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	<title>Brasil Cultura &#187; Audio Visual</title>
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		<title>10ª Edição Festival de Cinema de Maringá</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Festival de Cinema de Maringá recebe inscrições de filmes nacionais e latino-americanos. Estão abertas as inscrições para a seleção de filmes da mostra competitiva da 10ª Edição do Festival de Cinema de Maringá e 1ª Mostra Competitiva Latino-americana. Podem participar longas e curtas-metragens de ficção, documentários e experimentais, em 35 mm ou digitais. As inscrições...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/festival-de-cinema-300x187.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19350" title="festival-de-cinema-300x187" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/festival-de-cinema-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>Festival de Cinema de Maringá recebe inscrições de filmes nacionais e latino-americanos. Estão<br />
abertas as inscrições para a seleção de filmes da mostra competitiva da 10ª Edição do Festival de Cinema de Maringá e 1ª Mostra Competitiva Latino-americana.</p>
<p>Podem participar longas e curtas-metragens de ficção, documentários e experimentais, em 35 mm ou digitais. As inscrições vão até o dia 30 de junho de 2013. O Festival será realizado entre os dias 28 de agosto e oito de setembro, sem cobrança de ingresso.</p>
<p>Uma das novidades deste ano é a 1ª Mostra Competitiva Latino-americana, que será realizada<br />
paralelamente a mostra nacional. Estes filmes serão considerados de sua origem, específicos para esta Mostra.</p>
<p>No ano passado o Festival bateu recorde de inscrição, sendo quase 456 filmes inscritos, Segundo os organizadores do evento, Pery de Canti e Inez Petri, este ano a expectativa é de superar esse número.</p>
<p>Os interessados em inscrever seus filmes para o festival podem acessar o site <a href="http://www.festcinemaringa">www.festcinemaringa</a> .com.br e preencher a ficha de inscrição, neste endereço também está o regulamento do evento.</p>
<p>O Festival de Cinema de Maringá conta com o apoio da Concessionária Viapar, que patrocina<br />
o evento através da lei Rouanet de incentivo a cultura, Ministério da Cultura e realização da Perfil Consultoria.</p>
<p><strong>Serviço </strong></p>
<p>10º Festival de Cinema de Maringá – 2013</p>
<p>1ª Mostra Competitiva Latino Americana</p>
<p>Maringá – Paraná</p>
<p>Prazo paraInscrições – 30 junho de 2013</p>
<p>Inscrições –<br />
<a href="http://www.festcinemaringa.com.br">www.festcinemaringa.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=19349&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Exposições de fotografia tomam conta de espaços culturais do Rio</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 14:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A fotografia, seja como arte, técnica ou informação, vai ocupar os espaços  culturais da cidade a partir do final deste mês, em uma série de exposições que  se estenderá até agosto. O carro-chefe dessa maratona é o FotoRio 2013 –  Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, que será aberto para  convidados no próximo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt">
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fotorio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19333" title="fotorio" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fotorio.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>A fotografia, seja como arte, técnica ou informação, vai ocupar os espaços  culturais da cidade a partir do final deste mês, em uma série de exposições que  se estenderá até agosto. O carro-chefe dessa maratona é o <em>FotoRio 2013 –  Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro</em>, que será aberto para  convidados no próximo dia 27, às 19h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB),  com a inauguração da exposição <em>Charlotte Rampling – Álbuns  Secretos</em>. No dia seguinte (28), a mostra será aberta ao público, com entrada  gratuita, ficando em cartaz até 21 de julho.</p>
<p>Em duas salas do CCBB, a exposição desvenda a personalidade de uma estrela do  cinema, a inglesa Charlotte Rampling, cujo olhar misterioso inspirou alguns dos  mais importantes fotógrafos do século 20. Esses ensaios fotográficos, de nomes  como Cecil Beaton, David Bailey e Bettina Rheims, fazem companhia na mostra aos  álbuns de família da atriz, com fotos que revelam sua intimidade.</p>
<p>Apresentada pela primeira vez em Paris, no ano passado, a exposição tem  curadoria de Jean-Luc Monterosso e organização do fotógrafo e antropólogo Milton  Guran, coordenador do FotoRio. Embora seja um dos destaques,  <em>Charlotte  Rampling – Álbuns Secretos</em> é apenas a primeira de cerca de 100 exposições  que o evento, realizado a cada  dois anos, vai abrigar nos próximos três  meses.</p>
<p>Outras mostras de fotógrafos de renome mundial serão inauguradas em junho,  como a do norte-americano David Alan Harvey, no Centro Municipal de Arte Hélio  Oiticica. Já o Centro Cultural Correios vai abrigar a exposição da fotógrafa  franco-alemã Sabine Weiss, considerada, segundo Guran, “a última grande  humanista da fotografia”.</p>
