Folclore Brasileiro 16

 

O Folclore é um saber expresso através de festas, mitos, lendas, crendices, costumes, danças, superstições, entre tantas outras formas de manifestação artística de um povo. É uma cultura aberta, que vai se modificando a partir de várias experiências. Nosso folclore surgiu do povo nativo, do europeu colonizador e do negro africano escravizado. Dessa mistura nasceram histórias e personagens fantásticos, que enchem a imaginação da gente!

   Ciranda, trava-línguas, quadrinhas, canções de ninar, benzeduras para quebrantos, chás para males ‘incuráveis’, reza para quebrar encantos, amuletos de proteção, histórias de bruxas, sacis, boi-bumbá, cucas e outras lendas do sertão, danças para todos os gostos, muita comida e chimarrão… Esse é apenas um pedacinho do folclore brasileiro.

   Nosso país, rico em cultura e natureza, possui tradições que vão além daquilo que podemos imaginar. Costumes que vêm de tempos antigos, trazidos por outros povos, misturados às ‘raízes’ desta terra, contados pelo caipira, têm sobrevivido gerações. Adaptado aos tempos mais modernos, o folclore sobrevive e se renova a cada dia, nos deixando boas lembranças de uma época que já se foi.

   No Brasil, o Dia do Folclore é comemorado em 22 de agosto. Nosso folclore é um dos mais ricos do mundo. Nele, estão presentes as características dos povos que contribuíram para a formação de nossa nação, principalmente os africanos, os indígenas e os europeus. As pessoas que o estudam são chamadas “folcloristas”. Um dos principais estudiosos brasileiros foi Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).

 

O que é o Folclore

   

   A palavra folclore é originária do inglês folklore (folk, ‘povo’ e lore, ‘saber’). Ela define um conjunto de tradições, conhecimentos, costumes ou crenças populares, expressos em provérbios, lendas, contos ou canções de uma determinada época ou região.

    O Folclore é passado de uma geração para outra, através de histórias, brincadeiras, cantigas, no conhecimento culinário, medicinal e artesanal. Através da imaginação, o povo busca explicar os mistérios da natureza onde vivem, abrandar seus temores através da religião e compreender a vida de um modo geral.

    O folclore é representado por tradições e crenças populares expressas das mais diversas formas. Para se tornarem folclore, é necessário que tenham origem anônima, ou seja, que ninguém saiba ao certo quem as criou. Além disso, precisam ter surgido há muito tempo e ser divulgadas e praticadas por um grande número de pessoas. E o caso dos ditados populares, como “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

Crendices

   Crendice é uma crença popular absurda, cheia de exageros, que se relaciona ao medo excessivo de pessoas que possuem religiosidade exaltada. O medo do inferno, do diabo, medo de ser castigado porque cometeu algum pecado, medo de feitiços, tempestades, mau agouro, dentre outros; dão origem aquilo que conhecemos por superstições.

    As famosas promessas e pedidos de proteção aos santos de sua confiança, benzeduras e consultas a pais e mães-de-santo, torna-se uma prática comum no dia-a-dia dos mais crentes.

    A superstição está relacionada ao augúrio, ao presságio, o uso de amuletos (em geral itens de caráter religioso, como a água benta e a medalha milagrosa) e profano (como no caso do patuá e do talismã). Recorrer à pedidos através de promessas, rezas e a Magia, propriamente dita também é muito comum.

Religião e Cultura

   Século XVI, escravos negros africanos são trazidos para o Brasil. Assim se deu a origem de uma nova cultura religiosa e material, baseada nos costumes desse povo. Fazem parte desse período, cultos dedicados a Orixás, tais como Oxalá, Xangô, Ogum, Oxóssi, Omulu, Oxumarê, Euá, Iansã, Obá, Oxum, Nanãburuku, entre outros.

   Aos poucos, essas entidades foram identificadas com os santos da Igreja Católica, para continuarem a ser cultuados sem riscos de perseguição, e sem perder o seu lado místico. São diversas as lendas relacionadas aos Orixás, cheias de aventuras e emoções.

