Mostra Raizes do Paraná – Os Alemães.

 

 

O Museu Paranaense, ligado à Secretaria de Estado da Cultura, dando continuidade ao Projeto  “ Raízes do Paraná “ , que visa o resgate  da importância da presença do imigrante na ocupação do território paranaense , vem realizar de 16 março a 29 de maio a Mostra “ Raízes do Paraná – Os Alemães “.

Anteriormente à instalação da Província, pequenos contingentes de imigrantes haviam sido instalados no Paraná.

 

Em 1829, surge a colônia de Rio Negro, dentro de um amplo programa de colonização desenvolvido pelo Governo Imperial, para fins de povoação dos vazios demográficos.

Até 1934, entraram no Paraná cerca de 100 mil imigrantes, dos quais 13.319 eram alemães, ou seja, 13,3 %

Nas décadas de 1830 a 1850, alemães oriundos de Rio Negro e da Colônia Dona Francisca  (Joinville-SC)  localizaram-se nos arredores de Curitiba, instalando-se em pequenas chácaras, produtoras, hortigrangeiros que passaram a abastecer o mercado curitibano.

Curitiba de fato tornou-se o centro de atração de família de  alemães, e no decorrer de quase um século, mais de cem núcleos coloniais foram instalados no Paraná, onde é notória a presença alemã.

Os alemães muito logo se dedicaram às atividades comerciais e industriais, sobretudo aqueles de Curitiba e arredores.

Em 1881, além dos engenhos de erva-mate, já apareciam as fábricas de cerveja de iniciativa alemã.   Dê 1854 a 1925, de cem empresas industriais e comerciais construídas em Curitiba, 54 % eram formadas por alemães e seus descendentes.   No campo das empresas produtoras de bens de consumo, como nas bebidas, frigoríficos e fábricas de banha, a penetração dos alemães foi avassaladora.

De caráter corporativo a colônia alemã fundou sociedades recreativas, clubes de esportes, escolas e cooperativas.

Juntamente com a respectiva Mostra, o Museu Paranaense estará realizando a Mostra “Homenagens à Langue de Morretes”, na Sala Personagens Paranaenses. Serão mostrados, além de obras de arte, fotos, documentos e objetos, relacionados à vida desse descendente de imigrantes alemães, que além de artista, dedicou grande parte de sua vida à Ciência. Frederico Langue, foi pesquisador prestando serviços neste Museu Paranaense, com especialidade em Malacologia, “o estudo das conchas”.

Nascido em Morretes, adotou o nome da cidade ao seu, e assim ficou conhecido. Discípulo de Alfredo Andersen, também manteve um atelier onde dava aulas de pintura. Entre seus alunos mais famosos, constam: Arthur Nísio, Augusto Contte e Oswald Lopes.

Junto com Turin e Zaco Paraná, criou o movimento “paranismo” que destacou-se na história de arte paranaense. Como resultado desse movimento, Langue estilizou a folha do pinheiro, “a curuma”, cujo o desenho foi adotado nas calçadas do centro de Curitiba.

Também nesse período, de 16/MAR a 29/MAI, o Museu Paranaense, levará ao público a Sala Especial ” Scherenschnitt ” (o recorte com tesoura) técnica alemã desenvolvida pela artista plástica paranaense, Malu Sheleder. São trabalhos onde a poesia da vida é mostrada no recorte, numa magia da composição entre o claro e o escuro.

Ainda, neste mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Museu Paranaense, na Sala das Coleções estará mostrando ao público a exposição “História e Sedução – a moda íntima feminina no início do séc. XX”. São peças de colecionadores evidenciando o vestuário intimo feminino no tempo em que a mulher, escravizada pelos espartilhos, modificava seu corpo para estar “de bem” com a moda da época.

Camisolas, corpetes, “calçolas”, meias e outros aparatos femininos certamente despertarão a curiosidade do público, o qual poderá estabelecer um comparativo com a sensual “lingerie” da mulher moderna dos dias de hoje.

 

 O Paraná é um dos estados com a maior diversidade étnica do Brasil. São alemães, poloneses, ucranianos, italianos, japoneses, povos que ajudaram a construir o Paraná de hoje. As 28 etnias que colonizaram o Estado trouxeram na bagagem sua cultura, costumes e tradições. Os imigrantes chegaram com a promessa de encontrar a paz numa ‘terra desconhecida, mas que prometia trabalho, terra, produção e tranqüilidade. A colonização maciça só começou depois da proibição do tráfico de escravos, o que aumentou a procura de mão-de-obra para trabalhar nas fazendas de café, principalmente no Norte do Estado. Essa mão-de-obra assalariada passou a ser a melhor alternativa para o desenvolvimento da pecuária, até então era a principal cultura do Paraná, e das lavouras de café. Foi a partir de 1850, quando o Paraná deixou de ser província de São Paulo, que o Governo local iniciou uma campanha para atrair novos imigrantes. Entre 1853 e 1886 o Estado recebeu cerca de 20 mil emigrantes Os alemães foram os primeiros a chegar ao Paraná, em 1823, fixando-se em Rio Negro. Mas, o maior número de imigrantes vindos da Alemanha chegou ao Estado no período entre as guerras mundiais, fugindo dos horrores dos conflitos. Esse povo trouxe ao Paraná todas as atividades a que se dedicavam, entre elas a olaria, agricultura, marcenaria, carpintaria, etc. E, à medida que as cidades prosperavam, os imigrantes passaram a exercer também atividades comerciais e industriais. Hoje, a maior colônia de alemães está no município de Marechal Cândido Rondon, que guarda na fachada das casas, na culinária e no rosto de seus habitantes a marca da colonização.
Os alemães estão concentrados também em Rolândia, Cambé e Rio Negro. A maioria deles chegou ao Paraná vindo de Santa Catarina.

 

 

 

 

 

Museu Paranaense

Rua Kellers, 289 – Alto S. Francisco

Curitiba

 

Maiores informações: (41) 304 3300

www.museupr@pr.gov.br        

 

 

 

 

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Author: Redação

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