CELEBRAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS 2017 – RJ

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A celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas ocorrerá nos dias 12 e 13 de agosto, das 9h às 18h, com exposição e venda de artesanatos; pintura corporal com grafismos étnicos; apresentações de cantos e danças indígenas; contação de histórias; e debates na Oca Huni-kuin do Parque Lage.

 

Uma grande feira cultural indígena, para adultos, jovens e crianças, com entrada franca. Excelente programa para o público carioca curtir em família e também para os turistas em visita ao Rio.

 

IMG_4020A energia da floresta paira sobre as árvores da bela área verde do Parque Lage e dos jardins do palacete onde funciona a Escola de Artes Visuais (EAV). Neste local, ideal para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, no final de semana de 12 a 13 de agosto, das 9 às 18 horas, dezenas de indígenas de diferentes etnias de todo o Brasil se reúnem para entoar cantos e danças indígenas, expor e vender seu artesanato tradicional, fazer pintura corporal, contar histórias e promover debates sobre a questão indígena.

 

O evento está em sua sétima edição e é realizado pela Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e a Escola de Artes Visuais (EAV). A programação é a seguinte:

 

Sábado 12/08 e Domingo 13/08

  • 9h – Abertura da Feira de Artesanato Indígena*;
  • Das 10h às 12h30 – Apresentações de grupos culturais indígenas;
  • Das 12h30 às 14h – Contação de histórias na Oca Huni-kuin;
  • Das 14h às 16h30 – Mesas de debates indígenas na Oca Huni-kuin;
  • Das 16h30 às 17h30 – Roda de cantos e danças com o público presente ao evento
  • 18h – Encerramento.

 

* Exposição e venda de artesanato indígena em 40 barracas por mais de 100 indígenas de diversas etnias; apresentações de cantos e danças indígenas; pintura corporal étnica; contação de histórias.

 

Mesas de Debates

SÁBADO (12/08), das 14h às 16h30

“A Saga da Aldeia Maracanã: sua história de lutas, conquistas e desafios atuais”

 

Palestrantes: lideranças da Aldeia Maracanã

  • Carlos Tukano, presidente da AIAM
  • Marize Guarani
  • Arassari Pataxó
  • Dauá Puri

 

DOMINGO (13/08), das 14h às 16h30

“Ameaças a demarcação das terras indígenas e a inconstitucionalidade do marco temporal”

 

Palestrantes: lideranças do movimento indígena nacional

  • Luiz Eloy Terena, advogado indígena da APIB e doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional/RJ;
  • Felipe Cruz Tuxá, pesquisador indígena e Mestre em Antropologia Social pela UnB ;
  • Edson Kayapó, professor indígena e doutor em História pela USP.

 

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O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.

 

A diversidade do artesanato, o grafismo étnico das pinturas corporais e a riqueza musical dos povos originários contam a história ancestral de uma cultura dos primeiros habitantes da terra hoje chamada Brasil.

 

Indígenas Pataxó, do sul da Bahia, Kaingang do Rio Grande do Sul, Fulni-ô, de Pernambuco, povos do Alto Xingu, os Guarani e Puri do Rio de Janeiro, Tukano do Amazonas, Guajajara do Maranhão, Kariri-Xocó e Potiguara do nordeste serão algumas das etnias presentes à celebração, que também contará com apresentações do Grupo Multiétnico da Aldeia Maracanã.

 

Além dos rituais, cantos e danças, muitas contações de história serão feitas por indígenas do movimento da Aldeia Maracanã, que reúne diferentes etnias em contexto urbano na cidade do Rio de Janeiro.

 

“Cada qual aprende com outro e, assim, temos uma potência cultural no plano nacional. Representamos a cultura viva dos povos indígenas de todo Brasil”, explica Carlos Tukano, cacique da Aldeia Maracanã e presidente da AIAM, liderança do povo Tukano da região do Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.

 

A preservação de uma cultura se dá através do reconhecimento de suas práticas e crenças, e a oportunidade de encontro entre várias etnias aproxima narrativas e expande a interação entre os povos e o público, demonstrando a força e a diversidade da cultura indígena.

 

Este ano, com o agravamento das ameaças aos direitos dos povos indígenas, o evento será enriquecido através de mesas de debates ao longo dos dois dias.

 

A mesa de sábado (12/08 – 14h), será sobre “A Saga da Aldeia Maracanã: sua história de lutas, conquistas e desafios”, e será composta por Carlos Tukano, Marize Guarani, Arassari Pataxó e Dauá Puri, lideranças da origem do movimento Aldeia Maracanã que, em 20 de outubro de 2006, iniciaram a ocupação cultural indígena do prédio do antigo Museu do Índio.