<p>Também a partir de junho, o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) será o  local de 11 exposições de fotógrafos brasileiros voltados para a arte  contemporânea. Haverá ainda exposições na Caixa Cultural, no Oi Futuro e na rede  de centros culturais da prefeitura carioca, que se espalham por todas as regiões  da cidade.“A programação do FotoRio é bastante rica, abrangendo desde a fotografia  mais erudita aos registros do cotidiano, feitos não só pelos fotógrafos  profissionais, mas também pelas pessoas comuns, usando celulares, câmaras<br />
digitais”, explica o coordenador Milton Guran. “No mundo de hoje, qualquer um<br />
pode produzir informação visual e estabelecer um diálogo com o mundo, seja por  meio de um <em>blog</em>, do Instagram ou do Facebook”, acrescenta.</p>
<p>Além das exposições, a discussão sobre as diferentes formas de se fazer  fotografia está no cardápio do FotoRio. O Oi Futuro sediará um seminário sobre o  Instagram como linguagem fotográfica e na Caixa Cultural o FotoCine vai debater  as relações entre o cinema e a fotografia. Faz parte ainda do evento o sétimo  encontro sobre inclusão visual do Rio de Janeiro, que reúne os projetos que  tratam da fotografia como meio de inclusão social.</p>
<p>Para Milton Guran, o mundo vive hoje uma revolução na comunicação visual.<br />
“As novas tecnologias de produção da imagem, e, sobretudo, os novos circuitos  de distribuição e circulação da informação visual estão alterando completamente  os nossos padrões de comunicação. A estimativa é 1,5 bilhão de imagens  circulando na globosfera. Isto é uma coisa extraordinária. Nunca houve na  história da humanidade um volume tão grande de informação visual simultânea”,  afirma.</p>
<p>Além do FotoRio, a cidade recebe nos próximos dias outras grandes exposições  dedicadas à fotografia. Nesta terça-feira (21) será aberta ao público, na Caixa  Cultural, a <em>World Press Photo</em>, que reúne 154 registros de 54 fotógrafos  de 32 nacionalidades. São imagens que ganharam destaque na imprensa  internacional em 2012, abordando temas como política, economia, esportes,  cultura e natureza.</p>
<p>Esta é a 56ª edição da mostra, considerada a maior e a mais prestigiada  seleção de fotojornalismo do mundo. A exposição itinerante percorre 100 cidades  em 45 países. No Brasil, a mostra tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e  depois do Rio, onde fica até 23 de junho, segue para Brasília e Fortaleza.</p>
<p>Os vencedores desta edição foram anunciados em fevereiro passado, em  Amsterdam, na Holanda, onde fica a sede da World Press Photo. Foram mais de 103  mil imagens feitas por 5.666 fotógrafos de 124 países. A foto vencedora foi a do  sueco Paul Hensen, que retrata a imagem de duas crianças palestinas mortas,  vítimas de um míssil israelense.</p>
<p>Este ano o Brasil está presente na mostra em dois momentos, ambos premiados  com menção honrosa. “Em um ensaio, o fotógrafo belga Frederick Buyckx mostra o  cotidiano de famílias depois da criação das Unidades de Polícia Pacificadora  (UPPs) em favelas do Rio. Em outro, o repórter fotográfico carioca Felipe Dana  tem a difícil e heróica missão de transmitir, em imagem, a dor e o desamparo de  uma jovem viciada em crack”, explica Flávia Moretti, representante da World  Press Photo no Brasil.</p>
<p>Com entrada grátis, a mostra poderá ser visitada de terça-feira a domingo,  das 10h às 21h. A Caixa Cultural fica na Avenida Almirante Barroso, número 25,  no centro do Rio.</p>
<p>No dia 29 será a vez do Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de  Janeiro, inaugurar a aguardada exposição <em>Gênesis</em>, do premiado fotógrafo  brasileiro Sebastião Salgado. A mostra, que teve inauguração mundial em abril  passado, em Londres, apresenta 245 imagens que documentam maravilhas do globo terrestre que permanecem imunes às transformações da modernidade: montanhas,  desertos, florestas, tribos, aldeias e animais.</p>
<p>Primeira grande exposição de Salgado em mais de dez  anos, <em>Gênesis</em> ficará em cartaz no Rio até agosto, seguindo depois para  São Paulo.<br />
<a href="http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2013/05/19/exposicoes-de-fotografia-tomam-conta-de-espacos-culturais-do-rio/">Fonte</a></p>
</div>
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		<title>Revolução cultural à brasileira</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 23:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19324" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/aaarevo.jpg"><img class="size-full wp-image-19324" title="aaarevo" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/aaarevo.jpg" alt="" width="200" height="128" /></a><p class="wp-caption-text">Nelson Pereira dos Santos filmando &quot;Como era gostoso o meu francês&quot; (1971)</p></div>
<p>Na década de 1950, o Brasil se modernizava e partidos e movimentos de esquerda, bem como<br />
movimentos artísticos, acreditavam na possibilidade de uma revolução brasileira, nacional-democrática ou socialista. “Artistas e intelectuais tiveram um papel expressivo na construção da utopia de uma ‘brasilidade revolucionária’, que permitiria realizar as potencialidades de um povo e de uma nação”, diz Marcelo Ridenti, professor de sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mas até hoje a compreensão dessa relação, entre política e cultura,<br />
é complexa e inclui nomes de peso do panteão cultural que foram comunistas, como: Jorge Amado, Nelson Pereira dos Santos, Caio Prado Jr., Nora Ney, Dias Gomes, Jorge Goulart e Di Cavalcanti, entre outros. “É um problema que não cabe numa equação simples que supõe a militância comunista de artistas e intelectuais como parte de um desejo de transformar seu saber em poder.<br />
