Livro com desenhos de Poty

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Em comemoração ao aniversário de Curitiba, no próximo dia 29, quando a capital do Paraná completa 312 anos, o Museu Oscar Niemeyer lança, às 16h, o livro A História Mágica dos Desenhos de Poty, de Sônia Gutierrez. O livro foi co-produzido pelo Museu, com o apoio do Governo do Paraná, em parceria com a Fundação Poty Lazzarotto. O lançamento dele integra a Programação de Aniversário da Cidade e marca o início de uma interação de atividades entre Estado e município.
Dirigido ao público infantil, parte da edição de propriedade do Museu terá como principal objetivo a doação às escolas públicas. Na ocasião, serão doadas cerca de mil unidades à Secretaria de Estado de Educação e em torno de 500 unidades à Secretaria Municipal de Educação. Complementando o evento, o Museu irá expor, no espaço do departamento de Ação Educativa, 15 desenhos originais de Poty que inspiraram a confecção do livro. Em paralelo, os responsáveis pelo departamento irão desenvolver junto ao público interessado, em especial grupos de estudantes agendados, oficinas e contação de histórias relativas ao artista paranaense e sua obra.
A diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Maristela Requião, o secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, a secretária municipal de Educação, Eleonora Fruet, o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Paulino Viapiana, e o presidente da Fundação Poty Lazzarotto, João Lazzarotto, irmão do artista, estarão presentes ao lançamento.

O livro
O livro conta a história do menino Napoleon Potyguara Lazzarotto, que construiu e recriou em traços o universo que lia, via e ouvia. Por meio dele, o leitor poderá observar os traços ingênuos de Poty, aos 7 anos, a ensaiar desenhos de sol, aviões, animais e trens. Elementos que povoaram as histórias infantis do artista. Ilustradas também por heróis imaginários, em recriações dos livros e gibis que o artista apreciava ler.
Era para Poty a década de 20, época do cinema mudo, em que, mais do que saber ler, era preciso imaginar. Época em que tudo era novo, em que tudo estava por ser criado. Assim, narrando suas histórias em desenhos, o menino Poty passou pelos 12, 15, 20 anos e, como ele, seus traços foram adquirindo maturidade e complexidade.
Aos 22 anos, entre 1946 e 1947, Poty teve o talento reconhecido ao receber uma bolsa para se aperfeiçoar em Paris. Desde então, realizou dezenas de exposições, cursos e, em 1950, organizou o primeiro curso de gravura no Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Seus desenhos, grande parte em murais, ganharam os espaços públicos de algumas grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e, em especial, Curitiba, além de outras do Paraná. Nesse juntar de pequenos pedaços de cerâmica, Poty coloriu e recriou pedaços da história cotidiana desses lugares.
Reconhecido como artista, Poty tornou-se, em sua época, um dos ilustradores mais solicitados pelos editores do País. Seus trabalhos ganharam as capas e páginas de livros. Obras de importantes autores brasileiros, como Graciliano Ramos, Jorge Amado, Dalton Trevisan, Gilberto Freire, Raquel de Queiróz e Machado de Assis, foram enriquecidas com ilustrações do curitibano. O conjunto das ilustrações para o livro Sagarana, de Guimarães Rosa, rendeu a Poty o primeiro prêmio no setor livros da X Bienal de São Paulo.

Serviço:
Quando: dia 29, às 16h
Onde: Museu Oscar Niemeyer
Endereço: Rua Marechal Hermes, 999
Centro Cívico – CEP: 80530-230
Telefone: (41) 350-4400

 

Author: Redação

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