Diversidade marca série do Rumos Música

Tem início a segunda rodada dos shows promovidos pelo programa Rumos Música, do Itaú Cultural. Há de tradicionalistas guitarradas paraenses a canções feitas por meio de softwares. Diversidade é o norte do projeto. Com o objetivo de mapear a produção musical do país, o Rumos selecionou 50 artistas em meio a 1.410 inscritos. Até o final do ano, será lançada uma caixa com gravações desses escolhidos.
Até lá, o público paulistano pode conhecer essa amostra da música brasileira nas séries de shows promovidas pela instituição. A primeira leva, com 16 artistas, ocorreu em março. Nesta semana, é a vez de outros 11 nomes. Um deles é Renata Rosa, cantora que com o elogiado CD “Zunido da Mata”, distribuído aqui pela Tratore e lançado na Europa no ano passado, jogou luz para a rabeca, instrumento que, resumidamente, pode ser descrito como um violino rústico. “É um som mais rasgado, mais áspero que o som do violino”, descreve Rosa.
Paulista, mas radicada em Olinda há cinco anos, Renata Rosa se apresenta amanhã, dia também do violonista Leandro Carvalho (MT), dono de quatro álbuns.
A quarta é o dia dedicado ao experimentalismo e à eletrônica. O quarteto mineiro pexbaA faz uma música atonal, que foge dos padrões convencionais ao se expressar por meio de palavras e sons sem significados.
O produtor pernambucano Chico Correa, integrante do coletivo Re:combo, fecha o dia misturando eletrônica com ritmos brasileiros e jazzísticos.
Festejado representante do coco de roda, Samba de Coco Raízes de Arcoverde (PE) traz nove de seus 23 integrantes para a apresentação de quinta. O grupo reúne dançarinos, cantores e músicos que tocam instrumentos regionais, e é formado por membros das famílias Calixto e Gomes. “Não é fechado para outras pessoas, é que não dá para colocarmos mais ninguém”, brinca Assis Calixto.
O grupo, formado em 1996, apresentará o foguete de roda, em que as damas dançam com os cavaleiros, e o coco trupe, em que o ritmo é marcado por “tamancadas”, numa espécie de sapateado.
Gênero de origem paraense, a guitarrada é representada no evento pelos Mestres da Guitarrada, formado por Mestre Vieira, Aldo Sena e Mestre Curica.
Lambada e carimbo são tocados utilizando guitarra, bateria e contrabaixo. A cantora baiana Mariene de Castro completa a programação de sexta.
O sábado é do canto, com o trio vocal mineiro Amaranto e o Nhamandú Werá, grupo da aldeia guarani Tekoa Marangatu, de Laguna (SC).
A segunda rodada de shows encerra-se no domingo, com o violonista amazonense Carlos Henry e o carioca Rodrigo Lessa, bandolinista do Nó em Pingo D’Água.

 

    Author: Redação

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