PORQUE VISITAR MUSEUS?

Infelizmente ainda estão distante de serem um dos locais mais desejados e visitados pelo público brasileiro em geral. Nos referimos aos museus, que permite sim uma grande satisfação para quem tem verdadeiro interesse em fazer e desenvolver uma análise de diferentes períodos de nossa história. Não necessariamente de nosso passado. Os museus possuem também a capacidade de revelar para o visitante que ele mesmo – como tal – faz parte do processo histórico. É aí que este humilde artigo pretende revelar, de forma sucinta, o que está envolvido numa simples visita a um museu. Talvez respondendo perguntas como: o que podemos aprender indo aos museus? O que podemos fazer antes de irmos a um determinado museu?

Origens

A primeira exposição de objetos organizada ocorreu há muitos séculos por meio do então Papa Pio XI. Tratava-se de um acervo composto de artefatos religiosos. Até hoje, em Roma, existem inúmeros objetos antigos que ilustram verdadeiras relíquias da religiosidade cristã, muitos deles podem ser vistos no Museu do Vaticano. Outro exemplo que merece destaque fica por conta do Museu de Alexandria é um verdadeiro templo cultural, freqüentado por figuras ilustres como o filósofo Aristóteles. Sim, tratava-se do filósofo que educou Alexandre o grande. Dentre os bibliotecários havia podemos destacar Aristófanes de Bizâncio (257 – 180a.C). Este museu oferece um leque muito diversificado no que diz respeito às atividades culturais. Em seu interior aprendia-se muito, pois a biblioteca contava com aproximadamente 500.000 volumes. Toda área foi destruída pelo fogo em 641 d.C. Temos abaixo uma ilustração do Farol de Alexandria:

 

Já com o período do renascimento, na Europa, onde a centralização do universo transfere-se de Deus para o Homem, os acervos ganharam requinte, ganharam suntuosidade, ganharam uma grande variedade e espaço, no sentido literal da palavra. Muitos objetos eram oferecidos por famílias da alta burguesia, que tinham o prazer de ver seus objetos expostos para outros bem abastados apreciar, evidentemente.

Alguns Destaques do Brasil

Inaugurado em 1890 (edifício-monumento), o Museu Paulista de São Paulo, com exposições divididas em três áreas: objetos, iconografia e documentação textual, oferecendo uma agradável oportunidade para se conhecer um pouco mais sobre a História do Brasil. Período situado no século XVII, a exposição está envolvida ao período do processo de independência do Brasil. A disposição dos objetos permite um passeio ao cotidiano da alta burguesia paulista, na ocasião sustentada por meio da cultura cafeeira. Lá, se pode apreciar ambientes inteiros, que foram remontados preservando assim os mais particulares detalhes da época.

O Museu Paulista, também chamado Museu do Ipiranga, oferece ainda a beleza e a exuberância que estão à parte das exposições: o próprio edifício que abriga os objetos foi projetado em estilo europeu, imponente com riquíssimo acabamento externo, com grandes “terraços” e um sublime acabamento interno em mármore e gesso como pode ser presenciado, principalmente no salão nobre – salão este que abriga o maior quadro de todo acervo do museu, O Grito da Independência, obra de Pedro Américo.

 

A arte fora do “Ipiranga”

O belga Arsenius Puttemans foi o responsável pela construção, em 1909, de um belo jardim localizado à frente do edifício-monumento. Projetado e baseado no paisagismo barroco francês, ele compõe (com harmonia) o conjunto arquitetônico do museu. Nele pode-se ver ainda a beleza das águas que descem em forma de degraus. Mais tarde, este jardim foi ampliado em 1500 metros quadrados. O local está ainda mais “vivo” em beleza isto porque houve um processo recente de restauração com participação da iniciativa privada. Desta forma, as cores estão com maior presença, revelando mais de perto o projeto.

O Rio de Janeiro também “guarda” História

Em agosto de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, foi inaugurado, por decreto do então Presidente Epitácio Pessoa, o Museu Histórico Nacional. Este museu foi de suma importância para o país, pois foi a partir de seu funcionamento que se desenvolveu no Brasil o primeiro curso de museologia

 

 

e também, com advento do museu houve a construção de outros museus no país. Seu acervo oferece muitas alternativas, seja em exposições itinerantes ou permanentes. Exemplos: Colonização e Dependência, Farmácia Teixeira Novaes, Memória do Estado Imperial, No Tempo das Carruagens, As Moedas Contem a História, entre outras. Este museu conta com uma estrutura formidável, principalmente no sentido de conservação e restauração dos acervos, cursos, etc.  

 

 

 

 

Destaques do Mundo

Museu do Vaticano – Roma (fundado em 1784)
Museu Egípcio – Cairo (fundado em 1835/1900)
Museu do Louvre – França (fundado em 1793)
Museu/Biblioteca de Alexandria (fundação em 280 a.C)

Diferentes Tipos de Acervos no Brasil e no Mundo

Nos dias de hoje podemos identificar museus que apresentam diferentes modalidades de acervos. Em São Paulo, por exemplo, há o Museu do Imigrante, Museu da Imagem e do Som, Museu da Arte Sacra, entre tantos outros. Na cidade do Rio de Janeiro, existe o Museu do Teatro, Museu do Primeiro Reinado, Museu dos Esportes, existe ainda o Museu Histórico Nacional, etc. Nos EUA existe o Museu Natural, na verdade, trata-se de uma grande área natural com fragmentos de fósseis de animais pré-históricos como Dinossauros. Uma extensa área preservada que passou a ser visitada pelo público, transformando-se, portanto, num museu.

Afinal, porque visitar museus?

Em pleno século XXI, podemos presenciar cursos especializados que procuram tratar da importância dos museus, tanto em preservação como também em ação. A dimensão da chamada museologia trabalha nesta dimensão. Ir ao museu hoje, não significa ficarmos limitados a observar objetos expostos. Como podemos ver, foi no Rio de Janeiro que se iniciou o primeiro curso de museologia. Esta disciplina revela as diferentes dimensões que envolvem interessantes questões como:

Porque é necessário nos preparamos antes de visitar um museu? O que pode ser recomendado? Como organizar um acervo no museu? Como identificar a estrutura histórica em cada museu? Essas e outras questões são perfeitamente esclarecidas num curso de museologia.

Exposições itinerantes – são exposições cujo acervo é freqüentemente removido para outros museus e eventos culturais. Podemos citar o exemplo no Brasil quando houve a oportunidade de se ver a carta original de Pero Vaz de Caminha (comemorações dos 500 anos do país), este documento pertence aos registros de Portugal, entretanto, foi trazido para o Brasil para compor o acervo comemorativo. Por outro lado, as exposições fixas são àqueles acervos que não deixam seu local preservado.

Considerações Finais

Relativamente ao Brasil – É extremamente preciso haver mais vontade tanto da parte dos governantes, no sentido de executar parcerias efetivas com a iniciativa privada, parcerias que ofereçam acesso sincero às diferentes condições sociais da comunidade brasileira. Infelizmente o acesso à cultura é muito precário – com isto – há grandes chances de desenvolver, com este cenário do país, uma sociedade problemática com respeito a novas mentalidades e satisfação social. Os investimentos ainda estão muito distantes de ser suficiente para promover o acesso verdadeiro a diferentes áreas da cultura como: a leitura, o teatro, a música, os museus, os cinemas, etc. Combater a desigualdade seria um importantíssimo passo para começar as transformações necessárias.

Referência Bibliográfica:

www.mp.usp.br
www.museuhistoriconacional.com.br
www.egyptianmuseum.gov.eg

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