Tampouco se pode supor que houvesse mera manipulação dos intelectuais pelos dirigentes do Partido Comunista Brasileiro [PCB]”, explica o professor, que analisou a questão no projeto Artistas e intelectuais comunistas na consolidação do campo intelectual e da indústria cultural no Brasil. (<a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/03/aristas-e-intelectuais-comunistas-na-industria-cultural-no-brasil/" target="_blank">Veja aqui</a> )</p>
<p>“Num momento como o atual, em que as pesquisas evitam a politização dos temas, é importante recuperar como cultura e política se aproximaram num períodoturbulento como aquele, entre os anos 1950 e 1970”, observa o pesquisador.<br />
Segundo Ridenti, vários campos artísticos e intelectuais consolidados a partir da década de 1950 só são pensáveis a partir das lutas em seu interior, em que os comunistas desempenharam um papel importante, por vezes levando os integrantes do PCB ou ex-militantes às posições de maior reconhecimento ou prestígio. Muitos mudaram de convicção política ao longo do tempo. A maioria fez uma autocrítica sobre a sua atuação naquele período, mesmo os que<br />
continuaram se identificando como de esquerda ou sendo comunistas. Houve também muita reclamação posterior de que o partido mantinha com eles uma relação “ornamental” ou “instrumental”, ou seja, apenas para angariar prestígio ou divulgar uma linha política, sem falar nas críticas sobre o despotismo da direção, pronta a vigiar o imaginário dos militantes. “Só em parte isso é verdade. Esses artistas só puderam conquistar posições a partir do histórico de<br />
militância organizada, que, assim, esteve longe de significar mera manipulação de seus artistas e intelectuais. Era uma relação de mão dupla”, observa o autor.</p>
<div id="attachment_19325" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/cenapagador.jpg"><img class="size-full wp-image-19325" title="cenapagador" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/cenapagador.jpg" alt="" width="290" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">Cena de O pagador de promessas, de Dias Gomes, em 1960</p></div>
<p>“De fato, o partido tinha uma linha política estreita e dogmática, dava pouco espaço a seus intelectuais, quase não contribuía para pensar a especificidade da sociedade brasileira, era marcado pelo centralismo e por relações autoritárias. Mas havia contrapartidas que mantiveram os artistas e intelectuais no partido apesar de tudo isso”, fala Ridenti. Para ele, não se deve caricaturar a ação cultural do PCB nos anos 1950, um elemento expressivo constituinte da cultura brasileira. “A indústria cultural ainda não estava de todo estabelecida no país. Com a modernização, muitos artistas e intelectuais estavam em busca de um espaço que não fosse a Igreja ou o Estado, então as principais instituições organizadas nos tempos em que a universidade ainda estava em crescimento”, lembra. Na maioria vindos da classe média que se<br />
expandia com a modernização do país, esses intelectuais não cabiam em nenhum<br />
dos dois espaços. “O PCB foi uma chance de organização, um fórum de debate cultural e político, que permitia ter acesso a uma rede de revistas pelo Brasil e de contatos no exterior.”</p>
<p><strong></p>
<p>Legitimidade</strong></p>
<p>A organização no partido dava legitimidade a certos grupos e indivíduos que buscavam marcar posição (ou evitar perder prestígio) em suas atividades. “O grande exemplo foi Jorge Amado, que teve seu talento potencializado pela ligação com o PCB, cuja rede de contatos internacionais facilitou a publicação de seus romances em vários países. Por sua vez, ele emprestava o seu prestígio de escritor ao partido e acabou sendo eleito deputado pelo PCB na Constituinte<br />
de 1946”, conta Ridenti. No exílio na França, a partir de 1948, aderiu ao movimento internacional pela paz e ganhou notoriedade mundial. “Sem desmerecer o talento de Amado, isso não teria acontecido se ele não fosse ligado ao partido. Foi por meio dessa relação que ele teve acesso a uma rede de contatos em diversos países da Europa e viu seus romances traduzidos em vários idiomas em razão disso. O mesmo aconteceu com Nelson Pereira dos Santos, que foi para a França e outros países com apoio do PCB e pôde conhecer vários cineastas”, diz<br />
o pesquisador.</p>
<div id="attachment_19326" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/acantora.jpg"><img class="size-full wp-image-19326" title="acantora" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/acantora.jpg" alt="" width="290" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">A cantora Nora Ney no aeroporto do Galeão em 1969</p></div>
<p>Amado se transformou em divulgador do realismo socialista no Brasil e mesmo quando se afastou do PCB nunca rompeu oficialmente com os comunistas. “Ele saiu à francesa. Só ganhou autonomia como autor depois de <em>Gabriela, cravo e canela </em>(1958)”, fala Ridenti. As recompensas, porém, colocavam dilemas para os artistas, que testemunhavam as perseguições aos militantes dissidentes em escala internacional. “Eles também se inseriam nas redes comunistas como reprodutores do pensamento e da política produzida no centro, não como<br />
formuladores originais”, nota o autor. “Realmente, entre os anos 1940 e 1950, durante o realismo socialista, houve um grande controle do partido sobre os artistas e intelectuais brasileiros ligados ao PCB. Mas, no geral, essa relação foi flexível, porque o partido não se interessava muito pela cultura, o que explica por que, nos anos 1970, os artistas tentaram construir uma política cultural para o PCB, que não tinha uma”, lembra o historiador Marcos<br />
