Dalva de Oliveirra

dalva_de_oliveira05/05/1917  31/08/1972

O pai era saxofonista e clarinetista amador em Rio Claro (SP), e a menina acompanhava o conjunto do pai em serenatas e bailes. Com a morte do pai quando ela tinha apenas oito anos, foi para um orfanato e um pouco depois juntou-se à mãe em São Paulo, onde trabalhou como babá e arrumadeira de hotel e cozinheira. Arranjou um emprego de faxineira numa escola de dança, e lá constumava cantar e improvisar ao piano depois das aulas. Um professor a ouviu cantando e conseguiu que ela integrasse um grupo musical, com o qual viajou por algumas cidades do interior. O grupo acabou e, sem dinheiro, fez um teste para a Rádio Mineira, em Belo Horizonte. Foi aprovada e adotou o nome artístico que a consagraria. Mudou-se em seguida para o Rio de Janeiro e acabou arranjando uma vaga na Rádio Ipanema depois outras emissoras até parar na Philips. Na década de 30 formou o Trio de Ouro com Nilo Chagas e Herivelto Martins, com quem acabou casando. O grupo emplacou clássicos como “Praça Onze” (Herivelto/ Grande Otelo) e “Ave Maria no Morro” (Herivelto). Trabalhou nas principais rádios da então capital do país, cantou no famoso Cassino da Urca. Em fins de 49, separou-se de Herivelto e em 1950, lançou três grandes sucessos: “Errei Sim” (Ataulfo Alves), “Que Será” (Marino Pinto/ Mário Rossi) e “Tudo Acabado” (J. Piedade/ Oswaldo de Oliveira Martins). Fez sucesso ainda com “Segredo” (Herivelto/ Marino Pinto), “Olhos Verdes” (Vicente Paiva), “Ave Maria” (V. Paiva/ J. Redondo), “A Bahia Te Espera” (Herivelto/ Chianca de Garcia) e outras músicas. Em 1951 foi eleita Rainha do Rádio e excursionou pela Argentina e Europa. Outro grande sucesso foi a gravação do baião “Kalu” (Humberto Teixeira), acompanhada pela orquestra do maestro Roberto Inglez. Morou por um tempo em Buenos Aires, depois voltou ao Brasil nos anos 60 e continuou em atividade gravando sucessos como as marchas-rancho “Rancho da Praça Onze” (João Roberto Kelly/ Chico Anysio), “Máscara Negra” (Zé Keti/ Pereira Matos) e “Bandeira Branca” (M. Nunes/ L. Alves), do Carnaval de 1970, seu derradeiro e imortal sucesso. Até o fim da vida se apresentou em casa noturnas e programas de televisão. Em 1997, a EMI lançou uma caixa com suas principais gravações, intitulada “A Rainha da Voz”.

Author: Redação

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