Costumar Puig.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outro momento importante da novelística cubana ocorreu em 1966, ao publicar-se Paradiso de José Lezama Lima, mas nos anos sessenta não devem deixar de se destacar outras novelas de mérito como Pailock, o prestigitador, de Ezequiel Vieta, Celestino dantes da alva, de Reinaldo Areias, Adire e o tempo rompido, de Manuel Granados e o depoimento levado a novela, Biografia de um cimarrón, de Miguel Barnet.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Entre 1967 e 1968, ocorre um estallido importante quando se publicaram, em Cuba e fora de Cuba, obras da talha de Três tristes tigres, de Guillermo Cabrera Infante, O mundo alucinante, de Reinaldo Areias e De onde são os cantores, de Severo Sarduy.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Nos anos 70 foram um paréntesis no alto desenvolvimento do género. A excepção de Afasto Carpentier em seu período final, de Severo Sarduy e do regresso de José Costumar Puig com O pão dormido, a novela cubana entrou em fase cinza, caracterizada assim por Ambrosio Fornet. Mas não podemos deixar de mencionar aqui o impacto internacional que teve a novela Dantes que anochezca, de Reinaldo Areias, em especial em sua versão cinematográfica.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Nem Manuel Cofiño, nem Miguel Cossío puderam acercar à qualidade do período anterior. A naciente novela policial não dava ainda bons frutos e os novelistas que se iniciavam estavam demasiado constreñidos à divisão superficial entre o presente e o passado da Revolução. Para o fim da década, a novela recupera-se com os livros iniciais de Manuel Pereira, Antonio Benítez Vermelho e Alfredo Antonio Fernández, quem voltam sua mirada ao boom, ao mesmo tempo em que nasce outro género dentro e fora de Cuba: a memória novelada, com De Peña Pobre, de Cintio Vitier, e Havana para um infante difunto, de Guillermo Cabrera Infante.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Entre 1983 e 1989, produz-se outra mudança que de novo lança à novela cubana ao interesse nacional e internacional. Obras como Um rei no jardim, de Senel Paz, Temporada de anjos, de Lisandro Otero, As iniciais da terra, de Jesús Díaz, e Oficio de anjo, de Miguel Barnet, voltaram a colocar à crítica e ao leitor ante o fenómeno de um renacer da novelística cubana</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Sobre o acontecer mais recente, e segundo estudos debatidos no Coloquio Internacional &#8220;O mundo caribeño: reptos e dinâmicas&#8221;, celebrado em junho de 2003 na Universidade Michel de Montaigne, Burdeos 3, conclui-se que nos enfrentamos a &#8220;uma literatura que não se cala a boca, da burla, do desencanto, de um pesimismo natural, muito realista, às vezes violenta, que aborda temas que dantes eram tabus, inhibidos ou censurados, tais como a homosexualidad, a discriminação religiosa, a marginalidad, os incidentes da guerra de Angola, a debacle do socialismo, a dupla moral, os novos ricos, a corrupção de pescoço branco, a prostituição, a droga, o futuro incerto, a dor do exílio, etc&#8221;.[4] Entre os autores destacados no coloquio menciona-se a Leonardo Padura, Abilio Estévez, Miguel Mejides,Julio Travieso, Jorge Luis Hernández, Alexis Díaz Pimienta, Ronaldo Menéndez, Mylene Fernández, David Mitrani, Arturo Arango, Guillermo Vidal, Antonio Rodríguez Salvador, Reinaldo Montero, Alberto Garrandés, Eduardo do Plano, Rodolfo Alpízar, Jesús David Curbelo, Raul Aguiar, Luis Cabrera Delgado, Andrés Casanova, Ena Luzia Portela, Alberto Garrido e Francisco López Sacha</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No entanto, à anterior lista há que acrescentar os nomes de autores fundamentalmente exilados, cujas obras têm atingido um enorme reconhecimento e difusión internacional: Eliseo Alberto Diego, Daína Chaviano, Antonio Orlando Rodríguez, Pedro Juan Gutiérrez, Zoé Valdés, Antonio José Põe-te, Amir Vale, Norberto Fontes e José Manuel Prieto. Existe também o caso de Daniel Chavarría, uruguaio de nascimento, mas que vive em Cuba, que escreve de Cuba e que tem sido multipremiado internacionalmente.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="Conto"></a>Conto</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O primeiro livro integralmente de contos de um autor cubano foi Leituras de Pascuas”, de Esteban Borrero, publicado em 1899. Durante os seguintes quarenta anos, o género começa uma lenta ascensão na ilha, e poucos são os autores que destacam: Jesús Castelhanos com “De terra adentro” (1906), Alfonso Hernández Catá com “Os frutos ácidos” (1915), e “Pedras preciosas” (1924), Luis Felipe Rodríguez com “A pascua da terra natal” (1928), e “Marcos Antilla” (1932), e Enrique Serpa com “Felisa e eu” (1937).