Napolitano, da Universidade de São Paulo (USP), autor do estudo <em>Políticas culturais e resistência democrática no Brasil nos anos 1970</em>.</p>
<p>“Houve um entusiasmado movimento em que os intelectuais e o partido convergiram para pensar um projeto revolucionário de nação. O partido e os intelectuais de esquerda foram as grandes referências, por exemplo, para os cineastas dispostos a fazer uma arte política e, em tese, politizadora. Infelizmente, o partido poderia ter usado mais e melhor os diagnósticos feitos pelos artistas”, observa a socióloga Célia Tolentino, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Marília, que estuda o tema em <em>O pensamento social na literatura e no cinema</em>,<br />
com apoio da FAPESP. “Os artistas não eram inocentes úteis para o PCB, também ganhavam com essa relação”, nota Ridenti.</p>
<p><strong></p>
<p>Autonomia</strong></p>
<p>A maior ou menor autonomia do partido dependia da carreira paralela à política. Figuras como Dias Gomes ou Oscar Niemeyer, para citar dois exemplos, lembra o pesquisador, não sofreram nenhuma ingerência do PCB em sua vida e obra. Essa influência atingia mais (embora de forma desorganizada) os menos conhecidos.<br />
“Assim, se há casos em que o partido foi autoritário com os artistas, fica a pergunta: por que muitos deles seguiram na militância ainda assim? Havia o sentimento de pertencer a uma comunidade que se imaginava na vanguarda mundial e podia dar apoio e organização a artistas e intelectuais em luta por prestígio e poder, distinção e consagração em seus campos de atuação, para si e para o partido”, diz o autor. Com esse movimento, os artistas comunistas prepararam o<br />
terreno para a renovação futura. “O Cinema Novo, dos anos 1960, não seria possível sem a história anterior de disputas no campo do cinema fomentada pelos cineastas comunistas”, nota Ridenti.</p>
<p>“O mesmo vale para o desenvolvimento das novelas e da TV brasileira como um todo. Após o golpe de 64, a hegemonia do PCB entre intelectuais e artistas foi cortada e a partir de 1968 eles acabam abrigados na Rede Globo, apesar de a emissora ser partidária da ditadura. Figuras como Dias Gomes, Ferreira Gullar, Gianfrancesco Guarnieri, entre outros, além de encontrarem proteção, viram a TV como uma continuidade programática, acreditavam que era uma forma de falar com<br />
o povo. Por isso chegaram a ser rotulados de ‘vendidos’, quando estavam continuando a sua política cultural”, diz o historiador Francisco Alambert, da USP, autor, entre outros, do artigo <em>Mario Pedrosa: art and revolution</em>.<br />
“Aos poucos, com o desenvolvimento da sociedade civil e da indústria cultural, as classes populares vão assumindo sua voz, não precisando mais de intelectuais falando em nome delas. A produção cultural vai se ligar ao mercado e ao espaço universitário, esvaziando os partidos e a ideia de revolução, rompendo a aproximação entre cultura e política”, diz Ridenti.</p>
<p>“Não se pode, porém, esquecer o que houve no passado. É preciso compreender os dilemas e contradições das figuras humanas daquele tempo que não raro aparecem mitificadas nos escritos sobre elas”, finaliza o pesquisador.</p>
<p><strong>Por Carlos Haag</strong></p>
<p>Fonte: Revista Pesquisa Fapesp</p>
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		<title>Morre o comunicador Silvio de Tarso</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 13:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O jornalista, radialista, compositor e cronista esportivo Silvio de Tarso, faleceu na noite de ontem, dia 17 de maio, sexta-feira, em Curitiba Nascido em 7 de julho de 1951, ele já trabalhou na Rádio Clube e atualmente também trabalhava na Rádio e na TV eParaná, onde era comentarista do programa eEsporte. Há cerca de um...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19316" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/silviotarso.jpg"><img class="size-full wp-image-19316" title="silviotarso" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/silviotarso.jpg" alt="" width="200" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Silvio de Tarso, um dos mais renomados radialistas de Curitiba.</p></div>
<p>O jornalista, radialista, compositor e cronista esportivo Silvio de Tarso, faleceu na noite de ontem, dia 17 de maio, sexta-feira, em Curitiba Nascido em 7 de julho de 1951, ele já trabalhou na Rádio Clube e atualmente também trabalhava na Rádio e na TV eParaná, onde era comentarista do programa eEsporte.</p>
<p>Há cerca de um mês Tarso foi internado no Hospital Nossa Senhora do Pilar para uma cirurgia de catarata. Após complicações e uma pneumonia, permaneceu internado no hospital e não resistiu. Ele já estava em coma induzido desde o início da semana.</p>
<p>Seu corpo será velado no cemitério Jardim da Saudade (Rua João Bettega, 999) e o enterro está marcado para às 16h em Curitiba.</p>
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		<title>Documentário traz bastidores da trama que levou ao golpe de 1964</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Mar 2013 18:12:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cerca de um ano antes que se completem os 50 anos do golpe de 1964, o documentário &#8220;O Dia que Durou 21 Anos&#8221;, de Camilo Tavares, traz à luz diversos documentos inéditos, sobre os quais por vários anos pesaram cláusulas de sigilo, que comprovam o decisivo envolvimento dos EUA na derrubada do presidente João Goulart...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>
