Grupo Tortura Nunca Mais-PR

 

O dia 31 de março se incorporou à história brasileira como o Dia da Traição Nacional, marco do neocolonialismo brasileiro, momento gritante da conjura internacional contra o povo deste país.

1) Sob inspiração, orientação e apoio diplomático e militar dos Estados Unidos da América do Norte, a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD)   comandando uma rede de grupelhos políticos de direita, mais a Igreja feudalista do Vaticano, a imprensa modelada por Washington e estipendiada pelas multinacionais e um ativismo a soldo de vários escritórios e agrupamentos privilegiados  , tendo à frente grupos fascistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais com um movimento anti-Brasil, provocaram comoção nacional e pânico político, desestruturando a vida do País com uma ronda de quarteladas fascistas;

2) E há 43 anos uma conspiração burocrático-militar a serviço do capitalismo financeiro-monopolista, associado à burguesia exportadora, ao latifúndio pré capitalista, ao rentismo especulador e ao conservadorismo social e político   sublevou as forças armadas, derrubou o governo legitimamente constituído e esfacelou as instituições nacionais, jogando o Brasil nas trevas de 21 anos de ditadura militar;

3) Passadas quatro décadas desse movimento anti-Brasil e duas do processo de redemocratização institucional e política, o País não recuperou as suas nutrizes populares e nacionais, mostrando que as forças sociais empenhadas na (re)democratização brasileira não encontraram ainda a união nacional para republicanizar-se no adotado sistema democrático liberal representativo;

4) Não só a Nação foi golpeada pela ditadura burocrático-militar, como as instituições brasileiras foram deformadas a serviço de um neoliberalismo nascente que sucedeu ao despotismo militar; o povo e suas forças sociais foram castrados e domesticados no estábulo do crescente mercado;

5) Os partidos políticos pós-ditadura herdaram seus maneirismos econômico-políticos e não lograram discernir uma idéia de nação e país com fundamento em valores sociais compartilhados por toda a sociedade, envolvendo-se daí em disputas gremiais de poder e na consecução de uma “cidadania de mercado”, sob o antagonismo dos confrontos de conservadores-liberais x liberalistas-sociais e de elitistas x populistas;

6) O Movimento Contra a Violência Social e Política nascido sob o signo “Tortura Nunca Mais” alerta o povo brasileiro de que o “Consumir” do Capitalismo multinacional “colocou na roda” o “Ser” da cidadania (brasilidade), e o Brasil enfrenta hoje a mais renhida batalha política por um programa nacional de desenvolvimento, que seja brasileiro quanto ao sentido e destino e se realize como desenvolvimento econômico-social e político.

Chamamos especial atenção para cinco (5) questões de relevância hoje:

1 – manutenção e explicitação dos direitos sociais trabalhistas ameaçados;

2 – redução do superávit primário com incentivo à industrialização tecnológica e aportes educacionais supervenientes;

3 – criação de um Instituto Energético da Biomassa Bautista Vidal e a expansão do sistema nacional de energia;

4 – mobilização popular e nacional contra a violência, com coragem de apontar suas verdadeiras causas, bem como buscar as soluções; e

5 – revisão e reordenamento das reparações do Estado a suas vítimas sociais, políticas e funcionais.

 

[Rua Voluntários da Pátria (ed. Asa) 475, 19º andar, cj.1907 -fone [041] 3079-1759]

Curitiba, 31 de março de 2007

 

 

Convocação: Dia 31 de Março

O “Grupo Tortura Nunca Mais”-PR convida as lideranças sociais e políticas do Estado, suas forças democráticas em geral para reunião em sua sede, às 18 horas do dia 30 de março, sexta-feira, véspera do Dia Nacional da Infâmia, quando se cumprirão 43 anos do golpe militar contra a nação brasileira.

O Movimento contra a Violência Social e Política, a Brasil Cultura e o Instituto Bolivariano de integração política do continente, os movimentos sociais e étnicos e o movimento estudantil programaram duas semanas de debates sobre a independência nacional, a autodeterminação dos povos e as políticas de coexistência entre os povos latino-americanos, de que a reunião do dia 30 e a passeata do dia 31 – da Reitoria da Universidade Federal até à Boca Maldita – são o início.

 

Para esses movimentos é imperioso analisar o processo de redemocratização, detectar as causas do fracasso da Constituição de 1988 e reordenar as demandas e campanhas políticas para a afirmação da cidadania brasileira.

 

Por um País passado a limpo!

 

    Author: Redação

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