Incentivo da Funarte para bandas

 

 

 

 

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) e o Ministério da Cultura lançaram o edital do Programa Nacional Bandas de Música, que concede prêmios para aquisição de instrumentos de sopro a bandas de todo o Brasil. O objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade técnica e artística dos conjuntos musicais do país. Os interessados devem enviar ao Centro da Música da Funarte a ficha de inscrição, acompanhada de um projeto de aquisição de instrumentos, até o dia 14 de março deste ano.

 

Serão contemplados no mínimo 138 projetos, com prêmios no valor de até R$ 20 mil cada um, atendendo a todos os estados da federação. Os critérios de avaliação são a qualificação da banda, a clareza na exposição de suas necessidades e a viabilidade prática do projeto.

 

Segundo o edital, serão consideradas bandas de música aquelas compostas por instrumentos de sopro e percussão, com pelo menos 15 músicos, que tenham diretoria e regimento interno e ofereçam cursos de formação para instrumentistas. Bandas de pífanos (de formação mais simples), de rock, fanfarras, bandas marciais, militares e conjuntos ligados a instituições religiosas não podem se inscrever.

 

O diretor do Centro da Música da Funarte, Pedro Müller, explica que esta é a primeira vez que o Programa Nacional Bandas de Música não distribui diretamente os instrumentos de sopro. “A Funarte optou por custear a aquisição dos instrumentos, pois desta forma evitamos as despesas com transporte e conseguimos atingir mais bandas em todo o país. Além disso, os contemplados têm liberdade para adquirir os instrumentos mais adequados à sua realidade. É importante transferir às bandas a responsabilidade pelo uso da verba”, afirma Müller.

 

O Programa Nacional Bandas de Música é uma das ações do Projeto Bandas, desenvolvido desde 1976 pelo Centro da Música da Funarte. Além do programa que viabiliza a aquisição de instrumentos, o Projeto Bandas mantém um cadastramento das bandas de todo o País; promove cursos de reciclagem para instrumentistas e regentes, e cursos de manutenção e reparos em instrumentos de sopro; edita e distribui partituras especialmente arranjadas para bandas e o Manual de Reparo e Manutenção de Instrumentos de Sopro.

 

Para se inscrever basta acessar o site da Funarte (www.funarte.gov.br ) e fazer o download do formulário e da ficha de inscrição.

 

História

Primeiramente, é preciso lembrar que até início dos anos 80 “banda”, na área da música, segundo o Dicionário de Música (Zahar Editores – 1985), tradução da primeira edição inglesa de 1982, era: “Conjunto de instrumentos de sopro e percussão associado originalmente à música militar”. No Brasil, entretanto, impõe-se a distinção entre as bandas civis e militares.

 

A diferença, no caso, é basicamente institucional. As bandas militares, de formação variada atendem às necessidades da caserna. Já as bandas civis se transformaram em instituição de importância ímpar na vida musical, social e cultural do interior brasileiro. Têm, em geral, registro em cartório, sede própria, diretoria, estatutos, escolinha de instrumentistas, arquivo de grande valor musicológico, perpetuando gêneros abandonados pela música comercial.

 

Resumidamente era essa também a definição fornecida pelos principais dicionários lingüísticos. Entretanto, do início dos anos oitenta para cá, banda passou a ser qualquer conjunto musical, e a banda de antes deixou de ser considerada em alguns dicionários. A “Banda” é a escola de música mais presente no interior do Brasil.

 

Entre instrumentistas e demais pessoas envolvidas com bandas de música corre a suspeita de que a apropriação do termo é parte de campanha, meio subliminar, para retirar do imaginário popular a figura da banda tradicional; coordenada, não pelos grupos musicais, novos usuários do termo, mas por outros interessados por trás do marketing em torno da cultura popular, nem sempre de raízes nacionais.

    Author: Redação

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