1ª Primavera dos Museus

 

 

 

 

Sob o guarda-chuva da proteção ambiental, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, lançou ontem a 1ª Primavera dos Museus, programada para ocupar agendas nos dias 22 e 23 de setembro. Ancoradas em temas nascidos da reflexão sobre o aquecimento global, as 305 instituições museológicas que aderiram ao programa montaram mais de 800 eventos para celebrar a primavera e pensar os caminhos e descaminhos do planeta a partir de perspectivas ambientais. A iniciativa do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/ Iphan) tem como tema “Meio ambiente: museu, memória e vida” e nasceu como experiência que deve ganhar data fixa no calendário cultural brasileiro. “Natureza e cultura unidas nessa primeira primavera passam a fazer parte da nossa política de museus”, avisou Gil durante o lançamento do programa, ontem, no MinC. “Museu, memória e vida estão em permanente conexão com o meio ambiente. Museus são importantes para a preservação do meio ambiente e do patrimônio.”

 

A intenção é que a primavera reforce a presença das instituições museológicas nas diversas regiões do país, mesma intenção depositada em iniciativas como a Semana dos Museus e o Dia Nacional dos Museus. “A primavera vem se somar a um conjunto de atividades que congregam a política nacional de museus”, explica José do Nascimento Júnior, diretor do Demu.

 

No site do Minc (www.museus.gov.br), estão listadas as instituições que aderiram ao programa. Em Brasília, são apenas quatro: dois museus privados (o do Templo da Boa Vontade e o do Ceub), o de Geociências da Universidade de Brasília e o Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. Neste último, a programação indica a mostra Tecnotrecos, mas o coordenador das atividades da instituição, Wagner Barja, explica que houve mudança na pauta por falta de patrocínio.

 

A agenda do museu prevê uma mostra de pinturas de Carlos Bracher com inauguração em 19 de setembro, três dias antes da Primavera dos Museus, mas sem conexão com o evento do MinC. Antes disso, o museu vai receber a Semana de Arte e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia, agendada desde o início do ano. “O que estou tentando fazer é que o museu comece a ser pautado de dentro para fora, e não de fora para dentro, como estava acontecendo”, diz Barja.

 

O baixo índice de participação dos museus brasilienses e a programação reduzida contrastam com a adesão em outros estados. No Rio de Janeiro, instituições como o Museu de Imagens do Inconsciente e o Museu Carmen Miranda se rendem às palestras sobre aquecimento global e, em São Paulo, o Museu de Arte Moderna (MAM) organiza a Primavera no Parque, que pretende transformar todo o Ibirapuera em museu vivo. Em Belém, as instituições museológicas mais importantes da cidade, como o Museu de Arte Sacra e o da Imagem e do Som aderiram à primavera com ações pontuais. E no Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, em Brumadinho (MG), haverá visitas temáticas e espaço para discussão sobre associações possíveis entre arte a meio ambiente.

www.museus.gov.br

 

13/09/07

    Author: Redação

    Share This Post On