<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasil Cultura &#187; Filo</title>
	<atom:link href="http://www.brasilcultura.com.br/tag/filo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.brasilcultura.com.br</link>
	<description>O portal da cultura brasileira</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 13:18:59 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.2</generator>
		<item>
		<title>&#8220;O Negrinho do Pastoreio&#8221;: uma lenda do sul – “Filo” Londrina</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/artes-cenicas/o-negrinho-do-pastoreio-uma-lenda-do-sul-%e2%80%93-%e2%80%9cfilo%e2%80%9d-londrina/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/artes-cenicas/o-negrinho-do-pastoreio-uma-lenda-do-sul-%e2%80%93-%e2%80%9cfilo%e2%80%9d-londrina/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 16:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Causos]]></category>
		<category><![CDATA[Filo]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Lendas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=5247</guid>
		<description><![CDATA[Há humor, cores muitas, expressões regionalistas e, claro, interação com o público. No entanto, a reflexão sobre os direitos do ser humano é o principal trunfo do espetáculo “O Negrinho do Pastoreio” que a Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais, de Porto Alegre (RS), apresenta de quarta (dia 17) a sexta-feira (dia 19) no FILO. A...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5248" title="filo-negrinho-do-pastoreio" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2009/06/filo-negrinho-do-pastoreio-206x300.jpg" alt="filo-negrinho-do-pastoreio" width="206" height="300" />Há humor, cores muitas, expressões regionalistas e, claro, interação com o público. No entanto, a reflexão sobre os direitos do ser humano é o principal trunfo do espetáculo “O Negrinho do Pastoreio” que a Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais, de Porto Alegre (RS), apresenta de quarta (dia 17) a sexta-feira (dia 19) no FILO. <span id="more-5247"></span></p>
<p>A lenda gaúcha, disseminada no imaginário popular brasileiro, ganha praças de Londrina, habitat natural da trupe apontada como umas melhores no gênero teatro de rua. “Não é um espetáculo didático ou panfletário e nem se trata de um simples resgate”, avisa Hamilton Leite que, juntamente com Paulo Gaiger, adaptou a obra de Simões Lopes Neto, escrita em 1912. Leite manda mais um recado:: o personagem central não é tratado como mero “coitadinho”.</p>
<p>Pois bem, a história conta as agruras de um negro escravo punido severamente por perder uma corrida de cavalos em que seu senhor apostou muito dinheiro. O rapaz passa 40 dias e 40 noites sem comida e bebida e ainda tem que zelar pelo cavalo Baio. Numa certa noite, o animal foge assustado com cachorros do mato.</p>
<p>Desesperado, o escravo acende uma vela em intenção a Nossa Senhora de Aparecida, que o ajuda a encontrar o cavalo. O bicho novamente foge, desta vez por maldade pura do filho do estancieiro. Cruelmente judiado, o corpo do escravo é depositado sobre um formigueiro. Três dias depois, o patrão volta ao local e se depara com a imagem do Negrinho ao lado de Nossa Senhora e do cavalo Baio. Reza a lenda que o Negrinho do Pastoreio ajuda a encontrar algo perdido se alguém acender um toco de vela para ele.</p>
<p>Para levar a lenda gaúcha às ruas, a trupe do Oigalê cercou-se de máscaras, pernas de pau, figurino colorido, acrobacias e trilha sonora original executada ao vivo. Dito assim, pode parecer contrastante demais uma lenda de cortar o coração ser levada às ruas com tamanha euforia cênica. Hamilton Leite pontua, porém, que o espetáculo margeia o humor através da desconstrução de arquétipos gaúchos. “Nós humanizamos os personagens, diz ele”. A encenação tem 45 minutos.</p>