   Dentre algumas das curiosidades que cercam a crendice relacionada às crianças e ao sertanejo, é comum ouvir dizer que: a mãe deve usar figas no bracinho de suas crianças (para preservar do mal olhado) ou, que, quando nascem dois gêmeos, o primeiro é feliz e o segundo não; que para curar um menino gago, é necessário bater com uma colher de pau na cabeça dele três vezes, em três sextas-feiras seguidas, e, que se chover no dia de São José (19 de março) haverá um bom inverno (do contrário haverá seca), dentre muitas outras.

Festas e Danças

   Em geral, as festas no Brasil se voltam para uma reunião de pessoas que comemoram um batizado, um casamento, uma data cívica, ou o dia consagrado a um santo. As datas comemorativas brasileiras mais esperadas do ano são o Natal, o Carnaval e o São João.

Dança

   A seqüência de gestos, passos e movimentos corporais, acompanhados pelo ritmo musical, que expressam estados emocionais e situações ‘imaginárias’ de uma cultura, são chamados de Dança. É a partir dos costumes populares que se dá sua origem, seja ela ritual, mágica, religiosa, voltada para a guerra ou para a arte.

   No Brasil, a dança é um dos pontos mais fortes da cultura. Conhecido por seu povo alegre e entusiasmado, o país possui os estilos mais variados e significativos, como produto de uma grande difusão cultural, dentre eles:

Danças de destaque no folclore brasileiro

Bumba-Meu-Boi
   
O Nordeste é considerado berço das principais variedades, tais como: boi calemba, bumba (Recife), boi-de-reis, boi-bumbá (Maranhão , Pará, Amazonas), Três pedaços (Porto da Rua, Porto de Pedras) em Alagoas, folguedo do boi, reis do boi (em Cabo Frio).

   A narrativa encenada sobre o boi, é muito semelhante nas diferentes regiões do país. No maranhão, o boi é tocado com pandeirões e roncador (uma cuíca enorme, de som grave). No sul utiliza-se o acordeão. Mas um dos mais populares nos últimos anos é o boi-bumbá no Amazonas. O folclore caboclo é celebrado nas fantasias dos blocos de boi-bumbá, versão amazonense muito popular do bumba-meu-boi.

Calango
   
Trata-se de uma dança popular profana, praticada especialmente nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Calango é composto de cantos e bailes, separadamente ou em conjunto. Utiliza-se uma orquestra regional ou simplesmente a sanfona. Apresentado em ritmo quaternário, os pares dançam enlaçados, em estilo de samba, com uma composição simples e coreografia livre.

Capoeira
   
A Capoeira chegou no século XVI ao Brasil, com os escravos africanos. Sua prática era aplicada com os pés e a cabeça para defenderem-se dos europeus, lutavam com as mãos, tanto para o ataque quanto para defesa.
A capoeira foi camuflada na forma de pantomimas mímicas e danças, para evitar a repressão dos senhores de escravos e da polícia. Sempre ao som da música de berimbaus, da boca e das palmas, sua pratica tornou-se popular em todo o país.

Cururu
   
O Cururu é uma dança paulista, goiana e mato-grossense, de origem tupi-guarani, considerada uma dança sagrada para os índios brasileiros. No cururu pratica-se um desafio entre dois violeiros. No início a dança era realizada em templos, sendo mais tarde transportada para o domicílio do festeiro, onde colocando-se um altar com o Santo Padroeiro do culto.

    Dançada exclusivamente por homens, acompanhada ao som de violas, com cinco cordas duplas, adufe, que é o irmão mais velho do pandeiro e o reco-reco. Canta-se em duas pessoas em quadras, sextilhas, décimas, com liberdade de ritmo, apenas fiel à viola, num combate poético dedicado a um santo. Segundo os cururuzeiros cuiabanos o verdadeiro nome dessa dança é Função.

   Um deles explica: “A gente fala Cururu, mas o certo mesmo é função. Ficou Cururu porque, antigamente, quando vieram para Cuiabá os baianos, mineiros, paulistas e paranaenses, essa gente de fora, então o cuiabano foi mostrar sua brincadeira para eles. Aí, foi ver a função do cuiabano. Depois, perguntaram para o baiano: – Então, baiano, gostou da brincadeira do cuiabano? – Gostei sim, mas é um cururu danado!”

