Da Favela ao Bairro Novo – Ecologia Humana: Livro publicado por Rafael Greca

rafel grecaO ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca que completa idade nova esta semana fará uma festa no dia 23, bem ao seu estilo, quando lança Da Favela ao Bairro Novo – Ecologia Humana, seu 19.º livro. A noite de autógrafos será no Instituto de Engenharia do Paraná. O atual presidente da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) mostra a trajetória histórica entre a primeira favela do Brasil, formada há 113 anos, e os bairros novos que têm surgido em Curitiba e nos municípios da região metropolitana.

Da Favela ao Bairro Novo – Ecologia Humana: Livro publicado por Rafael Greca, em março de 2010, mostra a trajetória histórica entre a primeira favela do Brasil, formada há 113 anos e os Bairros Novos que têm surgido em nossas cidades, com urbanização, saneamento, energia elétrica, pavimentação, coleta de lixo, equipamentos sociais e regularização fundiária de antigas ocupações.

Presidente da Companhia de Habitação do Paraná entre 2007 a março 2010, Rafael Greca registra o esforço do Estado brasileiro desde o Estatuto das Cidades, aprovado pelo Congresso Nacional em 10 de julho de 2001, em intervir nas favelas do Brasil, local onde vivem mais de 52 milhões de brasileiros ou 30% da população do País. São famílias que vivem em áreas de risco, encostas de morros e pedreiras, fundos de vale, banhados, alagados, grotões e beiras de rios. Pessoas que moram em casas de um ou dois cômodos, muitas vezes sem banheiro.

Antes de 2001 a administração pública assistiu paralisada à multiplicação de favelas no Brasil sem intervir nestes locais, já que a legislação impedia a aplicação de recursos públicos em áreas consideradas de ocupação irregular. Ao mesmo tempo, mostra Rafael Greca, os programas de habitação popular não alcançavam esta faixa da população de menor renda no País.

O autor lembra a triste história do Banco Nacional de Habitação (BNH), criado no governo militar para financiar habitações populares, que acabou deixando uma dívida estimada em R$ 120 bilhões que, ainda hoje, está sendo paga pelo governo de vários estados do Brasil. Só o Paraná arca com mais de R$ 500 milhões, uma dívida saldada em prestações que hoje alcançam R$ 7 milhões ao mês. Greca, em seu livro, mostra as várias tentativas do Estado em criar uma política habitacional antes do BNH, muitas delas frustradas pelo forte oposição exercida pelas empreiteiras e construtoras da época que consideravam a ação do Estado uma invasão no mercado.

Com a aprovação do Estatuto das Cidades, finalmente, a administração pública brasileira pôde reconhecer a existência das “cidades informais”. Isto significou o planejamento e execução de novas moradias e infraestrutura para estas áreas, em especial depois da posse, em 2003, de Lula na presidência da República e de Roberto Requião, no Paraná, com atuação marcada em favor dos mais pobres.

Esta é a experiência, com resultados práticos na Grande Curitiba, narrada por Rafael Greca. Bairros como a Vila Zumbi, em Colombo, Guarituba, em Piraquara, novas áreas em Campo Magro e Pinhais, contam a história de ex – favelados e a incrível tarefa de construir um bairro onde antes existia apenas miséria.

Antes do Estatuto das Cidades, Rafael Greca, em seu livro, lembra de seu trabalho como prefeito de Curitiba entre 1993 a 1996, quando criou um Bairro Novo na cidade. No lugar, formado por antigas chácaras e sítios com baixo nível habitacional, foram criados lotes financiados exclusivamente para famílias de menor renda, sem acesso aos programas convencionais de financiamento de habitação. No Bairro Novo de Curitiba, hoje, vivem mais de 40 mil pessoas, que, além de infraestrutura, contam com o único hospital público municipal feito por um prefeito na história da Prefeitura de Curitiba. O Hospital recebeu o título do Ministério da Saúde como Hospital Amigo da Criança por ser uma referência em atendimento hospitalar.

Finalmente, Greca relata a importância do desenvolvimento urbano em áreas de favelas com a consciência da Ecologia Humana. Segundo Rafael Greca, Ecologia Humana é um instrumento e um recurso entre duas realidades diversas: a da preservação ambiental e as ocupações irregulares. Faz uma crítica aos que veem o pássaro e esquecem das pessoas, como se fosse impossível a coexistência. Ecologia Humana, segundo Rafael Greca, é a ponte. Para ele, “o futuro pede mais. Chega de favelas. Urge tornar as favelas apenas a lembrança histórica de um passado que superamos”.

Foi na gestão de Greca (1993-1996) que surgiu o Bairro Novo, na região Sul da cidade.

    Author: Redação

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