<p>“O Negrinho do Pastoreio” suscita emoções de todas as espécies. Nos 16 estados em que passou – totalizando cerca de 500 apresentações e público estimado de 100 mil espectadores -, os integrantes do Oigalê presenciaram de tudo um pouco: pessoas reverenciando Nossa Senhora e outras com os olhos cheios d´água pelo drama do personagem. A mais imponente manifestação incide na metáfora da opressão. “Todos estão sujeitos a isso”, afirma Hamilton Leite.</p>
<p>A estreia aconteceu em setembro de 2002 e completa a trilogia denominada pampiana iniciada com “Deus e o Diabo na Terra da Miséria” (de 1999 e apresentada dois anos depois no FILO) e “Mboitatá” (2001). Em 2002, as trilhas sonoras das montagens geraram um CD, disponíveis no site do grupo, que está comemorando dez anos de atividades.</p>
<p>Em uma década de existência, a Oigalê (saudação em “portunhol” próxima a “olá, tudo bem?”) desenvolveu muitos projetos subvencionados com recursos municipal e federal. Atualmente, a companhia ocupa uma ala desativada do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre onde são colocadas diversas atividades. Em seu repertório, a companhia mantém seis títulos.</p>
<p>Mais informações no site <a href="http://www.oigale.com.br/">www.oigale.com.br</a></p>
<p class="western" align="left">
<p>FICHA TÉCNICA:</p>
<p>Texto: Simões Lopes Neto<br />
Adaptação: Hamilton Leite e Paulo Gaiger<br />
Direção: Sergio Eitchichury<br />
Atuação: Anna Fuão, Giancarlo Carlomagno, Hamilton Leite,<br />
Vinícius Petry e Vera Parenza<br />
Músicas: Gustavo Finkler<br />
Preparação vocal: Cristiano</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<colgroup span="1">
<col span="1" width="256"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr>
<td width="100%">
<p class="western" align="left">Hanssen<br />
Figurino: Vera Parenza<br />
Adereços: Oigalê C.A.T<br />
Arte gráfica: Vera Parenza<br />
Iluminações: Paulo Fontes<br />
Máscaras: Ricardo Vivian</p>
<p>SERVIÇO<br />
Espetáculo: O Negrinho do Pastoreio<br />
Companhia: Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrias<br />
Classificação: Teatro de Rua<br />
Faixa Etária: Livre<br />
Dia: 17, 18 e 19 de junho de 2009<br />
Horário: 11h (dia 17) e 17h (dias 18 e 19)<br />
Local: Praça Marechal Floriano Peixoto (dia 17) e Praça Tomi Nakagawa (dias 18 e 19)-<br />
Duração: 45 Minutos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"> </p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=5247&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/artes-cenicas/o-negrinho-do-pastoreio-uma-lenda-do-sul-%e2%80%93-%e2%80%9cfilo%e2%80%9d-londrina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>41ª edição do Festival de Londrina trará encenações de oito países</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/artes-cenicas/41%c2%aa-edicao-do-festival-de-londrina-trara-encenacoes-de-oito-paises/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/artes-cenicas/41%c2%aa-edicao-do-festival-de-londrina-trara-encenacoes-de-oito-paises/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 01:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Filo]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=5193</guid>
		<description><![CDATA[Dizer ‘família louca’ é quase um pleonasmo. Das mais bizarras patologias às mais risíveis trapalhadas, a convivência de parentes sempre fornece vasta matéria-prima para artistas de muitas áreas. Mas quando se trata de mostrar, com o exagero típico dos cômicos, a delícia a dor da convivência familiar, o grupo russo Licedei consegue alcançar humor surpreendente....