“Com Açúcar & Com Afeto – Arte Naïf “

Exposição itinerante chega à Biblioteca de São Paulo. A abertura será no feriado do dia 02/11

Com acervo do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil (MIAN) – o maior e mais completo museu do gênero do mundo –, o Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Estado da Cultura traz para a capital paulista a exposição itinerante “Com Açúcar, Com Afeto – Arte Naïf”. A mostra será realizada na Biblioteca de São Paulo (BSP), com programação paralela de arte-educação. A Orquestra Filarmônica de São Carlos fará uma apresentação, às 14h, na abertura do evento.

Composta de reproduções de 36 pinturas de técnica livre e espontânea, a exposição é uma oportunidade para o público conhecer os maiores representantes da arte naïf brasileira, pessoas que longe das acadêmicas criaram materiais e formas de se expressar e se tornaram artistas consagrados aqui e no exterior. Entre os 24 autodidatas expostos estão pioneiros naïfs como Heitor dos Prazeres, Lia Mittarakis, Cardosinho, Miranda e Iracema, além de contemporâneos como Ivonaldo, Lourdes de Deus, Menezes de Souza, Oberdan e Zeny.

“A realização de uma exposição de arte na Biblioteca de São Paulo, com recursos do ProAC, demonstra que Secretaria busca integrar programas para tornar a cultura cada vez mais acessível”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.

As obras retratam a vida no campo, com cenas do trabalho na lavoura, do plantio à colheita agrícola, e revelam por estilos peculiares e pelo colorido alegre e vibrante a exuberância da cultura e da paisagem brasileira.

“A natureza do Brasil é um estímulo permanente para os artistas naïfs, pela riqueza de suas cores e pela diversidade dos ambientes… Os artistas naïfs são ecologistas natos. Sua visão da natureza é idílica e encantadora, e é por isso que somos cativados de imediato por suas pinturas”, afirma Mariza Campos da Paz, presidente da Fundação Lucien Finkelstein e curadora da exposição.

Durante o período da exposição, os organizadores programaram 16 oficinas de artes plásticas e palestras para crianças e adolescentes, com inscrições abertas à participação de escolas, com o objetivo de formar futuros apreciadores de arte e estimular o surgimento de novos talentos.

“Este é um dos desafios de uma biblioteca viva: abrir portas e janelas, convidar as pessoas para a leitura de mensagens escritas, faladas, pintadas, cantadas, tocadas, dançadas, digitadas… “, justifica Lia Rosenberg, diretora-executiva da Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura (SP Leituras) responsável pela gestão da BSP. Para ela a exposição “ilustra a missão da SP Leituras: ampliar o acesso às diversas formas de expressão do mundo contemporâneo”.

“Com Açúcar, Com Afeto – Arte Naïf” já foi vista em São José do Rio Preto, Catanduva, Araraquara e Campinas, tem patrocínio da Usina Colombo S/A Açúcar e Álcool e gerenciamento da Arquiprom – Arquitetura Promoções e Exposições.
LINHA DO TEMPO DA ARTE NAÏF
NOS TEMPOS PRIMORDIAIS – pinturas rupestres como nas grutas de Altamira (Espanha), Lascaux e Chauvet (França) e, no Brasil, em Naspolini, SC, Lagoa Santa, MG, Serra da Capivara, PI e outros.

NA ANTIGUIDADE – as pinturas egípcias dos sarcófagos e sepulturas.

NA IDADE MÉDIA – a pintura e escultura românicas na Europa. No Brasil, após o descobrimento, começam a surgir os pintores de ex-votos ou tábuas votivas, toscos testemunhos de fé e de pintura autodidata.

NA IDADE MODERNA – a revolução da arte moderna, no século XIX, permite o aparecimento de Henri Rousseau, o primeiro pintor a ganhar o apelido de naïf, por sua pintura e seu jeito ingênuo.

NO BRASIL, NO SÉCULO XX – A partir de 1930 começam a surgir os grandes nomes da arte naïf brasileira. Chico da Silva (1910-1985) pinta os casebres dos pescadores em Fortaleza inventando as tintas de modo artesanal.

NAS DÉCADAS DE 40/50 – Começam a aparecer os grandes nomes da arte naïf brasileira: Cardosinho (1861-1947), Júlio Martins da Silva (1893-1979), Paulo Pedro Leal (1894-1967), Heitor dos Prazeres (1898-1966), Grauben (1889-1972). Aceito na Bienal de São Paulo, em 1953, Heitor ganhou uma Menção Honrosa.

AS DÉCADAS DE 60/70 – Consagram cada vez mais pintores naïfs brasileiros. Surgem Djanira, Iracema, Raimundo de Oliveira, Lia Mittarakis, Elza O S, Gerson, Crisaldo Morais e muitos outros. A arte naïf brasileira passa a ser conhecida e admirada no exterior. É o início das Trienais de Arte Naïf em Bratislava (então Tchecoslováquia).

NAS DÉCADAS DE 80/90 – Consolida-se o prestígio dos artistas naïfs brasileiros no exterior. Vários deles passam a viver fora do Brasil: Waldomiro de Deus, Ivonaldo, Crisaldo Morais, Luiz Figueiredo, Iracema.

O ANO DE 1995 – Marca a abertura das portas do MIAN – Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, o maior e mais completo do mundo. Através de exposições na sua sede e em outros espaços no Brasil e no exterior, o MIAN contribui decisivamente para a divulgação da arte naïf dentro e fora das nossas fronteiras.

Evento: Exposição “Com Açúcar & Com Afeto – Arte Naïf “
Abertura: 02/11/2011, às 14h e Orquestra Filarmônica de São Carlos, às 14h
Local: Biblioteca de São Paulo (BSP)
Duração: de 02/11 a 04/12/2011
Horários: de terça a sexta, das 9h às 21h. Sábados, domingos e feriados das 9h às 19h
Endereço: Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 (próximo à Estação Carandiru do Metrô)
Entrada: gratuita, com acessibilidade para cadeirantes
Informações: Tel.: 11 2089 0800 begin_of_the_skype_highlighting 11 2089 0800 end_of_the_skype_highlighting (BSP)
Datas das oficinas: http://bibliotecadesaopaulo.org.br/calendario

    Author: Redação

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