 

A mesa de domingo (13/08 – 14h) tratará das “Ameaças a demarcação de terras indígenas e inconstitucionalidade do marco temporal”, e contará com a presença de Luiz Eloy Terena, advogado e militante indígena, natural da aldeia Ipegue, na região de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.

 

Luiz Eloy é uma jovem liderança de 27 anos, ameaçado por pistoleiros da região devido ao seu trabalho na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e na defesa dos direitos indígenas e na luta contra o assassinato de muitas lideranças indígenas dos povos Guarani Kaiowá e Terena, no Mato Grosso do Sul.

Nessa mesa também estarão as lideranças indígenas Felipe Cruz Tuxá, doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional do Rio, e Edson Kayapó, professor e doutor em História pela USP.

 

 

O DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS

Celebrada mundialmente no dia 9 de agosto, a data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995 para expressar o reconhecimento internacional em relação aos povos que ainda carecem da manutenção de seus direitos mais básicos, como a autodeterminação de suas condições de vida e cultura, respeito a sua espiritualidade, bem como o direito a seus territórios ancestrais e a preservação de suas próprias línguas, costumes e saberes tradicionais.

 

A ASSOCIAÇÃO INDIGENA ALDEIA MARACANÃ (AIAM)

Após a truculenta desintrusão dos indígenas da Aldeia Maracanã pela tropa de choque da Polícia Militar, ocorrida em 22 de março de 2013, as principais lideranças indígenas do movimento concluíram que, para ter sucesso em sua luta pela preservação do prédio do antigo Museu do Índio e outras conquistas, seria necessário estruturar uma associação para fortalecer seu diálogo junto ao poder público e encaminhar soluções concretas e políticas públicas para os indígenas residentes no Estado Rio de Janeiro. Assim, em janeiro de 2015 foi formalmente criada a Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), formada por cerca de 50 associados indígenas representando mais de 20 povos indígenas do Brasil.

 

– Abrimos diálogo porque os povos precisam de respostas e não-indígenas precisam saber quem somos, o que queremos e o que temos a oferecer. O cidadão comum do Rio de Janeiro não conhece a história de sua própria terra. O passado indígena nunca foi colocado na historia da construção do Brasil. Hoje, nós sabemos falar português, não precisamos de tradutores, e temos capacidade de discutir direitos para cumprir deveres – explica Carlos Tukano, cacique da Aldeia Maracanã e presidente da AIAM.

 

Através desse diálogo, várias conquistas foram possíveis tais como: o tombamento pelo INEPAC e pelo IRPH do prédio do antigo Museu, que sediou o SPI de Rondon e o Museu do Índio de Darcy Ribeiro; e a publicação em 16/12/13 de um decreto do governador do Rio de Janeiro destinando o prédio ao “Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas”, a ser implantado no emblemático prédio após seu restauro, com gestão compartilhada com os próprios índios.

 

No momento, em função da grave crise financeira que acomete o Estado do Rio e restringiu seus recursos para investimentos, a AIAM está articulando com a Secretaria de Estado de Cultura um projeto para captação de recursos que viabilizem o restauro do prédio e a breve implantação do prometido centro cultural indígena no local.

 

Desde 2014, a AIAM vem realizando também diversos eventos culturais indígenas, como a celebração da “Semana do Índio no Parque Lage 2017”, realizada no Parque Lage pela sexta vez; o Seminário “O Rio continua Índio”, realizado em parceria com o Museu da Justiça em 2015; a “Grande Feira Cultural Indígena” na Fundição Progresso durante a Rio 2016; entre várias outras atividades voltadas a valorização e divulgação da cultura indígena no âmbito do Rio de Janeiro.

 

Outra iniciativa importante liderada pela AIAM foi a criação do Conselho Estadual dos Direitos dos Povos Indígenas, articulada em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em fase final de publicação no Diário Oficial do Estado para sua criação e início de funcionamento.

 

Serviço:

Data: Sábado (12/08) e Domingo (13/08)

Horário: das 9h às 18h

Local: Parque Lage – Rua Jardim Botânico, 414, Rio de Janeiro, RJ

Entrada franca

 

Mais informações:

Toni Lotar

Indigenista Responsável pelo evento – Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM)

Telefone: (21) 98881-4419

E-mail: tonilotar@yahoo.com.br

 

Assessoria de Imprensa – Sandra Menezes – smenezescomunicacoes@gmail.com

21 – 9 97669787

 

 

    Author: Brasil Cultura

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