Música “rompe barreiras” e “aproxima pessoas”

São hoje 12,5 mil crianças no país que participam do projeto TIM Música nas Escolas, em que o ensino musical é usado como instrumento de integração dos alunos e formação de uma consciência para a atuação cidadã. Iniciado em 2003, o projeto inclui a formação de um grupo musical de crianças, os “Pequenos Embaixadores da Paz”, e criação de “Núcleos de Agitação Cultural”, em que os próprios alunos gerem uma rádio e produzem eventos culturais na escola. Leia entrevista com Maria da Glória Rubião, responsável pelo projeto.

Como o ensino de música pode possibilitar às crianças e adolescentes um diferente modo de atuação na sociedade?
Musica, para a gente, é uma ferramenta de aproximação. Uma forma de se aproximar como público alvo. O esporte também é uma saída. Mas em nossos projetos, utilizamos a música como uma forma de romper barreiras e aproximar as pessoas. No caso do Tim Música nas Escolas, a gente leva também, além da música, uma formação cidadã e uma cultura de paz. No grupo musical, as crianças se apresentam nas comunidades em uma situação em uma campanha, por exemplo, na campanha contra a dengue.

Um problema que constatamos nas escolas, ainda mais na periferia, é que as crianças cada vez mais brincam de brigar. Então por que a gente não leva brincadeiras musicais para elas?
Nossa atuação é na escola. Em São Paulo, em dez escolas de ensino fundamental. São crianças em idade de 7 a 15. Começamos no primeiro semestre de 2003, com 5 mil alunos em São Paulo. Hoje, temos 12,5 mil alunos em seis capitais: São Paulo, Salvador, Belém, Porto Alegre, Recife e uma outra cidade que ainda não podemos divulgar, pois está em fase de implantação.

O que são os “Núcleos de Agitação Cultural”, que fazem parte do projeto?
São grupos de atuação dentro das escolas. No primeiro ano do projeto, a gente diz que “a musica faz a escola”. Nós fazemos oficinas de formação de grupos musicais. No segundo ano, dizemos que “a escola faz a musica”. Os grupos são convidados a participar do que chamamos de núcleos de agitação. É um espaço em que as crianças, elas próprias, passam a organizar uma série de atividades na escola. Elas fazem uma rádio transmitida na escola, produzem eventos culturais, festa junina, evento no dia dos namorados, aprendem brincadeiras musicais…

Isso é orientado pelos “agentes de campo”, os monitores que estão constantemente nas escolas organizando os núcleos de agitação. Eles têm que deixar as crianças gerirem esses núcleos.

De que forma a organização do projeto atua nas escolas?
O grande mote do projeto são os recursos humanos que a gente disponibiliza para o projeto. Temos verdadeiros professores de formação cidadã, de cultura de paz. São oficineiros que vão semanalmente às escolas, levando diversos ritmos às crianças, ensinando desde instrumentos de cordas, de sopro, até história da MPB.

O que é o grupo Pequenos Embaixadores da Paz?
É um grupo com numero reduzido de alunos (120). De todas as crianças que participam, nós selecionamos aquelas que mais se dedicam e oferecemos oportunidade de um estudo mais intenso de música. Elas têm aulas de duas horas específicas de formação musical, duas vezes por semana. Esse grupo, ao final do primeiro ano, está preparado para fazer apresentação nas comunidades. Junto com a música, eles levam uma mensagem de paz, de felicidade.

Como o Tim Música nas Escolas se encaixa dentro da estratégia de valorização da marca TIM?
A TIM tem como slogan “viver sem fronteiras”. A melhor forma de dar corpo para isso é por meio da música, por toda sua existência em todo o mundo, seu poder de alcançar todo mundo. O projeto teria que escolher uma ferramenta para se aproximar das crianças e por esses motivos escolhemos a música.

A empresa já tem essa cultura de patrocínio desde a matriz, na Itália. A gente está alinhado com a matriz. É uma coisa mundial, envolvendo vários países em que a empresa atua. A Telecom Itália, dona da Tim, faz parte do “The London Bank Marking”, um grupo de sustentabilidade, de responsabilidade social, muito criterioso e sério da Europa.

ArteCidadania.org.br

Sílvio Crespo
 

    Author: Redação

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