1º Seminário de Cooperativismo Musical – Sucesso.

REIVINDICAÇÕES dos músicos de todo o Brasil serão enviadas ao Congresso

Iniciado na quarta-feira, dia 24 de agosto, o 1º Seminário Nacional de Cooperativismo Musical, sediado em Rio Branco, chegou ao seu momento mais importante. A carta de Rio Branco. A idéia de realizar o evento no extremo norte do país teve um caráter simbólico, que é o de descentralizar as ações de forma a abarcar a diversidade e complexidade da música brasileira bem como chamar a atenção para a intensa movimentação que existe hoje nas regiões mais remotas do Brasil.

Foram realizados encontros com representantes de todas as cooperativas de música já criadas no Brasil, bem como daquelas em processo de formalização. Na programação houve também debates com especialistas sobre direito autoral, ensino de música nas escolas e questões trabalhistas e previdenciárias visando a regulamentação da atividade profissional dos músicos. O objetivo foi alinhar e consolidar o movimento do cooperativismo musical no país.

As cooperativas de música de mais de 20 Estados elaboram a Carta de Rio Branco, a ser enviada ao Congresso Nacional para profissionalizar a atividade musical no país.

O documento contém propostas para regulamentar a profissão de músico, oficializar a arte como atividade econômica e inserir a cultura na categoria de cooperativismo, além de reafirmar a música como matéria para os escolares. O gabinete do senador Jorge Viana fará a ponte entre as cooperativas e o parlamento. Após a aprovação, a carta será apresentada à sociedade ainda na tarde de hoje. O documento tem como justificativa o próprio movimento cooperativista musical que surge em resposta ao momento histórico de mudança de paradigma e surgimento de novos modelos de organização da sociedade civil para exercício do trabalho e ação política que congregue e represente a base de toda cadeia produtiva da música.

O evento foi promovido pelas Cooperativas de Música do Acre (Comac) e de Minas (Comum), em parceria com Sebrae, Organização das Cooperativas do Acre (OCB-AC), prefeitura de Rio Branco, governo do Estado e gabinete do senador Jorge Viana, contou com a participação de Fóruns estaduais e com a chancela do Fórum Nacional de Musica.

“Fica claro e devemos ecoar daqui do Acre para o Brasil que o modelo de negócios defendido e propagado pelas cooperativas de música vem se impondo como um novo paradigma do mercado musical nos últimos anos, pela capacidade de responder direta e objetivamente aos principais anseios do setor. As cooperativas, assim como os Fóruns de Música e cito o nosso do Paraná, tem se destacado pelo empenho demonstrado na luta pela profissionalização do trabalho dos diversos agentes envolvidos na cadeia produtiva e na interlocução com governos e instituições”, disse o compositor e jornalista Cláudio Ribeiro

“O seminário discutiu ainda novas formas de gerir a carreira musical para gerar mais possibilidades econômicas aos artistas”, destaca o presidente da Comac, o músico Antônio Carlos. “Essa é uma integração do Acre ao Brasil por meio da música.”

“Foi positiva a presença dos colegas, companheiros de todo o país. Neste seminario aqui no Acre, tivemos a oportunidade de estar em contato com pessoas representantes do FNM e de quase todas as cooperativas de música do Brasil bem como também de outras entidades de música. Isto reforça nossa história e os oito anos de acúmulo de discussões e avanços que deram visibilidade ao FNM e interlocução tanto com governos como a sociedade brasileira”, afirmou o cantor e compositor Téo Ruiz Interlocutor Geral do Fórum Nacional da Música.

Author: Redação

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