5ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

 

 

 

 

Se habitar limites é um dos objetivos da literatura brasileira, se não de qualquer literatura, talvez ele esteja para se cumprir num local inusitado, fora de seus eixos habituais. De hoje até o dia 16, a 5ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco ocorre em um Centro de Convenções localizado exatamente na divisa entre as cidades de Recife e Olinda.

E, obviamente, não será esse o único limite habitado. Outras relações fronteiriças, como a existente entre literatura nacional e local, nova literatura e literatura canônica, vanguardas e tradições, também podem se depreender da ampla grade de debates, palestras, conferências e oficinas que o evento- que se vangloria de ser a maior feira literária do Nordeste- oferece (programação em www.bienalpernambuco.com).

Da programação do auditório principal, denominado com justiça Manuel Bandeira, homenagem a esse filho da terra, salta aos olhos a profusão de discussões sobre a realidade artística nordestina e pernambucana, como em debate sobre a obra de Gilberto Freyre ou na palestra “A Artéria da Poesia no Território da Mata”, ministrada por Flávio Chaves.

Por outro lado, a lista de convidados que têm se tornado nomes importantes no cenário da literatura nacional é extensa, contando com Luiz Ruffato, Cristóvão Tezza e Marcelo Mirisola, entre muitos outros. E, se é permitido um terceiro lado, valem destaque também nomes mais conhecidos, como Fernando Morais e Pedro Bial, ou outros mais tradicionais e antigos, como o do crítico literário Fábio Lucas ou o do próprio escritor homenageado pela Bienal, Marcos Vinícios Vilaça.

Quanto à parte comercial, em grande medida a razão desse tipo de encontro, o organizador Rogério Robalinho espera que passem cerca de 350 mil pessoas pelos mais de 200 estandes, de 400 editoras. Uma movimentação de aproximadamente R$ 8 milhões.

    Author: Redação

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