Frevo
   
Essa dança de rua e salão, é a maior atração do carnaval pernambucano. Característica pela marcha de ritmo sincopado, violento e frenético, trata-se de uma dança coletiva, que se desenvolve em meio à multidão até ferver.

   Essa idéia de fervura (que o povo pronuncia frevura, frever) deu origem ao nome “frevo”. O frevo possui um andamento semelhante ao da marchinha carioca, mais pesada e barulhenta, mas com execução vigorosa e estridente como a de fanfarra. Seu símbolo é o guarda-chuva, que serve para manter o equilíbrio dos passistas. O curioso é que a coreografia dessa dança de multidão é individual. Seus foliões dançam de modos diversos, são raros aqueles que fazem gestos iguais.

Maracatú
   
O maracatu tem origem africana, baseado nas cerimônias de coroação dos reis do Congo. O ritmo é marcado apenas com percussão, produzindo aquilo que chamam de “baque virado”, o qual instiga à dança. No início, a tradição se deu pela necessidade que os chefes tribais vindos do Congo e Angola tinham de mostrar sua força e poder, mesmo com a escravidão. Foi símbolo da resistência negra no Brasil contra a dominação portuguesa, passando com o tempo a ser incorporado a cultura brasileira. Atualmente, o maracatu, entre e outras manifestações populares fazem parte do carnaval pernambucano.

Maxixe
   
O maxixe foi o primeiro tipo de dança urbana surgida no Brasil. Era dançado em forrós, gafieiras da cidade e nos cabarés da Lapa, no Rio de Janeiro, por volta dos anos 70, tornando-se mais tarde parte dos clubes carnavalescos e palcos dos teatros de revista.
Era comum ver homens de classes mais privilegiadas nesses bailes e gafieiras, em busca da sensualidade das danças africanas, onde só freqüentavam mulheres de classes inferiores ou meretrizes.
Os pares enlaçam-se pelas pernas e braços, apoiando-se pela testa como se quisessem possuir um ao outro. Seu ritmo foi muito criticado e perseguido, recebendo o nome de “Tango Brasileiro”. Só ao final do século XIX, as casas editoriais o consideraram como um gênero musical de dança genuinamente brasileira.

Provérbios e Ditados Populares

   Conhecidos por Provérbio, rifão, ditado ou sentença, suas variações possuem os mais verdadeiros significados, contidos na vivência de cada povo. O Provérbio define-se como uma forma de conselho para as pessoas, como:

– “Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje”.
– “Tempo é dinheiro”.
– “Não há bem que sempre dure, nem mal que sempre ature”.
– “Quem semeia vento, colhe tempestade”.
– “Em casa de enforcado, não se fala em corda”.
– “Quem não tem cão, caça com gato”.
– “Macaco velho não bota a mão em cumbuca”.
– “Quem senta na garupa, não pega na rédea”.
– “Pior cego é o que não quer ver”.
– “As aparências enganam”.
– “Em pé de pobre, todo sapato serve”.
– “Em terra de cego, quem tem olho é rei”.
– “Quem diz o que quer, ouve o que não quer”.
– “Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento”.
– “Gaiola bonita não alimenta canário”.
– “Quem compra o que não pode, vende o que não quer”.
– “Em boca fechada, não entra mosca”.
– “Quem tira retrato de graça é espelho”.
– “Mais vale um hoje do que dois amanhãs”.
– “Não há sábado sem sol, Não há domingo sem missa, Nem segunda sem preguiça”.
– “Um homem prevenido vale por dois”.
– “Quem dorme no ponto é chofer”.
– “Cuidado com o andor que o santo é de barro”.
– “Apressado come cru”.
– “Quem vende fiado acaba pelado”.
– “Quando um não quer dois não fazem”.
– “A união faz a força”.
– “Quem vê cara não vê coração”.
– “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.
– “Aquilo que os olhos não podem ver, o coração não sente”.

Frases Feitas

BICHO-DE-SETE-CABEÇAS.
Quer dizer um problema muito complicado.

DAR NÓ EM PINGO D’ÁGUA.
Quer dizer fazer uma coisa muito difícil.

FAZER COM O PÉ NAS COSTAS.
Quer dizer fazer algo com muita facilidade.

DEIXAR A PETECA CAIR.
Quer dizer desistir, desanimar.