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5194" title="filo" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2009/06/filo-300x225.jpg" alt="filo" width="300" height="225" />Dizer ‘família louca’ é quase um pleonasmo. Das mais bizarras patologias às mais risíveis trapalhadas, a convivência de parentes sempre fornece vasta matéria-prima para artistas de muitas áreas. Mas quando se trata de mostrar, com o exagero típico dos cômicos, a delícia a dor da convivência familiar, o grupo russo Licedei consegue alcançar humor surpreendente. Pelo menos é o que se deduz pela amostra de algumas imagens do espetáculo &#8220;Semianyki&#8221; (Família)captadas no site desse grupo criado há 40 anos pelo palhaço Slava Polunin, considerado um mestre, referência mundial em sua arte.</p>
<p class="western">O russo Família, que será apresentado nos dias 11, 12 e 13 no Teatro Ouro Verde, é apenas uma das 49 atrações da 41ª edição do Festival de Londrina (Filo) que começa sexta-feira (5)<span id="more-5193"></span>, com a apresentação da premiada montagem paulistana &#8220;A Noite dos Palhaços Mudos&#8221; no mesmo teatro, o maior da cidade, e só termina no dia 21. Até lá vão passar pela programação desse festival, a mais antiga mostra internacional do País e uma das mais importantes, encenações de oito países.</p>
<p class="western">Algumas atrações internacionais, graças à parceria entre o Filo e o Centro Cultural Banco do Brasil, vão passar também pelo Distrito Federal, uma forma de aproveitar ao máximo a presença dos estrangeiros no País. É o caso do Licedei, que se apresenta também no CCBB nos dia 19, 20 e 21. A presença do bom teatro de países vizinhos é bastante comum nos dois festivais dos Estados da região sul, como o Filo, no Paraná, e o Porto Alegre em Cena, no Rio Grande do Sul.</p>
<p class="western">Assim, mais uma vez, o evento conta com um belo espetáculo dirigido por Daniel Veronese, um dos mais renomados encenadores argentinos, e ele é também dramaturgo. &#8220;La Noche Canta sus Canciones&#8221;, que tem apresentações nos dia 8 e 9, já passou pela programação do Porto Alegre em Cena, e é dessas peças que merecem ampla circulação. Veronese explora um estilo que aparece em outras de suas encenações: um despojamento absoluto de elementos de cena e uma linha de interpretação que aparenta ser natural, flagrante de cotidiano, mas é justamente o oposto. Sob seu comando, essa atuação resulta em intensa teatralidade na forma como consegue revelar sentimentos humanos ao extremo da filigrana.</p>
<p class="western">A ação de &#8220;La Noche&#8221;, que tem texto do norueguês Jan Fosse, se passa numa arena completa. O público acomodado muito próximo aos atores, um jovem casal numa sala simples, um sofá, um carrinho de bebê, uma mala, revela o desgaste da relação em cada pequeno gesto. Ele é um escritor fracassado, ela o culpa pela pobreza, em todos os sentidos, do dia a dia. O bebê os mantém unidos até aquela noite. Poderia ser banal, mas o tratamento cênico transcende o cotidiano para comover com tons trágicos.</p>
<p class="western">Claudio Tolcachir, um dos intérpretes de &#8220;La Noche&#8221;, é autor e diretor de &#8220;La Omission de la Familia Coleman&#8221;, também já vista em Porto Alegre, outra que vai transitar por Brasília. Mais uma vez a família está em foco e numa rota de desagregação evidente. Embora vivam juntos, os vínculos são frágeis e vão se dissolver de vez, quando a avó é internada num hospital. A atmosfera tragicômica dá o tom dessa montagem que também conta com excelente elenco.</p>
<p class="western">Como vem ocorrendo com frequência nos festivais de artes cênicas brasileiros, a programação nacional se equipara à estrangeira sem deixar a desejar. Isso vale, por exemplo, para os espetáculos paulistanos que abrem a mostra, &#8220;A Noite dos Palhaços Mudos&#8221; e &#8220;Rainha(s)&#8221;, já bastante comentados, e premiados, em suas temporadas de origem e em participações em mostras. No primeiro, Domingos Montagner e Fernando Sampaio inserem a clássica dupla de palhaços circenses, o sabido e o ingênuo, numa trama policial, com atmosfera de humor negro, ao recriar na linguagem teatral uma historinha em quadrinhos de Laerte. No segundo, Georgette Fadel e Isabel Teixeira, sob direção de Cibele Forjaz, incluem suas vidas de atrizes na peça original de Schiller, Mary Stuart, para recriá-la numa encenação contemporânea e para lá de autoral.</p>