<div id="attachment_19116" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/golpe02.jpg"><img class="size-full wp-image-19116" title="golpe02" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/golpe02.jpg" alt="" width="200" height="104" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do documentário &quot;O Dia Que Durou 21 Anos&quot;, de Camilo e Flávio Tavares. O longa analisa a influência dos Estados Unidos no golpe militar brasileiro, que deixou o país sob ditadura durante mais de duas décadas.</p></div>
<p>Cerca de um ano antes que se completem os 50 anos do golpe<br />
de 1964, o documentário &#8220;O Dia que Durou 21 Anos&#8221;, de Camilo Tavares,<br />
traz à luz diversos documentos inéditos, sobre os quais por vários anos pesaram<br />
cláusulas de sigilo, que comprovam o decisivo envolvimento dos EUA na derrubada<br />
do presidente João Goulart e na instalação da ditadura militar no Brasil. O<br />
filme estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba,<br />
Florianópolis e Salvador.</li>
<li> O então embaixador norte-americano no Brasil Lincoln Gordon<br />
&#8211; que sempre negou esta participação dos EUA &#8212; é mostrado como um dos<br />
principais articuladores do golpe, por exemplo, em áudios da Casa Branca, em<br />
que é ouvido em conversas com o presidente John Kennedy e o subsecretário para<br />
Assuntos Interamericanos, Richard Goodwin. Uma destas conversas é de 30 de<br />
julho de 1962, evidenciando a longa gestação da desestabilização do governo<br />
Goulart.</li>
<li> Além de áudios como este, em poder de arquivos como o<br />
National Security Archives, também se revela o conteúdo de documentos secretos<br />
da CIA, que permitem reconstituir a variedade de ações mediante as quais se<br />
realizou esta desestabilização. Caso, por exemplo, da criação de supostos<br />
institutos de pesquisa, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática)<br />
e IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), que recebiam dinheiro dos<br />
EUA e estavam por trás do financiamento de filmes de propaganda, publicações de<br />
artigos na imprensa e também de campanhas de diversos deputados e governadores<br />
de oposição ao governo.</li>
<li>Além dos raros materiais de arquivo, diversas entrevistas realizadas pelo jornalista Flávio<br />
Tavares &#8211; pai do cineasta Camilo Tavares &#8211; completam o documentário. Uma delas,<br />
com o brasilianista Thomas Skidmore, que define Lincoln Gordon (que morreu em<br />
2009) como &#8220;um produto da Guerra Fria&#8221;.</li>
<li> <a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/golpe01.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19117" title="golpe01" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/golpe01.jpg" alt="" width="615" height="300" /></a>Ele e outros pesquisadores assinalam que os EUA viam Goulart<br />
como &#8220;comunista&#8221; por sua defesa de reformas de base, como uma lei de<br />
remessas de lucro que contrariava interesses das multinacionais<br />
norte-americanas. O medo era que o Brasil repetisse o exemplo de Cuba, que<br />
fizera sua Revolução em 1959.</li>
<li> Não faltam entrevistas com participantes do regime de 1964,<br />
caso do general Newton Cruz &#8212; que, curiosamente, faz reparos ao movimento que<br />
integrou. Diz ele: &#8220;Quando a Revolução nasceu, era para fazer uma<br />
arrumação de casa. Ninguém leva 20 anos para arrumar a casa!&#8221;.</li>
<li> Em outra conversa, o entrevistador Flávio Tavares fica<br />
frente a frente com o coronel Jarbas Passarinho &#8211; responsável pela assinatura<br />
de sua extradição quando, como preso político, foi trocado, junto com outros<br />
prisioneiros, em 1969, pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick,<br />
sequestrado por uma coligação de vários grupos da luta armada.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/CfJAnKUD3K0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Exposição mostra fotos feitas por Mário de Andrade</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 14:35:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma mostra com 60 fotografias feitas por Mário de Andrade durante uma viagem ao Pará e ao Peru em 1927 foi aberta pela Caixa Cultural São Paulo. A exposição Mário de Andrade: Etnógrafo-Fotógrafo-Poeta é um recorte do acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da USP (IEB) e mostra as fotos em preto e branco de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>
<div style="text-align: left;"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/mario-de-andrade-foto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19100" title="mario de andrade foto" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/mario-de-andrade-foto.jpg" alt="" width="200" height="150" /></a>Uma mostra com 60 fotografias feitas por Mário de Andrade durante uma viagem ao Pará e ao Peru em 1927 foi aberta pela Caixa Cultural São Paulo. A exposição Mário de Andrade: Etnógrafo-Fotógrafo-Poeta é um recorte do acervo do Instituto<br />
de Estudos Brasileiros da USP (IEB) e mostra as fotos em preto e branco de  pessoas durante o trabalho.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: left;">Na viagem, chamada por Mário de Andrade de Viagem pelo Amazonas até o Peru,<br />
pelo Madeira até a Bolívia e pelo Marajó até dizer chega, ele fotografou e<br />
escreveu sobre a paisagem, o homem e a cultura da região. De acordo com a<br />
curadora da exposição, Adrienne Firmo, as fotos originais variam de 3,1<br />