</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A etapa de maturidade começa na quarta década do século XX, com narradores como Virgilio Piñera e seus “Contos Frios” (1956); Afasto Carpentier com “A guerra do tempo” (1958) e Onelio Jorge Cardoso com “O cuentero” (1958); este último autor um genial recreador da vida singela do campo e que tem sido nomeado &#8220;O Cuentero Maior&#8221;.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Até 1960, é importante destacar obras como: “Cayo Canas” (1942), de Lino Novás Calvo; “O galo no espelho” (1953), de Enrique Labrador Ruiz; e “Assim na paz como na guerra” (1960), de Guillermo Cabrera Infante.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">De 1960 até 1966, ocorre uma desaceleración da cuentística nacional, mas a partir desse último ano, com a publicação de “Os anos duros” de Jesús Díaz, começa uma nova descolagem. Até 1970 destacarão obras como “Condenados de Condado” (1968), de Norberto Fontes; “Tempo de mudança” (1969), de Manuel Cofiño, e &#8220;Os passos na erva&#8221; (1970), de Eduardo Heras León. Do mesmo período, também são importantes os livros: “Dias de guerra” (1967), de Julio Travieso; “Escambray em sombras” (1969), de Arturo Chinea; “Ud. sim pode ter um Buick” (1969), de Sergio Chaple, e “Os perseguidos” (1970), de Enrique Cirules, entre outros.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Ao período trascurrido entre 1971 e 1975, conhece-se-lhe como “Quinquénio Cinza”. Depois do Congresso Nacional de Educação e Cultura, celebrado de vinte e três ao trinta de abril de 1971, pretende-se estabelecer a política de abolir as funções inquisitivas e cuestionadoras da literatura, e isto não trouxe boas consequências para a cuentística do momento. Apesar disso, neste quinquénio se publicam obras que vale a pena destacar: “O fim do caos chega quietamente” (1971), de Ángel Arango; “Onoloria” (1973), de Miguel Collazo; “As testemunhas” (1973), de Joel James, e “Caballito branco” (1974), de Onelio Jorge Cardoso.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Completam o decenio obras como “Ao encontro” (1975), de Omar González; “Noite de fósforos” (1976), de Rafael Costumar; “Todos os negros tomamos café” (1976), de Mirta Yáñez; “Os lagartos não comem queijo (1975), de Gustavo Euguren; “Acquaria” (1975), de Guillermo Prieto; “O arco de Belém” (1976), de Miguel Collazo; “Aço” (1977) de Eduardo Heras León e &#8220;O homem que veio com a chuva&#8221; (1979), de Plácido Hernández Fontes.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Nos anos oitenta continuou a ascensão da cuentística cubana. Relevantes são os livros: “O menino aquele” (1980), de Senel Paz; &#8220;Tierrasanta&#8221; (1982), de Plácido Hernández Fontes; “O jardim das flores silvestres” (1982), de Miguel Mejides; “Os lumes no céu” (1983), de Félix Luis Visse; “Donjuanes” e &#8220;Fabriles&#8221; (1986), de Reinaldo Montero; “Descoberta do azul” (1987), de Francisco López Sacha; “Sem perder a ternura” (1987), de Luis Manuel García Méndez; “Se permuta esta casa” (1988), de Guillermo Vidal, “O diabo são as coisas” (1988), de Mirta Yáñez; “Noite de sábado” (1989), de Abel Prieto Jiménez, e “A vida é uma semana” (1990), de Arturo Arango. Livros de representantes desta geração, e que apareceram em décadas posteriores, não devem deixar de se mencionar: “O lobo, o bosque e o homem novo”, de Senel Paz e “Ofelias” de Aida Bahr.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Um verdadeiro auge editorial ocorre a partir de 1990, para dar passo a uma geração conhecida como os “Novísimos”. Alguns dos integrantes desta geração já tinham publicado obras no final dos oitenta: Alberto Garrido, José Mariano Torralbas, Amir Vale, Ana Luz García Calçada, Guillermo Vidal, Jesús David Curbelo, Jorge Luis Arzola, Gumersindo Pacheco, Atilio Caballero, Roberto Urías, Rolando Sánchez Mejías, Sergio Cevedo, Alberto Rodríguez Tosca, e Ángel Santiesteban, entre outros.