DOR-NO-COTOVELO.
Quer dizer inveja ou ciúme.

MATANDO CACHORRO A GRITO.
Quer dizer estar numa situação bem difícil.

FICAR COM A PULGA ATRÁS DA ORELHA.
Quer dizer ficar desconfiado.

PINTAR O SETE.
Quer dizer fazer muita bagunça.

MARIA-VAI-COM-AS-OUTRAS.
Quer dizer a pessoa que só faz o que os outros fazem.

ENTRAR PELO CANO.
Quer dizer se dar mal.

TOMAR CHÁ DE SUMIÇO.
Quer dizer desaparecer, ir embora.

DAR UM RISO AMARELO.
Quer dizer ficar encabulado, sem graça.

VÁ LAMBER SABÃO.
Quer dizer não perturbe, não aborreça, não enche.

DAR NO PÉ.
Quer dizer fugir, ir embora bem depressa.

Adivinhações

O que é o que é?

– Que quanto mais cresce menos se vê? (escuridão)
– Quem fica cheio de boca para baixo, e vazio de boca para cima? (chapéu)
– Que cai em pé e corre deitada? (chuva)
– Que parte e reparte e fica sempre do mesmo tamanho? (amor de mãe)
– Tem cabeça e não é gente, tem dente e não é pente? (alho)
– Pula pro ar, dá um estouro e vira pelo avesso. (pipoca)
– Quem morre em pé? (vela)

Trava Línguas

   São frases ditas de forma rápida, com a finalidade de desenvolver uma boa dicção, especialmente para aqueles que possuem dificuldade em articular as palavras de forma correta. Além do mais, é uma ótima brincadeira. Divirta-se!

– O pinto pia, a pia pinga, quanto mais o pinto pia, mais a pia pinga.

– A fiandeira fia a farda do filho do feitor Felício.

– O peito do pé de Pedro é preto.

– O rato roeu a roupa do rei de Roma.

– O doce perguntou ao doce:
Qual era o doce mais doce.
O doce respondeu ao doce
Que o doce mais doce
Era o doce da batata doce.

– A naja egípicia gigante age e reage hoje, já.

– Toco cru embaixo d’agua.Toco cru pegando fogo.Toco cru embaixo d’agua.Toco cru pegando fogo.Toco cru embaixo d’agua.Toco cru pegando fogo.

– Taquigrafia para quem não tem boa grafia. Bom taquígrafo não é bom grafador. Grafia por grafia, não tem haver com serigrafia nem com monografia!

– Dromedário, Dromedálio, Domedrário ou Domedrálio? É mais confuso que baralho, que rima com… sopa de alho!

– Joguei o jogo no jóquei João. O júri jurou ante os jurados. Jurema jogou a jarra no jacaré.

– Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três.Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.

– Se o caricato caricterizasse a caricatura do caricato, com que o caricato caractiraria a caricatura do caricato.

– Se sessenta e seis cerras cerram sessenta e seis cerejeiras, seiscentos e sessenta e seis cerras cerrarão seiscentos e sessenta e seis cerejeiras.

– Vento veloz e vingativo varre a Varzea com violência voraz.

– O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.

– Saber e querer, quem sabe vive de saber querer saber, quem não sabe quer saber viver, vivendo a vida de saber e que é o saber sem saber querer!

– Se vai-e-vem vai e vem, vai-e-vem vai, se vai-e-vem vai e não vem, vai-e-vem não vai…

– A frota de frágeis fragatas, fretada por um franco frustrado, enfreado de frio, naufragou na refrega, por frementos frecheiros africanos.

– tagarelarei, tagarelaras, tagarelará, tagarelaremos, tagarelareis, tagarelarão.

– Um pé de gabiroba bem gabirobadinho, quem bem o desingabirobasse bom desengabirobador seria.

– Eu não ligo para a Liga, Porque a Liga não me liga.Se a Liga me ligasse,Eu ligava para a Liga.Mas como a Liga não me liga,Eu não ligo para a Liga.
– O que é que Cacá quer?Cacá quer caqui.Qual caqui que Cacá quer?Cacá quer qualquer caqui.