centímetros (cm) por 3,7cm a 12cm por 17cm e foram digitalizadas e ampliadas<br />
especialmente para a exposição. “Algumas já estão amareladas, são de cor sépia,<br />
por isso ampliamos para 20cm por 30cm para uniformizá-las”.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: left;"></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: left;">Adrienne ressaltou a importância etnográfica das fotografias como um dos<br />
atrativos da mostra. “Estes são os primeiros documentos fotográficos do interior<br />
do país e feitos por um intelectual da envergadura de Mário de Andrade, que é um<br />
dos responsáveis pela concepção da identidade brasileira do período do<br />
modernismo”. Segundo ela, os retratos são uma forma de reconhecimento do Brasil<br />
e a constituição do modernismo no país, que identificava o que é ser brasileiro<br />
e, ao mesmo tempo, pautar o que é ser brasileiro.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: left;"></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: left;">“Outro aspecto interessante são as resoluções plásticas a que Mário chega<br />
nestas fotos. Ele era extremo conhecedor das artes visuais e conhecia a estética<br />
fotográfica que estava sendo feita na Europa por meio das revistas de fotografia<br />
e cinema que assinava. Há um interesse etnográfico e histórico, mas também há um<br />
destaque plástico muito importante, porque é o trabalho de um escritor que usa<br />
uma máquina simples e consegue extrair ótimo resultado”.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: left;"></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: left;">As fotos registram o trabalho no campo com a cana, o café e o gado; o de<br />
populações ribeirinhas no transporte de madeira e alimentos; os mercados dos<br />
grupos urbanos; as trocas entre citadinos e indígenas; além de referências aos<br />
trabalhos femininos como a lavagem de roupas. A exposição é gratuita e fica em<br />
cartaz até o dia 5 de maio.</div>
</li>
</ul>
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		<title>Documentário revela Curitiba nos traços de Poty</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/artes-plasticas/documentario-revela-curitiba-nos-tracos-de-poty/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2013 18:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos artistas plásticos mais representativos de Curitiba, cuja história se confunde com a cidade, a começar pelo dia do nascimento, 29 de março, data do aniversário de ambos, é tema do documentário “Pelos Traços de Poty”, que a Cinemateca lança nesta terça-feira (26), às 20h. Dirigido por Karla Nascimento, com fotografia e montagem assinadas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>
<div style="text-align: left;"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/poty1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19093" title="poty" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/poty1.jpg" alt="" width="135" height="203" /></a><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/poty.jpg"></a>Um dos artistas plásticos mais representativos de Curitiba, cuja história<br />
se confunde com a cidade, a começar pelo dia do nascimento, 29 de março, data<br />
do aniversário de ambos, é tema do documentário “Pelos Traços de Poty”, que a<br />
Cinemateca lança nesta terça-feira (26), às 20h. Dirigido por Karla Nascimento,<br />
com fotografia e montagem assinadas por Beto Carminatti e trilha original a<br />
cargo de Rodrigo Janiszewiski e Fabiano O Tiziu, a produção integra os festejos<br />
dos 320 anos de Curitiba e homenageia o artista falecido em 1998. A sessão,<br />
seguida de debate com a presença da diretora e equipe, tem entrada franca e<br />
classificação livre.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: left;">vida e a obra de Napoleon Potyguara Lazzarotto, o Poty, são o foco do documentário filmado<br />
inteiramente em Curitiba, em tecnologia digital.<br />
Com 15 minutos de duração, o filme é uma experiência estética única, proporcionando<br />
ao público a oportunidade de (re)ver diversos<br />
trabalhos, entre capas de livros, vitrais e principalmente painéis em azulejo e<br />
em concreto, que retratam o cotidiano dos paranaenses. Obras que permitiram a Poty<br />
imprimir sua marca em Curitiba como nenhum outro nome. Seguir seus passos é<br />
redescobrir a cidade que tanto encantou o artista.</div>
</li>
</ul>
<ul>
<li>A produção reúne entrevistas de João Lazzarotto (irmão de Poty),<br />
Maria Ester (pesquisadora), Regina Casillo (historiadora de arte), Adoaldo<br />
Lenzi (artista plástico), Domicio Pedroso (artista plástico), Carlos Dala<br />
Estella (artista plástico) e Daniela Pedroso (arte-educadora).</li>
<li></li>
<li>Nascido em Curitiba em 1924, desde criança Poty mostrou-se<br />
apaixonado por desenhos e gravuras. Em 1946, partiu para estudar no Rio de<br />
Janeiro, tendo trabalhado com nomes consagrados do Modernismo, como Portinari e<br />
Di Cavalcanti. Depois foi aperfeiçoar técnicas em Paris. De volta ao Brasil,<br />
fixou-se em São Paulo,<br />
onde realizou uma série de painéis e murais. Ao retornar para Curitiba,<br />
dedicou-se a cobrir a cidade com suas obras. Também deixou impresso seu talento<br />
em outras localidades paranaenses. Seu último trabalho foi um painel em<br />
mosaico, para o Teatro Calil Haddad, de Maringá, concluído em 1997, mas somente<br />
inaugurado em 2000, dois anos depois de sua morte.</li>
<li></li>
<li>O curta, produzido com recursos da Lei Municipal de Incentivo à<br />
