Mapeamento instrumental do Brasil

Yamandú Costa

 

O Teatro Cultura Artística vai ciceronear um encontro instrumental inédito, com as participações do violonista Yamandú Costa, do violinista Ricardo Herz (ambos vencedores do Prêmio Visa de Música Brasileira), Zimbo Trio e a Orquestra Arte Viva. Beneficente, o concerto Tons e Sons do Brasil será realizado hoje, às 21 horas, com arrecadação revertida para o Berçário Naar Yisrael.
No repertório, um mapeamento da música, ritmos e melodias de todo território brasileiro. De Norte a Sul. De Leste a Oeste. De Tom Jobim a Milton Nascimento. Yamandú Costa, por exemplo, representará a região sul do País. A Orquestra Arte Viva vai reproduzir sons do Norte e Nordeste, e assim seguirá a programação. Ao longo da apresentação, cada convidado será responsável por três números musicais, um deles acompanhado pela orquestra, sob a regência do maestro Amilson Godoy. A abertura será feita ao som de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, pela Orquestra Arte Viva.

E ao que tudo indica, Zimbo Trio será responsável por um dos momentos mais delicados do concerto, com uma suíte Milton Nascimento. “Serão cerca de 15 minutos de pot-pourri de músicas do Milton, que ele fez com diferentes compositores, como Maria Maria e Nada Será Como Antes, com arranjos muito bacanas”, comenta o pianista Amilton Godoy, integrante do Zimbo Trio ao lado do baterista Rubens Barsotti e do contrabaixista Itamar Colaço.

Ainda no repertório do trio, Garota de Ipanema (de Vinicius e Tom Jobim), primeira gravação do Zimbo, e Gabriela (de Tom Jobim) ao lado da orquestra. “Para nós, que ainda temos disposição e energia, é gostoso tocar com a turma jovem”, graceja Amilton. “No Prêmio Visa, votei no Ricardo Herz para ficar entre os finalistas. E Yamandú é um virtuoso.”

De passagem pelo Brasil para alguns shows, o violinista Ricardo Herz, que mora na França, também está com sua apresentação definida. Tocará Ponteio (de Edu Lobo/Capinam), em companhia de seus músicos e fará um solo de violino tenor em Luiza (de Tom Jobim). Ao lado da orquestra e novamente com seus músicos, Ricardo executa Mourinho Baião, composição sua inspirada na canção Mourão, de Guerra Peixe. “Na verdade, usei um trecho do Mourão na minha música.”

Munido de seu violão sete cordas, Yamandú dedilhará Brasiliana (Radamés Gnatalli), Chalana e Chamamé (dele próprio). “Os shows sempre fizeram a música porta-voz do cantor e, desta vez, é o músico que está em evidência”, diz Amilson, cuja orquestra executará pérolas de Adoniran e Luiz Gonzaga. No final, todos se juntam para cantar O Morro não Tem Vez.

Serviço Tons e Sons do Brasil. Teatro Cultura Artística – Sala Esther Mesquita (1.156 lug.). R. Nestor Pestana, 196, 3258-3616. Hoje, 21h. R$ 50 a R$ 90

 

    Author: Redação

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