– Meio milhão, dez limões,dois milhões,nove limões, três milhões, oito limões, quatro milhões, sete limões, cinco milhões, seis limões, seis milhões, cinco limões, sete milhões,quatro limões, oito milhões,três limões, nove milhões, dois limões, dez milhões, meio limão.

– Por que palras pardal pardo? Palro e palrarei porque sou pardal pardo palrador mór del rei.

– Quem nasce em Itaquaquecetuba é itaquaquecetubense, quem nasce em Caraguatatuba é caraguatatubense.

– A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso…

– Se o papa papasse pão, se o papa papasse papa, se o papa papasse tudo, seria um papa papão!

– A língua lânguida lambe a seiva da boca.Cada lambida líquida saliva o sulco salino e secao suco sugado, saboroso e salgado!

– Devora Dor Doída, Distante Da Dor Desmedida, Daquilo Dista Dimensões, Do Devorador Disto!

-O môlho de chaves caiu no môlho de tomate, ficou molhado, avermelhado, envergonhado.Môlho molhado no môlho de tomate é disparate, não o maltrate!

– O sapo Sabino sabia da sua saborosa sopa. O Sapo Sapudo só sabia que o Sapo Sabino sabia. O Sapo Sabino não sabia que o Sapo Sapudo sabia que ele sabia. A saborosa sopa suculenta tinha até polenta!

– Mefistófeles felestofisme fez com que Tomelesfisse os lesfemefistos e os fisfementoles com os femetofisles e os tolesmefifes. Foi daí que nasceu um metofisfeles felestofismezinho.

– Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.

– Larga a tia, largatixa!Lagartixa, larga a tia!Só no dia em que sua tia chamar largatixa de lagartixa!!

– Um grego é gago, outro grogue é gagá.Tem um grego gagá e um grogue gago.Tem também grogue e um gago gagá.

– Se a aranha arranha a rã, se a rã arranha a aranha, como a aranha arranha a rã?Como a rã arranha a aranha?
– Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.

– Lalá, Lelé e Lili e suas filhas Lalalá, Lelelé e Lilili e suas netasLalelá, Lelalé e Lileli e suas bisnetasLilelá, Lalilé e Lelali e suas tataranetasLaleli, Lilalé e Lelilá cantavam em coro lalalalalalalalalá.

– Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos.Seis paralelogramos têm um paralelepípedo.Mil paralelepípedos têm uma paralelepipedovia.Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos.Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?

– Paga o pato, dorme o gato, foge o rato, paga o gato, dorme o rato, foge o pato, paga o rato, dorme o pato, foge o gato.

– Feijão, melão, pinhão, mamão.Meijão, malão, feinhão, pimão.Pijão, feilão, manhão, memão.Majão, pilão, menhão, feimão.

– Olha o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo soltando vento.

– A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia assobiar.

– O tempo perguntou pro tempo qual é o tempo que o tempo tem.O tempo respondeu pro tempo que não tem tempo pra dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.

– É crocogrilo? É crocodrilo? É cocrodilo? É cocodilho?É corcodilho? É crocrodilho? É crocodilho? É corcrodilo?É cocordilo? É jacaré? Será que ninguém acerta o nome do crocodilo mane?

– Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

– Quando o TATÁ tá, ta. Quando TATÁ não tá, a mulher do TATÁ tando é o mesmo que TATÁ ta!

– O rato roeu a roupa do Rei de roma a rainha com raiva resolveu remendar.

– Três pratos de trigo para três tigres tristes.



FOLCLORE INFANTIL

   Quem não conhece uma brincadeira, um versinho popular ou uma cantiga de roda? Pois saiba que as músicas, os brinquedos, as parlendas e os jogos fazem parte do rico folclore infantil brasileiro. Se você prestar atenção, vai perceber que o folclore também faz parte da sua vida.

PARLENDAS

   Você sabe o que são parlendas? São versos infantis com rimas, criados para as mais diferentes finalidades, entre elas divertir, acalmar, ajudar a decorar números ou escolher quem deve iniciar uma brincadeira. Como variam bastante, cada pessoa pode conhecê-las de um modo diferente. Confira uma parlenda e veja se a que você conhece é parecida com essas!

“Um, dois, feijão-com-arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, bolo inglês.
Sete, oito, comer biscoito.
Nove, dez, comer pastéis.”