Cultura de Curitiba e incentivado pelo Banco do Brasil na modalidade do Mecenato, foi<br />
um dos três documentários selecionados em 2012 pelo Centro Técnico Audiovisual<br />
– CTAV para realizar os serviços de transferência para 35mm e mixagem<br />
de som. Ainda obteve o prêmio de Melhor Direção de Fotografia no Festival de<br />
Cinema Curta Amazônia (2012), além de integrar a seleção oficial do Festival<br />
Iberoameriano de Cinema de Sergipe (2012).</li>
<li></li>
<li><strong> </strong></li>
<li></li>
<li><strong>Serviço:</strong></li>
<li></li>
<li>Estreia do documentário “Pelos Traços de Poty” (BR/PR, 2013 – 15’ – documentário – digital),<br />
dirigido por Karla Nascimento, seguida por debate com a presença da diretora e<br />
equipe.</li>
<li></li>
<li><strong>Local: Cinemateca de<br />
Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174 – São Francisco). </strong></li>
<li></li>
<li>Data e horário: dia 26 de março de 2012 (terça-feira), às 20h.</li>
<li></li>
<li>Entrada franca</li>
<li></li>
<li>Classificação livre</li>
<li></li>
</ul>
<p>Informações:<br />
(41) 3321-3252</p>
<p>Para saber mais:  <a href="http://pelostracosdepoty.blogspot.com.br/" target="_blank">http://pelostracosdepoty.blogspot.com.br/</a></p>
<p>Contato para a imprensa: Karla Nascimento – (41) 8444-2339</p>
<p><a href="http://br.mc1217.mail.yahoo.com/mc/compose?to=karla@amplercultural.com.br" target="_blank">karla@amplercultural.com.br</a></p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=19091&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ancine abre inscrições para edital que contempla mercado cinematográfico</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Mar 2013 20:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Empresas brasileiras produtoras, distribuidoras e exibidoras de longa metragens nacionais podem se inscrever de hoje até20e maio para o Prêmio Adicional  de Renda (PAR), da Agência Nacional de Cinema (Ancine). De acordo com o edital  de 2013, divulgado nesta terça-feira, o prêmio vai contemplar o mercado  cinematográfico com recursos no valor total de R$ 8 milhões....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/ancine.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19070" title="ancine" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/ancine.jpg" alt="" width="200" height="150" /></a>Empresas brasileiras produtoras, distribuidoras e exibidoras de longa metragens nacionais podem se inscrever de hoje até20e maio para o Prêmio Adicional  de Renda (PAR), da Agência Nacional de Cinema (Ancine). De acordo com o edital  de 2013, divulgado nesta terça-feira, o prêmio vai contemplar o mercado  cinematográfico com recursos no valor total de R$ 8 milhões.</p>
<p>As empresas produtoras e distribuidoras poderão inscrever filmes nacionais  lançados no circuito comercial entre 1º de dezembro de 2011 e 30 de novembro de  2012. Para as empresas exibidoras é necessário ter cumprido no ano de 2012 a  cota de tela, que determina a exibição de três a 14 filmes nacionais, num  período que varia de  28 a 63 dias, de acordo com a dimensão do complexo de  salas. Outra exigência para as empresas é que os longa metragens exibidos tenham<br />
sido lançados no mercado após 1º de julho de 2011.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O PAR foi criado em 2005, com o objetivo de premiar as empresas de acordo com  o desempenho comercial dos filmes brasileiros no mercado exibidor. Desde a  primeira edição, a Ancine concedeu um total de R$ 58 milhões às empresas, que  devem obrigatoriamente aplicar os recursos no desenvolvimento de novos projetos,  de acordo com a sua área de atuação.</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=19069&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Exposição com gravuras de Mário Gruber entra em cartaz em São Paulo</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/artes-plasticas/exposicao-com-gravuras-de-mario-gruber-entra-em-cartaz-em-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 19:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pintor, escultor, muralista, desenhista, cenógrafo, professor. O artista  plástico paulista Mário Gruber (1927 &#8211; 2011) desenvolveu várias facetas ao longo  da carreira, mas todas elas tiveram origem na sua versão como gravador, arte que  aprendeu como autodidata em 1943. É essa face artística que será apresentada na exposição &#8220;A Arte Fantástica de Mario Gruber&#8221;. A...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/gravura.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19058" title="gravura" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/gravura.jpg" alt="" width="200" height="150" /></a>Pintor, escultor, muralista, desenhista, cenógrafo, professor. O artista  plástico paulista Mário Gruber (1927 &#8211; 2011) desenvolveu várias facetas ao longo  da carreira, mas todas elas tiveram origem na sua versão como gravador, arte que  aprendeu como autodidata em 1943. É essa face artística que será apresentada na exposição &#8220;A Arte Fantástica de Mario Gruber&#8221;. A mostra fica em cartaz na Caixa Cultural São Paulo, no centro da capital, até o dia 12  de maio e tem entrada gratuita.<br />
&#8220;Ele trabalhou muitos anos nesse viés [gravura]. Até que, nos anos 1960, ele  começa a trabalhar com um realismo fantástico por meio da pintura, mas ele  continuou fazendo gravura. Ele nunca deixou de fazer. Gruber fazia uma  comparação super bonita: a pintura é como uma orquestra e a gravura é como uma  música de câmara&#8221;, apontou Denise Mattar, curadora da exposição.</p>
