SEM SAMBA E SEM SAPUCAÍ EM 2018

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Após encontro entre representantes das treze escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval carioca, realizado na noite desta quarta-feira (14), na sede da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, ficou acordada a inviabilidade dos desfiles em 2018, caso seja mantida a decisão do prefeito Marcelo Crivella em reduzir pela metade a subvenção municipal.

 

Os dirigentes já solicitaram uma audiência com Crivella, ainda sem data definida, com o objetivo de encontrar uma solução para o caso.

 

 

Leia a nota emitida pela LIESA na íntegra:

 

“Foi com surpresa que as Escolas de Samba do Grupo Especial da LIESA tomaram conhecimento da decisão do Exmo. Sr. Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro de reduzir em 50% (cinquenta por cento) o apoio financeiro para a produção dos Desfiles do Carnaval de 2018.

 

Considerando os enormes benefícios econômicos, financeiros, de geração de empregos e de renda, além da valorização da imagem da Cidade do Rio de janeiro e do Brasil;

 

Considerando, também, o aumento substancial de arrecadação de impostos e receitas diretas e indiretas proporcionadas durante o período de preparação e realização dos desfiles carnavalescos;

 

Considerando, mais, que tal medida anunciada trará graves consequências para a produção do espetáculo, tornando inviável a realização do mesmo, nos moldes em que é anualmente apresentado;

 

Considerando ainda, a visita do então candidato a Prefeito à sede da LIESA, firmando o compromisso de manter a subvenção para as Escolas de Samba, no mínimo nos moldes do ano anterior, com a perspectiva de possíveis acréscimos, visando o engrandecimento do espetáculo.

 

Diante do acima exposto, as Escolas de Samba do Grupo Especial, representadas por seus Presidentes abaixo assinados, vêm esclarecer a opinião pública que, em reunião realizada na sede da LIESA, no dia 14/06/2017, chegaram a conclusão que, a prevalecer a decisão do Exmo. Sr. Prefeito Marcelo Crivella, ficarão inviabilizadas as apresentações das Escolas de Samba, no Carnaval de 2018.

 

Em face dos fatos narrados, as Escolas de Samba aguardam o agendamento, o mais breve possível, da audiência já solicitada anteriormente com o Exmo. Sr. Prefeito e os Presidentes das Escolas de Samba e da LIESA, com o objetivo de se encontrar uma solução para o problema, tendo em vista a gravidade dos fatos”.

 

Saiba mais sobre o tema:

 

O possível corte, anunciado pela prefeitura, de 50% na subvenção para as escolas de samba do Grupo Especial, reduzindo a verba para um valor fechado de um milhão de reais, por agremiação, é o assunto mais comentado entre os sambistas nos últimos dias.

 

 

 

 

Como o SRzd adiantou em outras reportagens, o administração Crivella argumentou que vive uma crise financeira e sua intenção é deslocar o dinheiro do Carnaval para dobrar (de R$ 10 para R$ 20) o valor diário gasto com cada uma das 12 mil crianças matriculadas em 158 creches conveniadas com o município.

 

O principal argumento dos dirigentes das escolas de samba para defender a liberação integral da subvenção é que elas realizam um evento rentável para a cidade, arrecadação para a prefeitura e incentivo ao turismo local.

 

A tese é compartilhada pelo presidente da ABIH, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Alfredo Lopes. A Riotur, órgão da prefeitura, reconhece que a festa movimenta R$ 3 bilhões no período, aumentando os dividendos com impostos.

 

Se a tese de Crivella prevalecer, as agremiações passarão a receber o mesmo que recebiam antes da posse de Eduardo Paes, em seu primeiro governo. Em média, o custo de um desfile no Grupo Especial gira em torno de R$ 6,5 milhões. As entidades dos demais grupos também devem receber um montante menor de recursos, no entanto, o volume dos cortes ainda não foram divulgados.

    Author: Brasil Cultura

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