“Batatinha quando nasce
se esparrama pelo chão.
Menininha quando dorme
põe a mão no coração”

Coisas de assustar

   As assombrações e os seres sobrenaturais não existem, mas muitas são as histórias que fazem parte da imaginação das pessoas. Elas são transmitidas de pai para filho e muito comuns em todo o Brasil.

   MULA-SEM-CABEÇA
  Segundo a lenda, a mula-sem-cabeça tem cascos afiados e pode dar coices que machucam bastante. Embora não tenha cabeça, ela pode relinchar. Dizem que toda mulher que faz algum mal se torna mula-sem-cabeça na noite de quinta para sexta-feira. Antigamente, dizia-se que essa transformação acontecia com mulher que namorasse um padre católico.

BICHO-PAPÃO
   A lenda do bicho-papão diz que ele tem um corpo peludo e olhos vermelhos. Ele ficaria escondido para assustar crianças que não querem dormir.

LOBISOMEM
    O mito do lobisomem foi trazido ao Brasil pelos portugueses e diz que todo filho nascido depois de sete filhas se transforma em lobisomem. Essa transformação aconteceria sempre nas sextas-feiras de lua cheia, entre meia-noite e duas e meia da madrugada.


Lendas e Mitos do Brasil

   O folclore brasileiro é rico em lendas e personagens. Transmitida há várias gerações, essas histórias fascinam adultos e crianças. Conheça as principais.

CURUPIRA
   Defensor das matas, segundo a lenda o curupira é um índio pequeno, que surge e desaparece de repente. Tem pés virados para trás e faz ruídos misteriosos, para confundir e assustar os caçadores e os agressores das matas.

 

 

 

BOITATÁ
    Descrito como um touro com um olho no meio da testa, essa história diz que o boitatá protege as matas das pessoas que as incendeiam.

 

 

 

CAIPORA
   Pela lenda, a caipora tem o corpo coberto de pêlos e percorre as matas montada num porco selvagem, para proteger os animais que vivem na floresta.

 

 

IARA, MÃE-D’ÁGUA
   Versão brasileira da lenda das sereias, Iara é a mãe-d’água. Ela vive no Rio Amazonas e, nas noites de lua cheia, fica em cima das pedras, penteando seus longos cabelos para atrair os jovens com quem deseja casar.

 

 

GRALHA-AZUL
   Essa lenda paraense conta que, depois de ver um pinheiro sendo destruído, uma gralha ficou triste e subiu para o céu. De lá, ouviu uma voz dizendo que a partir de então ela teria a cor azul e seria responsável por plantar pinheiros na Terra.

 

SACI-PERERÊ
    É o mais famoso personagem do folclore brasileiro. A história do saci-pererê conta que ele tem apenas uma perna, usa um gorro vermelho, vive fumando um cachimbo e aparece e desaparece quando quer. Sapeca por natureza, está sempre aprontando, além de assustar todas as pessoas que tentam destruir as florestas.

NEGRINHO DO PASTOREIO
   Segundo essa lenda, o negrinho do pastoreio perdeu alguns cavalos dos quais cuidava, e por isso apanhou violentamente de seu patrão. Depois disso, ainda foi jogado num formigueiro, de onde foi resgatado por Nossa Senhora. Ele é um conhecido como o protetor das pessoas que perdem alguma coisa.

 

Lenda da Vitória-Régia
   É uma história da região norte do Brasil, contada pelos índios daquela região sobre o surgimento de uma das mais belas flores aquáticas do mundo: a Vitória-Régia.
   Conta a lenda que uma jovem índia chamada Naiá queria conquistar o amor da Lua, que era para eles um homem guerreiro audacioso, belo e forte.    Ela acreditava que a Lua (o guerreiro) iria transformá-la em estrela e assim corria todas as noites com os braços estendidos tentando alcançar a Lua, sem jamais conseguir. Certa noite, Naiá viu a Lua refletida nas águas de um rio e pensando ser o seu amado atendendo seus chamados, ela atirou-se no rio e nunca mais voltou. A Lua, com pena de tamanha tragédia, ao invés de transformá-la em uma estrela, acabou transformando-a em uma flor tão bela quanto imensa: a Vitória-Régia.