<p>Serão apresentadas 50 gravuras e matrizes. A maior parte do acervo pertence à  família de Gruber. &#8220;Ele gostava tanto de gravura, que ele praticamente guardou  um exemplar de cada gravura e também parte das matrizes. Normalmente, os  gravadores destroem as matrizes&#8221;, destacou Mattar. A curadora explica que o  artista passeou por diferentes materiais para produzir as gravuras, como pedra e  madeira, mas &#8220;ele era acima de tudo um gravador de metal&#8221;, informou.</p>
<p>Entre as técnicas utilizadas, estavam água-forte e água-tinta, processos em  que os sulcos no metal são feitos com a utilização de produtos químicos. Gruber  destacou-se, no entanto, pela utilização de uma técnica rara, chamada maneira  negra. Nesse processo de gravação, diferentemente das outras técnicas,  trabalha-se do escuro para o claro.</p>
<p>Segundo informações do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio  Grande do Sul (UFRGS), na maneira negra, a superfície da matriz é riscada,  deixando-a uniformemente áspera. O instrumento chamado brunidor achata as  asperezas, obtendo-se diferentes tonalidades, conforme a pressão exercida. &#8220;É  uma coisa dificílima de fazer. Ele era um virtuoso. Tudo que fazia, ele  desenvolvia a técnica ao extremo&#8221;, destacou a curadora.</p>
<p>Essa será a primeira exposição póstuma do artista em São Paulo. &#8220;Depois da  morte dele, houve uma exposição no Rio de Janeiro. Mas aqui em São Paulo, que  foi a cidade onde ele morou, viveu e trabalhou toda a vida, é a primeira  exposição. É uma mostra que vai abrir uma conversa sobre o trabalho do Gruber e  uma possibilidade de, mais adiante, se fazer uma exposição que englobe as outras  técnicas também&#8221;, declarou Mattar.</p>
<p>Além das gravuras, Mário Gruber é conhecido pelo trabalho peculiar em  pintura, no qual expõe imagens classificadas como &#8220;realismo fantástico&#8221;. &#8220;Não  tem ninguém que faça algo parecido. Ele é um artista muito difícil de encaixar  nos ismos dos críticos&#8221;, explica a curadora. Ela destaca ainda a contribuição  para a questão da técnica. &#8220;Ele tinha uma técnica perfeita. Na pintura, ele foi  pesquisar todas as técnicas dos grandes mestres. E conseguiu reproduzir, por  exemplo, tintas que há muito tempo não eram produzidas&#8221;, destacou.</p>
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		<title>Segue até 27 de março o II Edital do audiovisual</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 14:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/materia-edital_audiovisual_fabiana_120313.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19040" title="materia-edital_audiovisual_fabiana_120313" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/03/materia-edital_audiovisual_fabiana_120313.jpg" alt="" width="200" height="150" /></a>Já estão abertas as inscrições para o II Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais em Curta-metragem produzido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e que irá contemplar cinco projetos com um patrocínio de R$ 30 mil. As inscrições seguem até o dia 27 de março e o resultado dos contemplados deverá ser divulgado até o dia 15 de abril.&lt;br&gt;&lt;br&gt; O edital faz parte da segunda edição do projeto ‘Cinema Para Todos’, e a concessão do prêmio constitui-se como “Prêmio Wilson Sillva”. Esta ação foi lançada em dezembro de 2012 com o objetivo de fomentar a cadeia criativa do audiovisual no Estado, através de apoio financeiro à produção de curtas-metragens que visem realizar ações de difusão do audiovisual sergipano, de formação de cidadania e ampliação de acesso aos bens culturais.&lt;br&gt;&lt;br&gt; De acordo com a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, esse novo edital reafirma o compromisso do Governo do Estado com a classe e reforça o apoio as produções cinematográficas sergipanas.&amp;nbsp; “Sabemos que, através dessa ação, o Governo de Sergipe está cumprindo sua obrigação com a classe do audiovisual no Estado, mas é importante frisar que foi em nossa gestão que este segmento cultural passou a ter um plano de ações mais consistente, construído num diálogo permanente com eles”, argumenta Eloísa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Sobre o edital&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt; O edital terá um recurso de R$ 150 mil reais, premiando em R$ 30 mil reais cada um dos cinco filmes contemplados, que devem estar nas categorias de ficção, documentário e animação. Dos selecionados, dois serão de ficção, dois de documentário e um de animação.&lt;br&gt;&lt;br&gt; Poderão participar do edital, pessoas residentes no Estado de Sergipe há pelo menos dois anos, na condição de produtores ou diretores, com a devida comprovação de residência. Porém, vale lembrar que cada concorrente poderá ser contemplado com apenas um projeto, embora possa apresentar em todas as categorias e é condição de participação do filme na seleção que pelo menos 70% de sua produção seja realizada no Estado de Sergipe.&lt;br&gt;&lt;br&gt; As inscrições devem ser feitas das 8h às 13h, no setor de protocolo da Secretaria de Estado da Cultura, localizada na rua Doutor Leonardo Leite, 1051, São José, ou pelo Correio por meio de carta registrada, desde que a sua postagem tenha se dado até a data final da inscrição.&lt;br&gt;&lt;br&gt; Mais informações podem ser obtidas através do número&amp;nbsp; (79) 3179-1916 .</p>
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