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No entanto, estes narradores só vão consolidar sua obra nos anos noventa, uma década onde surgem com força outros autores como: Alberto Guerra Laranjeira, Alexis Díaz-Pimienta, David Mitrani, Carlos Cabrera, Alberto Garrandés, José Miguel Sánchez (Yoss), Verónica Pérez Kónina, Raúl Aguiar, Ricardo Arrieta, Ronaldo Menéndez, Enrique do Risco, Eduardo do Plano, Michel Perdomo, Alejandro Álvarez, Daniel Díaz Mantilla, Ena Luzia Portela, Antonio José Põe-te, Karla Suárez, Jorge Ángel Pérez, Mylene Fernández Pintado, Adelaida Fernández de Juan, Anna Lidia Vega Serova, Gina Picart, Carlos Esquive Guerral, Félix Sánchez Rodríguez, Marcial Gala, Rogelio Riverón, Jorge Ángel Hernández, Lorenzo Lunar, Marco Antonio Calderón Echemendía, Antonio Rodríguez Salvador, Pedro de Jesús López, Luis Rafael Hernández, Michel Encinosa e Juan Ramón da Portilla, entre outros.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="Ensaio"></a>Ensaio</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Cuba conta com uma tradição ensayística importante, iniciada na primeira metade do século XIX, e na que destacam muitos autores célebres. Familiares às letras universais são os nomes de Afasto Carpentier, José Lezama Lima, Guillermo Cabrera Infante, Ramiro Guerra, Emilio Roig de Leuchsenring, Cintio Vitier, Jorge Mañach, Graziella Pogolotti, Roberto Fernández Retamar, e outros muitos mais.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Até 1959 destacaram-se fundamentalmente o etnógrafo Fernando Ortiz, que escreveu obras como Açúcar e População das Antillas (1927) e Contrapunteo cubano do fumo e o açúcar (1940); Emilio Roig de Leuchsenring com obras como Cuba não deve sua independência aos Estados Unidos (1950); José Lezama Lima com Analecta do relógio (1953) e Tratados em Havana (1958), e uma longa lista que inclui autores como Jorge Mañach, Ramiro Guerra, Juan Marinello, Medardo Vitier, José Antonio Portuondo, Carlos Rafael Rodríguez e Raúl Roa.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na segunda metade do século XX e o trascurrido do XXI, o desenvolvimento da ensayística não se detém, e o género conta com dezenas de cultivadores entre escritores, poetas e pesquisadores. Imprescindibles são os nomes de Roberto Fernández Retamar, Ambrosio Fornet, Graziella Pogolotti, Leonardo Deita, Eduardo Torres Gruta, Rafael Vermelhas, Jorge Luis Arcos, Enrique Sainz, Luis Álvarez, Virgilio López Lemus, Alberto Garrandés, Jorge Ángel Hernández e muitos outros mais.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="Literatura_para_meninos_e_jovens"></a>Literatura para meninos e jovens</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O arranque da literatura escrita para jovens e meninos em Cuba pode situar-se a princípios do século XIX. Em dois poetas: José Manuel Zequeira e José María Heredia, encontramos elementos líricos que se identificam com este género, em tanto o poema O rouxinol, o príncipe e o ayo, de Heredia, é já uma obra para jovens em todo seu alcance.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Durante este século destacam também Cirilo Villaverde com O librito dos contos e as conversas (1847); Eusebio Guiteras Fonts, com seus livros de leituras, empregados como textos oficiais no ensino primário; e Francisco Javier Balmaceda com Fabulas morais (1861). No entanto, no século XIX este género só atinge valores trascendentales com a obra de José Martí, sobretudo com sua poemario Ismaelillo (1882), além de outros poemas e contos publicados na revista A idade de ouro (1889).</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na primeira metade do século XX continua-se escrevendo literatura para meninos e jovens. Nesta época destacam fundamentalmente Doce María Borrero, com seus Cantos escoares, Emilio Bacardí Moreu com Contos de todas as noites, livro publicado tardiamente em 1950; René Potts com Romancero da maestrilla (1936); e Emma Pérez Téllez, com Menina e o vento de manhã (1938) e Ilha com sol (1945); os dois últimos são autores de poesia. No entanto, a maior trascendencia atinge-a a autora Hilda Perera Soto, com Contos de Apolo (1947), uma obra essencial dentro da literatura para meninos e jovens em Cuba.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Nos anos quarenta destaca, ademais, Raúl Ferrer com Romancillo das coisas negras e outros poemas; e nos cinquenta Doura Alonso, principalmente com a saga de Pelusín do Monte (teatro), uma personagem que à postre deveio fantoche nacional.