Lenda da Bruxa Nicácia
   É uma lenda do sertão nordestino, onde o regime irregular de chuva criou esse personagem.
   Conta a lenda que há muitos anos, no sítio das Limeiras, Sertão do Piauí, vivia uma bruxa chamada Nicácia. Ela era a sétima filha de um casal, e tinha que cumprir o triste destino de sugar o sangue de criancinhas na Quaresma. A bruxa vivia com a sua amiga coruja, numa cabana afastada de todos. Quando ela sumia, todos diziam que ela ia visitar o diabo. Quando voltava desses encontros ela preparava suas terríveis porções e fazia previsões, como a de que um dia o rio Corrente sairia do seu leito, causando uma enchente e afogaria a todos.
   Certa noite houve uma horrível tempestade, inundando tudo. Depois de passada a chuva, a bruxa, sua cabana e sua coruja sumiram.
    Alguns contam que ela foi arrastada para o fundo de um poço e se transformou num animal horrendo, o qual foi visto algumas vezes tomando sol nas margens do rio, espantando as lavadeiras com seus urros.

Cantigas Folclóricas

Fui no Tororó
FuiPassar na Ponte
Marcha Soldado
A Canoa Virou
Caranguejo não é Peixe
Peixe Vivo
Sapo Jururu
Sinhá Marreca
Atirei o Pau no Gato
Nesta Rua, Nesta Rua
Ciranda, Cirandinha
O Cravo Brigou com a Rosa
Sinh’Aninha
Terezinha de Jesus
Bom Barqueiro
Os Escravos de Jó
Mineira de Minas
Cai, Cai Balão
São João Da-ra-rão
Capelinha de Melão
Eu Sou Pobre, Pobre, Pobre
Pezinho
O Meu Boi Morreu
Boi da Cara Preta
Tutu Marambá
Pobre Cego
Meu Limão, Meu Limoeiro
Rosa Amarela
Boi Barroso
Garibaldi Foi à Missa Uni-Du-Tê
Na Bahia Tem
Samba Lelê
O Pastorzinho (do,re,mi,fa,fa,fa)
Bam-ba-la-lão, Sr. Capitão
Quantos Dias Tem o Mês
Onde Está a Margarida
La Condessa
Pirolito que Bate-Bate
A Gatinha Parda
Mulher Rendeira
Balaio Meu Bem, Balaio
Pai Francisco
Vamos Maninha Vamos
Fui à Espanha
Eu Entrei na Roda
Anquinhas
Lá na Ponte da Vinhaça
Cachorrinho Está Latindo
A Carrocinha
Meu Galinho
Quase que Perco o Meu Baú
Vai Aboborá
O Pião
Uma, Duas Angolinhas
Pica-Pau
Pombinha Rolinha
Lagarta Pintada
Tengo, Tengo, Tengo
Os Dias e as Noites

 

Saiba mais aqui…

Danças Folclóricas

Ditados Populares

Fábula

Fandango

Festa No Céu – Folclore Brasileiro

Festival do Folclore de Olímpia

Folclore

FOLCLORE – CEARÁ / PARAÍBA / RIO GRANDE DO NORTE

Folclore – Definição

Folclore Brasileiro

FOLCLORE BRASILEIRO – Bahia

FOLCLORE BRASILEIRO – Pernambuco

FOLCLORE BRASILEIRO – Alagoas / Sergipe

FOLCLORE BRASILEIRO – Amazonas

FOLCLORE BRASILEIRO – Goiás

FOLCLORE BRASILEIRO – Maranhão / Piauí

FOLCLORE BRASILEIRO – Mato Grosso

FOLCLORE BRASILEIRO – Pará / Amapá

FOLCLORE BRASILEIRO – Paraná

FOLCLORE BRASILEIRO – Rio de Janeiro

FOLCLORE BRASILEIRO – Rio Grande do Sul

FOLCLORE BRASILEIRO – Roraima / Acre

FOLCLORE BRASILEIRO – São Paulo

FOLCLORE BRASILEIRO Minas Gerais e Espirito Santo

Câmara Cascudo – Apenas um Provinciano Incurável

Luís da Câmara Cascudo

    Author: Redação

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