Incentivo para o cinema nacional

 

 

 

 

 

 

A terceira edição do Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport) será em João Pessoa, na Paraíba, de 3 a 13 de maio. O Cineport obteve enorme sucesso em suas duas primeiras edições, ocorridas em Cataguases, Minas Gerais (2005) e em Lagos, no Algarve, Portugal (2006). Promovido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, o evento terá novidade nesta terceira edição: é o Laboratório Cineport de Roteiros, coordenado pela Persona Filmes de Belo Horizonte, dirigida pela cineasta mineira Elza Cataldo. Trata-se do primeiro laboratório que está sendo desenvolvido em parceria com a Editora Língua Geral, sediada no Rio de Janeiro e dirigida pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa e pela produtora portuguesa Connie Lopes.

 

 

 

Por meio dessa parceria, haverá a seleção de seis escritores cujas obras serão roteirizadas pelos participantes do laboratório. Serão escolhidos seis roteiristas por uma comissão de profissionais da área. Os roteiristas tomarão parte de uma oficina de criação e de encontros com os escritores e, depois disso, começarão a escrever seus roteiros. É preciso ressaltar que, durante todo o processo criativo, eles serão acompanhados por consultores. Os roteiros, depois de desenvolvidos, serão discutidos com os escritores e apresentados, em novembro de 2007, dentro das atividades do Fórum das Letras de Ouro Preto (MG).

 

 

 

É tão bom saber de notícias que podem engrandecer o cinema, principalmente da língua portuguesa. Uma das artes mais fantásticas de nosso mundo pode ajudar muito no desenvolvimento das mentes humanas. Desde que seja bem elaborado, o cinema atinge multidões por sua acessibilidade impressionante.

 

 

 

A palavra cinema é abreviatura de cinematógrafo, que é a arte ou ciência da cinematografia. De acordo com dicionários e enciclopédias, é um procedimento que permite criar a ilusão do movimento pela projeção, em velocidade rápida, de imagens fixas registradas em continuidade num filme.

 

 

 

E como começou o cinema? Os arquivos falam que foram os irmãos Lumière, na França, que criaram o cinema. Eles foram os primeiros a aperfeiçoar um aparelho, em 1895, que realizava satisfatoriamente as duas funções do cinema: registrar o movimento e projetar filmes. Os irmãos Lumière filmaram, pela primeira vez, a saída de uma fábrica em Paris. Foi o primeira filme realizado no mundo. Eles descobriram um processo cinematográfico.

 

 

 

Quando alguém indaga: ¨Quem inventou o cinema?¨, a resposta é: ninguém inventa nada neste planeta. Está tudo aí, na natureza, é só descobrir, como os irmãos Lumière fizeram. E, desde 1895, a arte cinematográfica tem se desenvolvido dos filmes em preto e branco e mudos aos falados e coloridos. O processo é excelente, às vezes, fantasioso e fraco outras vezes. Os realizadores de filmes, de um modo geral, desejam obter sucesso e dinheiro. Claro que há aqueles que são verdadeiros artistas e amam de verdade a arte e chegam a realizar obras-primas como a de W. Griffith, A intolerância, filme mudo que estudamos no curso especial de cinema desenvolvido no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Achei o filme superinteligente, descrevendo os fatos principais da história da humanidade desde o princípio, mostrando a terrível intolerância do animal humano. O filme empolga especialmente porque é mudo, um silêncio que faz a gente pensar.

 

 

 

E tem muitos filmes falados, coloridos e dignos de assistir, como Mil milhões de dólares, do diretor francês Henri Verneill que revela umas história muito triste sobre grandes corporações estadunidenses, a IBM e a Coca-Cola, numa grande reportagem de uma revista parisiense. Um repórter especialista da revista faz a matéria sobre o assassinato do presidente de uma empresa internacional de Paris. Infelizmente, o jornalista descobre que as grandes corporações dos EUA financiaram os campos de concentração na Alemanha, durante o início da Segunda Guerra Mundial. E o tal presidente francês que foi morto e também estava envolvido, ia revelar os documentos que guardara em um cofre em sua casa. Parece filme de horror. Mas vale a pena ver. A gente não consegue desgrudar os olhos da tela.

 

02/04/07

    Author: Redação

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