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Durante os anos sessenta aparecem dois autores importantes: Renee Méndez Capote, quem publica Memórias de uma cubanita que nasceu com o século (1963), e Herminio Almendros com Ouros velhos (1965), e Tinha uma vez (1968)</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em 1974 aparecem dois livros paradigmáticos, ao publicar-se Jogos e outros poemas de Mirta Aguirre, e Caballito Blanco (contos) de Onelio Jorge Cardoso. Depois apareceriam outras obras medulares como Pelo mar das Antillas anda um barco de papel (1978), de Nicolás Guillén e Palomar (1979) de Doura Alonso, O livro de Gabriela (1985) de Adolfo Martí Fontes; Roda a rodada, (1985) de David Chericián; Sonhar acordo (1988), de Eliseo Diego, e A noite (1989), de Excilia Saldaña.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na actualidade, o movendo literário para meninos e jovens é amplo, e destacam muitos autores, entre os que se encontram: Antonio Orlando Rodríguez, José Manuel Espino, Aramís Quintero, Ivette Vian, Enid Vian, Joel Frank Rosell, Julia Calzadilla, Julio M. Llanes, Freddy Artiles, Enrique Pérez Díaz, Alfonso Silva Lê,Luis Cabrera Delgado, René Fernández Santana, Emma Romeu, Nelson Simón, Ramón Luis Herrera, Froilán Escobar, Esther Suárez, Omar Felipe Mauri, Niurki Pérez García, Mildre Hernández Bairros, Nersys Felipe, Luis Rafael Hernández, Teresa Cárdenas Angulo, Luis Caissés, Magali Sánchez, entre outros.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="Refer.C3.AAncias"></a>Referências</p>
<ol>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="cite_note-0"></a>↑ Jorge Luis Arcos. Prólogo às palavras são Ilhas. Introdução à poesia cubana do século XX. Editorial Letras Cubanas, 1999.</p>
</li>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="cite_note-1"></a>↑ Muestrario Antológico da poesia cubana. Cem poetas (CubaLiteraria). Virgilio López Lemus em Prólogo</p>
</li>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="cite_note-2"></a>↑ Virgilio López Lemus. Ob. Cit. ([1])</p>
</li>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a name="cite_note-3"></a>↑ Lhe monde caraïbe: défis et dynamiques. Visions identitaires, diasporas, configurations culturelles. Actes du colloque international. Publications da Maison dês Sciences de l&#8217;Homme d&#8217;Aquitaine, France, 2005. Sous a direction de Christian Lerat. Université Bordeaux 3. Pag. 171</p>
</li>
</ol>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Courier New;"><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></span></p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=8944&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fórum Internacional vai acontecer na véspera da Bienal do Livro</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 16:16:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Propondo um exercício de cenários, a Câmara Brasileira do Livro vai realizar o Fórum Internacional do Livro Digital, integrando a programação oficial da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
O evento vai acontecer no auditório Elis Regina, no Parque Anhembi nos dias 10 e 11 de agosto de 2010. Além do Fórum, compõem ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/livros.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8876" title="livros" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/livros.jpg" alt="livros" width="289" height="235" /></a>Propondo um exercício de cenários, a Câmara Brasileira do Livro vai realizar o Fórum Internacional do Livro Digital, integrando a programação oficial da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.</p>
<p>O evento vai acontecer no auditório Elis Regina, no Parque Anhembi nos dias 10 e 11 de agosto de 2010. Além do Fórum, compõem ainda a programação que antecede a Bienal do Livro as convenções anuais da ANL (Associação Nacional de Livrarias) e ABDL (Associação Brasileira de Difusão do Livro). Referidas convenções também acontecem nos dias 10 e 11 de agosto, no Complexo Parque Anhembi.</p>
<p>O Fórum Internacional do Livro Digital será composto por três palestras apresentadas por especialistas renomados na área.</p>
<p>Um deles é o americano Mike Shatzkin, fundador e CEO da The Idea Logical Company. Presta consultoria com vasta experiência em toda cadeia produtiva do livro &#8211; redação, edição, agenciamento, venda, marketing, produção e gestão. Seu blog, The Shatzkin Files (http://idealog.com/blog) é um dos mais consultados no mundo sobre o impacto da mudança digital no mercado de livros. Na vanguarda da discussão em torno do tema, Shatzkin realiza anualmente inúmeras conferências – recentemente participou da Digital Book World.</p>