<p class="western">Não raro, programadores de festivais fazem concessões para ter na programação montagens de sua cidade, ou pelo menos da região. Pois um dos grandes espetáculos desta 41ª edição sem dúvida é &#8220;Inveja dos Anjos&#8221;, do grupo Armazém, que embora radicado no Rio, foi fundado em Londrina, e ainda sediado ali ganhou repercussão nacional. Tendo como ponto de partida um mote aparentemente simples &#8211; um escritor nunca publicado, à beira de desistir do ofício, propõe a duas amigas o ritual de colocar todas as mágoas no papel, depois queimá-las &#8211; o grupo constrói um espetáculo que transcende época e geografia.</p>
<p class="western">Sutilmente, o espectador se dá conta que as histórias em cena poderiam ser outras, até as suas, e não faria diferença. A ideia de cada um de nós carrega uma espécie de memória ancestral, e dela não se livra, ou seja, o resgate da ideia de vínculo coletivo, é o que fica ao fim desse espetáculo de forte impacto visual e delicadeza temática. Sem dúvida uma criação madura do diretor Paulo de Moraes e dos atores de seu grupo Armazém.</p>
<p class="western">E dois atores da capital do Paraná, a cidade de Curitiba, são os criadores de uma das atrações sem dúvida imperdíveis da mostra: &#8220;Tropeço&#8221;. Apenas com as suas mãos, os atores Dico Ferreira e Katiane Negrão dão vida a duas velhinhas que em apenas 50 minutos conseguem invariavelmente arrancar risos e lágrimas da plateia. Mais uma vez é a poesia do cotidiano que vem à tona. Em pequenos gestos, como bordar um presente de aniversário ou resmungar pelo fato de a outra cismar de cantar justamente quando se quer silêncio para ler um livro, um afeto vai sendo construído. E cortante pode ser a dor de perdê-lo. Um trabalho original e primoroso tanto na técnica utilizada como na sensibilidade do tratamento temático.</p>
<p class="western">Além de possuir o mais longevo festival internacional de artes cênicas, a cidade abriga ainda uma companhia de dança nacionalmente reconhecida: o Ballet de Londrina. Nada mais natural, e desejável, que participe da mostra, o que fará com o espetáculo &#8220;Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças&#8221;. Há ainda espetáculos de outros Estados, como Brasília e Bahia, além de Rio e São Paulo. O grupo mineiro Espanca! marca presença com sua mais recente produção &#8220;O Congresso Internacional do Medo&#8221;, e a Cia. Azul Celeste, de São José do Rio Preto, com &#8220;Cem Gramas de Dente&#8221;, texto do Bosco Brasil com direção de Cibele Forjaz. O grupo Cena, de Brasília, o mesmo do belo &#8220;Dinossauros&#8221;, agora traz &#8220;Fronteiras&#8221; à mostra.</p>
<p class="western">Os franceses, mestres em teatro de rua, prometem mobilizar a cidade com &#8220;Passage Désemboîté&#8221;, da Cie. Les Apostrophés, do qual se pode conferir divertidas imagens no YouTube. Há ainda montagens híbridas, teatro de sombras e bonecos, como o francês &#8220;Le Jeune Prince et la Vérité&#8221; (O Jovem Príncipe e a Verdade) do Studio Théâtre de Stains. E, ainda, uma &#8220;Mãe Coragem&#8221; vem de Cuba e pode ser uma boa surpresa.(AE)</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=5193&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/artes-cenicas/41%c2%aa-edicao-do-festival-de-londrina-trara-encenacoes-de-oito-paises/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

