Músico morre após esperar um leito por 35 horas em Curitiba

O músico e produtor Emerson Antoniacomi, 40 anos, morreu na noite desta quinta-feira, dia 17, no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, com diagnóstico de morte cerebral. Após passar pelo menos 35 horas esperando no Centro Municipal de Urgências Médicas (CMUM) do Boa Vista por um leito de UTI, Emerson teve seu quadro agravado e chegou ao hospital com poucas chances de sobrevivência.

Segundo o produtor cultural e amigo Virgílio Milleo, o músico chegou ao estúdio onde trabalhavam para uma reunião na terça-feira, dia 15, à noite e de repente começou a sentir dores de cabeça, pressão baixa e desmaiou. O Samu foi chamado e Emerson foi encaminhado para o CMUM do Boa Vista, onde foi diagnosticado o quadro de acidente vascular cerebral e a necessidade de uma cirurgia de emergência.

Anderson Carlos Antoniacomi, irmão do músico, conta que a família passou todo o dia de quarta-feira buscando uma vaga em hospitais públicos e particulares, enquanto Emerson permanecia internado na unidade 24 horas. Ele alega que a demora em encontrar um leito foi determinante para a morte do irmão.

O assessor especial de gestão do gabinete do prefeito de Curitiba, Matheos Chomatas, reconhece que o tempo de espera foi acima do normal para um caso de AVC. Ele explicou que há falta de leitos na RMC e que o problema é recorrente devido à necessidade de se atender em Curitiba pacientes vindos do interior do estado. “Hoje temos um equilíbrio perigoso, porque temos leitos, mas temos que trabalhar com as carências das demais cidades do estado. Além disso, temos falta de profissionais, o número não é suficiente, principalmente na questão da urgência.”

Chomatas disse que, apesar da demora, o caso de Emerson era aparentemente estável. “Ficamos aguardando uma vaga na UTI e a disponibilidade de um neurocirurgião, o que não aconteceu antes”, disse.

Produdor

Emerson Antoniacomi era conhecido no meio cultural da cidade por sua atuação como produtor cultural de bandas em diversos segmentos. As mais conhecidas são: Regra 4, Namastê, Djambi, Homem Canibal, Arma de Jah, Sinfonética Comunitária Flutuante, entre outros.

Multinstrumentista, Emerson participou de várias dessas bandas tocando baixo, guitarra ou teclado. “Ele contribuiu muito para a música de Curitiba porque era produtor de vários segmentos, muito versátil. Todo mundo ficou carente do trabalho dele. Os músicos ficaram órfãos de um grande músico”, conta Milleo, amigo e sócio em vários projetos.

Fonte

Author: Redação

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