<p>O palestrante inglês John B. Thompson, autor de Books in the Digital Age (Livros na Era Digital) &#8211; ainda não traduzido para o português -, também participa do Fórum. Há duas décadas Thompson analisa a transformação da indústria editorial do livro. É professor de sociologia da Universidade de Cambridge (Inglaterra). A teoria social e política contemporânea, sociologia da mídia e da cultura moderna, a organização social das indústrias da mídia, o impacto social e político de tecnologias de informação e comunicação e as formas de comunicação política são seus temas de investigação. Outras obras publicadas: Ideologia e Cultura Moderna (1990), The Media and Modernity (A Mídia e a Modernidade, 1995) e Political Scandal (Escândalo Político, 2000).</p>
<p>O outro é Jean Paul Jacob, engenheiro eletrônico brasileiro, considerado guru do mundo digital. Citado como um dos 50 “Campeões de Inovação” pela revista Info, profetizou o fim do livro, a exemplo do que já havia feito na década de 1980, quando decretou o fim do vinil diante do aparecimento de CDs e DVDs. É pesquisador emérito da IBM e cientista consultor residente na Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA). Despojado e comunicativo, Jean Paul leva sempre para suas entrevistas e palestras uma sacola barata, repleta de novas tecnologias que apresenta ao público.</p>
<p>A programação do Fórum Internacional do Livro Digital – que acontece no auditório Elis Regina, Complexo Parque Anhembi, em São Paulo – é a seguinte:</p>
<p>Dia 10 de agosto</p>
<p>19h – Coquetel de abertura.</p>
<p>20h20 – Abertura oficial do Fórum Internacional do Livro Digital.</p>
<p>20h30 &#8211; 22h – Palestra “O futuro do livro impresso num mundo digital”, de Mike Shatzikin.</p>
<p>Dia 11 de agosto</p>
<p>08h30 – 10h – Palestra “Os livros na Era Digital”, de John B. Thompson.</p>
<p>18h00 – 19h30 — Palestra “O Futuro já não é mais o que era!”, de Jean Paul Jacob.</p>
<p>Associados da CBL poderão inscrever-se para o Fórum Internacional do Livro Digital pelo site www.cbl.org.br, onde constam mais informações. Baixe a ficha de inscrição aqui. Os demais interessados deverão entrar em contato pelo e-mail digital@cbl.org.br.</p>
<p><a href="http://www.cbl.org.br/telas/noticias/noticias-detalhes.aspx?id=1284">http://www.cbl.org.br/telas/noticias/noticias-detalhes.aspx?id=1284</a></p>
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		<title>25 de Julho Dia Nacional do Escritor</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 19:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[O 25 de julho foi definido como dia nacional do escritor por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado.
Escrever pode ser um ofício, um passatempo, uma forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Enciclopédia-de-Mário-de-Andrade.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-8795" title="Enciclopédia de Mário de Andrade" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Enciclopédia-de-Mário-de-Andrade.bmp" alt="Enciclopédia de Mário de Andrade" width="260" height="222" /></a>O 25 de julho foi definido como dia nacional do escritor por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado.</p>
<p>Escrever pode ser um ofício, um passatempo, uma forma de desabafo, uma manifestação artística.</p>
<p>A escrita tem várias funções dentro da linguagem e o verdadeiro escritor é aquele que sabe utilizar-se de cada uma destas funções para atingir seu objetivo, seja ele informar ou encantar quem o lê.</p>
<p>Antes do século VI a.C., as grandes narrativas eram passadas oralmente. Desde a invenção da escrita, essas histórias puderam ser repassadas e permanecer na história em sua forma inicial, já que o discurso oral sempre apresentava variações (basta lembrar do ditado: &#8220;quem conta um conto aumenta um ponto&#8221;).</p>
<p>Assim, temos registros de grandes escritores da Antigüidade, da Idade Média, do Renascimento&#8230; e, graças a eles, temos escritos históricos de épocas remotas; ficções de fadas e dragões medievais; mitos e lendas antigos; tratados de medicina e alquimia; compêndios de estudos filosóficos e religiosos.</p>
<p>O escritor convence graças ao poder de sua paixão pela palavra, e não prioritariamente pela paixão que dedique a uma causa.</p>
<p>Ou melhor, a sua causa sempre foi e será a palavra, caminho e céu de todas as causas. E de todas as paixões.</p>
<p>O texto literário nasce das mãos do escritor. No dia do escritor comemoramos a solidão diante da palavra, a verdade, o medo, a alegria, o amor indizíveis de só saber escrever.</p>
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